O Espiritismo na Arte Leon Denis

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Estamos vivendo em tempos de profunda superficialidade, onde o espetáculo devora o sentido e nos priva da pausa necessária para existir. A sociedade do cansaço exige um desempenho extenuante, enquanto a validação momentânea alimenta ansiedades que ficam sem nomear. A violência, tanto física quanto mental, molda relações e silencia almas, fragmentando aquilo que poderia ser inteiro.
Nossas interações se transformaram em vitrines e nossos afetos, em mercadorias. Nas redes que prometem conexão, encontramos distância; na busca por relevância, nos perdemos de nós mesmos. Vivemos no teatro do vazio, onde tudo parece urgente, mas quase nada é essencial.
Resistir é um ato de coragem e cuidado. Precisamos reencontrar o silêncio que nos reconcilia, o olhar que acolhe, a arte que inquieta e a palavra que nos devolve ao real. Só assim poderemos escapar das armadilhas do espetáculo e resgatar a integridade de quem realmente somos.

Inserida por lilianmorais0803

Quando uma pintura ultrapassa a matéria da tinta, ela deixa de ser apenas imagem e se torna poesia que pulsa, uma crônica que narra silêncios, um manifesto político que inquieta, um grito que atravessa o tempo e uma denúncia que insiste em não calar. Ela não está no quadro, mas nos olhos de quem a sente, nos mundos que transforma e nas feridas que expõe para que jamais sejam esquecidas.

Inserida por lilianmorais0803

Minha boca é livre. Não se pinta por vaidade, mas por escolha. O batom não me adorna, me arma. Uso quando o desejo é meu, quando a festa exige cor ou quando a arte pede impacto. Minha boca não deve nada ao espelho, mas deve tudo à palavra.

Inserida por lilianmorais0803

Transfiguração das Cores

Sempre fui fiel às primárias,
à urgência do vermelho,
ao azul que carrega o silêncio,
ao amarelo que arde sem pedir licença.
Cor pura, sem concessão.
Cor como grito inaugural.

Fugia das misturas —
como quem foge do engano.
Preto e branco?
Nem isso.
Ausências demais.
Um, silêncio sem fundo.
Outro, claridade que cega.
Preferia o mundo onde tudo começa:
a cor em estado bruto.

Mas algo mudou.
Veio um verde que cheira a memória,
um lilás que murmura coisas que não sei.
Um rosa — que nunca convidei —
se assentou na borda da tela.

Será que estou virando romântica?
Será isso… ou será que a cor
também sabe onde ferve o inconsciente?

Não sei se é hora de confiar.
Quem pinta com tons que não conhece
não caminha, atravessa.
E o que vem por aí —
não vem calmo.
Vem pirando tudo.

Porque criar
é deixar que a ausência fale,
que o excesso se cale,
e que a cor — enfim —
nos revele
onde estamos por dentro.

Inserida por lilianmorais0803

INSURGÊNCIA

A fome e a seca no Nordeste não foram tragédias naturais — foram estratégias. Sintomas de um projeto político que tem donos: da terra, da água, do poder.
Desde o período colonial, o Nordeste foi desenhado para sangrar. As mãos que aravam a terra nunca foram as que a possuíram. E, assim, condenaram um povo inteiro à miséria.
E o que ficou no Nordeste? A terra rachada… e as mulheres.
Elas não migraram. Ficaram.
Ficaram para segurar o mundo nos ombros, com os filhos no colo e a esperança entre as mãos.
Mesmo quando não havia farinha, comiam palma. Enganavam o estômago das crianças com caldos ralos, enquanto rezavam para que a noite não levasse mais uma vida.
E é aqui que começa a insurgência.
A insurgência dessas mulheres foi não morrer. Foi não ceder.
Foi insistir em existir onde tudo ao redor pedia silêncio e desaparecimento.
Suas mãos calejadas, seus pés rachados, seus olhos secos de tanto chorar — tudo isso é marca de uma luta que nunca foi reconhecida como deveria.
A verdadeira insurgência nordestina tem o rosto dessas mulheres.
Elas são a terra que não cede, a raiz que não morre, a memória que não se apaga. Lilian Morais

Há momentos em que a arte não representa.
Ela confronta. Ela insiste. Ela se ergue.
Insurgência, como nos propõe Lilian Morais, não é revolta ruidosa, mas fogo subterrâneo que ascende em silêncio e cor.

Esta exposição não se limita a apresentar obras: ela se recusa a calar afetos.
Cada traço, matéria e composição é um fragmento de um corpo que pulsa — corpo individual, corpo social, corpo-mulher, corpo-luta.
A insurgência que Lilian nos convoca é ao mesmo tempo íntima e coletiva: nasce de dentro, mas se espalha para fora, como se cada tela estivesse tentando respirar pelo mundo.

Numa época marcada pela normatização dos gestos, dos desejos e das imagens, sua arte desvia.
Desvia do esperado, do domesticado, do permitido.
E ao desviar, revela:
revela o que foi silenciado, o que foi esquecido, o que nunca teve nome.

A escolha do título Insurgência não é aleatória: é afirmação.
É o reconhecimento de que a arte pode — e deve — ser território de fratura e reinvenção.
Aqui, as cores não decoram; elas denunciam, acolhem, provocam.
Os vazios não são ausências; são respiros.
As formas não obedecem; elas insistem em ser o que são.

Lilian Morais entrega sua insurgência com elegância firme, com delicadeza dura, com beleza que não fecha feridas, mas as mostra com dignidade.
É arte que se posiciona sem se explicar.
É arte que não se curva — e por isso toca.

