O Dom de cada Pessoa
Pedaço de Mim...
Em cada verso sangrado, deixo um pedaço de mim
Largado nas trilhas do desconhecido confim
Da alma, que almejou sempre a emoção
Florescendo nas margens do coração
E nesta arte de rimador
Se com alegrias, fantasias, realidades ou dor
Fui sempre fiel cavalheiro
Em cada estrofe, um aparente verdadeiro
Se por acaso omisso, pura necessidade
Pra não me machucar nos espinhos da rosa
Oferecidos em verso e prosa
A cada uma das lágrimas vertidas
Das chegadas e das partidas
Traduzidas na ofertada flor
Das necessidades de um amor...
A cada uma das lágrimas vertidas
Das chegadas e das partidas
Traduzidas na ofertada flor
Das necessidades de um amor...
Deixo um pedaço de mim...
...Tal como o suspiro carece da atmosfera
A lágrima necessitar da emoção
Em cada poema há quimera
Em cada quimera oblação...
Como tratamos os momentos presentes de cada tempo nos disse e ainda dirão quão sábio fomos e o quanto temos a aprender, tendo em vista que a vida é cíclica e que os nossos caminhos se cruzaram por novas estradas ou ruelas repetidas, mas o certo da dadiva que é viver, é que necessitamos ter atenção sempre, por que ah mão negada hoje, pode ser o abraço que nos falte amanha.......
Minha poesia
Cada verso da minha poesia
Rima choro rima alegria
E neste côncavo e convexo
A voz e o olhar estão anexo
Na ilusão que delira cada trova
Atadas ao afeto e posto em cova
O que prova toda a alquimia
Da paixão que tenho na poesia
A lágrima escrita com sorriso
Também escreve o improviso
Da vida, com sua diversidade
“Poemando” toda a fertilidade
Da inspiração, do amor, da emoção
Todas rimas vindas do coração
A minha poesia é caipira é do mar
Do cerrado, montanha, qualquer lugar
(São falas da alma que se põe a poetar)
Carta de amor
Amor, nestes rabiscos desenho só sentimento
Em cada linha a saudade nodoando o coração
Com seu cheiro, seu gosto, seu pensamento
Que me fazem nesta carta confessar paixão
Letra por letra, ponto por ponto, argumento
Que já não sei amar mais ninguém
Do que você! E neste meu firmamento
Está o meu rimar que me leva além
Dos sonhos sonhados, do chamamento
Nas noites solitárias, frias, porém,
O que mais importa neste momento
É saber que você também me ama
E que juntos estamos neste planejamento
De vida, de cumplicidade, afinidade, chama
Assim, assino com o meu poetar
Esta carta de afeição
Grifada com o seu doce olhar
E versada com a nossa paixão...
Amor nestes rabiscos desenho só sentimento
Em cada linha a saudade nodoando o coração
Com seu cheiro, seu gosto, seu afogueamento
Nestes versos de reconciliação
Serenata pra lua
Ó lua que me vê aí do céu
A cada face nova fase surge
Nos braços me faz de réu
Dos amores que no peito ruge
Segredados a ti no apogeu
Das lágrimas que o tempo urge
Em poemas de chegadas e adeus
Com travas rimas que a vida tuge
No ritmo dos versos de saudade
Desenhadas nas ondas de bafuge
Que refresca a doce felicidade
Ó lua que no céu desponta!
Crava na parceria fidelidade
E nos sigilos a fiel desmonta
Guardando contigo na eternidade
E com toda a desaventurança
É tão bom um dia de cada vez
O renovo é a brida da esperança
Nada é perene, tem sempre um talvez
Sol que brilha,
ilumina nossos
passos
cada letra da tua vida
inspiras uma alma,
teu pulso firme o mundo clama
teu rosto meigo, dócil desperta
fúria e calúnia
seus traços apaixonante
a Deus encanta
Diga me...
Qualquer um de vocês dessa galáxia.
É normal querer abrir mão de cada dia vivido com um ser amado, apenas para não sentir o vazio que fica, quando ele nos deixa?
Eu abriria mão de cada sorriso, de qualquer alegria ou descoberta. Só pra não sentir esse buraco que se abriu em meu peito, que me deixa tonta... sem chão... que me tira a fome, o ar.
Outro amor desses não quero. Quero é nascer de novo, outro ser... incapaz de amar verdadeiramente como a maioria. Ser racional, calculista. Arrotar amores eternos da boca pra fora e no coração ter toda a malícia que só tem quem usa o amor pra qualquer outra coisa menos para amar.
Retratos
Os retratos respiram
A cada suspiro dado
Do abstrato saíram
Em lembranças neles ornados
Tem cheiro, textura, inspiram
Nostalgia do saudoso passado
Tão breve e que ontem esvaíram
Hoje somente no peito calado
Em tanto silêncio, que construíram
Uma saudade no amor contemplado
Dos que partiram
E tão lembrados
Flores
Flores são delgados versos
Cada flor trova o universo
Balsamo do afeto, submerso
No melhor dos diversos
Colorindo a vida de amor
Perfumando o mal perverso
Ornando o côncavo e convexo
De essência de sabor, cor e olor
Porque um sorriso, um olhar teu, me tira do chão...me faz levantar poeira. Formiga cada pedacinho de mim, arrepia cada parte !
Se não tivéssemos a oportunidade e a possibilidade de re inventarmos nos a cada dia e não tivéssemos o pleno direito de re afinarmos e re ajustarmos em sintonia fina velhos conceitos ultrapassados e preconceituosos até por hora guardados. Qual seria à vantagem de ser, viver, crescer e envelhecer.
