O Homem que Nao se Contenta com pouco
Os desejos humanos são infindáveis. São como a sede de um homem que bebe água salgada, não se satisfaz e a sua sede apenas aumenta.
Se um homem não faz novas amizades à medida que avança na vida, ficará logo sozinho. Um homem, senhor, deveria manter as suas amizades em contínuo restauro.
O homem não é um animal solitário, e enquanto perdura a vida em sociedade, a realização de si mesmo não pode ser o supremo princípio ético.
A experiência não é o que acontece a um homem. É o que um homem faz com o que lhe acontece.
Muitas mulheres não sossegam enquanto não mudam o seu homem. E, quando o conseguem, ele perde a graça.
A razão, por mais que grite, não pode negar que a imaginação estabeleceu no homem uma segunda natureza.
As mulheres detestam um ciumento que não é amado, mas ficam furiosas se o homem que amam não for ciumento.
De um modo geral, o homem tem de andar às apalpadelas; não sabe de onde veio nem para onde vai, conhece pouco do mundo e menos ainda de si mesmo.
Não há, nunca houve, nem nunca haverá um homem que seja sempre censurado, ou um homem que seja sempre louvado.
Terrível condição do homem! Não há uma das suas felicidades que não provenha de uma ignorância qualquer.