Numa cidade como Salvador, onde os tambores da história ainda ressoam nos corpos das ruas, a exposição Insurgência não poderia encontrar lugar mais vivo.
É nesta Bahia de lutas e encantos, de dores e reinvenções, que a artista instala sua travessia.
E convida:
não apenas a ver, mas a sentir.
A escutar o que vibra dentro de cada imagem.
A insurgir-se, também — ainda que só por um instante.
Por Humberto Silveira

Inserida por lilianmorais0803

⁠Ofício

O artesão observa em reflexão
O projeto em suas mãos
A projeção do que pode ser
A obra que modela
Como uma criança que forja
Seus sonhos em caravelas
Guiadas no mar da esperança.
Não há desespero que tome
O coração do artesão
Quando em seus devaneios
Se inebria no baile das ilusões
Como aquela mesma criança
Que nunca sonhou em vão.

Inserida por ricaardomf9

⁠Criatividade é a forma de expressão relativa das teorias da sua vida.

Inserida por Ruptura

Escrever é ser o mais sincero na verdade das letras.
Nas frases, a sua alma.
No conjunto delas, sua dádiva.

Inserida por Ruptura

⁠Não existe poeta tão perfeito que possa construir suas obras sem uma inspiração.

Inserida por Ruptura

⁠É possível desvendar a biografia de um poeta entendendo suas obras, porque nelas estão parte das suas vidas!

Inserida por Ruptura

⁠Sou poeta... Uma das minhas maiores fraquezas é não ter aprendido a escrever a vida!

Inserida por Ruptura

⁠É sábio aquele que consegue viver as poesias, as canções, as declarações, mesmo não sabendo escrevê-las.

Inserida por Ruptura

⁠VERSOS E AMARGURA
.
Se de mim retirassem os enganos
Em mim apenas acertos restariam
Seria um poeta de versos levianos
Que como bolas de sabão se esvaziam
Prefiro ser alguém cujas conjecturas
Correm o risco de trazer amarguras
Do que ser um ser vivo sem opinião
Prefiro que me calem com mordaças
Do que ao me ouvirem achem graça
Por repetir os gracejos da multidão.
.
Prefiro ser chamado de subversivo
Do que receber afagos dos opressores
Porque tais afagos só são oferecidos
Aos fracos em troca de favores
Com os quais traem a sua dignidade
E ganham uma falsa felicidade
Como troféu para a covardia
Prefiro ter a honra da clausura
Nos frios porões da ditadura
Do que a desonra na democracia.
.
Se de mim retirarem os versos
Ainda me restarão os pensamentos
Que voarão na amplitude do Universo
Montados nas costas do vento
E baterão à porta de Deus
Que atendendo ao apelo meu
Mandará uma forte tempestade
Formada por poesias agudas
Que caindo regarão as mudas
Que aflorarão como liberdade.

Inserida por EDUARDOPBARRETO

"Hora Dourada",
riqueza celeste,
afaga a alma,
tranquiliza a mente,
intensidade nítida,
linda paisagem,
arte divina.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Quando se tem um forte
e prazeroso desejo,
um filme é transmitido na mente,
já se sabe várias falas e gestos
por ter sido exibido várias vezes
em sonhos e pensamentos
numa sessão exclusiva,
imagem tão nítida que parece ser verdade,
assim continuará até o momento
que a vida venha a imitar a arte
ou a vontade caia no esquecimento.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Num momento de caos e aflição,
fostes capaz de transformar
as tuas dores numa harmoniosa canção
que transitou nas tuas cordas vocais
emitindo um lindo canto
repleto de paz e conforto,
a dor não pode ser evitada sempre,
todavia, pode ser ressignificada
pra arte, resistência e força,
é assim que faz um resiliente
e, graças a Deus, a fé se renova.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Nesta ocasião bastante aguardada,
acompanhado da tua presença sublime
sou transportado para outra realidade,
onde somos os únicos habitantes,
há uma ardente emoção por toda parte.
Estás deslumbrante, linda em todos os detalhes
e em todos os sentidos,
lá transformamos o caos em arte,
somos abrigos um para outro,
revestidos de vivacidade,
e de um sentir caloroso.
O encontro dos nossos olhos
com olhares que conversam,
das nossas almas e dos nossos corpos,
tudo nos agrada, uma sensação que renova e liberta.
Em outras palavras, minha vontade de ti é sincera.

Inserida por jefferson_freitas_1

Francamente, tenho admiração
por tua verdade
por esta ser empolgante,
conter bastante intensidade,
cores e detalhes atraentes,
excitantes, uma linda sobriedade
em meio ao um caos
de falhas e emoções impulsivas
semelhante a uma arte abstrata
que é imperfeita, confusa,
mas que permanece bela, expressiva,
encantadora, dessarte, uma mulher real, cuja postura abomina a falsidade para não tornar-se banal.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Geras uma doce e ardente sedução graças a graciosidade dos teus olhos, tuas formas, cores e contrastes que estão constantemente em evidência numa grandeza de detalhes, uma arte cativante da renascença, uma personalidade consistente, dessarte, és bela, uma preciosidade vívida que traz uma fogosidade na essência como uma fênix renascida.

Inserida por jefferson_freitas_1

Seguramente, é muito admirável
esta tua natureza chamativa,
cuja beleza é abundante,
existe transparência nos teus sentimentos que fluem
com veemência e sem hesitação
como as águas cristalinas de um rio,
ou seja, uma fonte rica de emoção
que prontamente viviva,
trazendo uma sensação de vivacidade,
dessarte, tua existência inspira
sendo uma linda exposição
de uma divina arte.

Inserida por jefferson_freitas_1