O Copo Nao esta meio Cheio
MEIO ANJO, MEIO DEMÔNIO.
Nasceu anjo
Mas foi jogada ao inferno.
Teve suas asas arrancadas,
Sofreu torturas sem fim
Entre choros e gritos cresceu.
Por anos seu sangue foi derramado
Misturando-se ao fogo
E do solo infértil e fétido suas asas renasceram.
Mais fortes e maiores a levantaram do chão impuro,
Caminhou pelo inferno senhora de si
Diante de Lúcifer foi reverenciada
Não era mais anjo somente
Seu corpo fora tocado pelas trevas
Luz e Trevas em um único ser
Transformaram o Anjo em mulher.
Deus: só um meio para o meu fim de sucesso ou tenho entendido que eu sou um meio para o sucesso do plano dele na terra?Deus, alguém que sirvo ou algo que uso?
As formigas labutam incansavelmente para suprir suas necessidades, vivendo em harmonia com o meio em que vivem, e com seus semelhantes. E são extremamente organizadas, mesmo não tendo a capacidade de raciocínio. O ser humano dotado de inteligência, a quem o Criador deu um extraordinário raciocínio lógico, prefere roubar, ao invés usar suas habilidades para conseguir as coisas; prefere semear a discórdia, a exercitar a mansidão; prefere alimentar-se de ódio, ao invés de usar o coração.
Me deram espinhos em meio às flores, e eu nem percebi. É que a beleza em meus olhos, e a leveza em minh'alma é tanta, que só o belo se faz relevante.
Minúsculo (a) diante do mundo, tão significativo (a) em meio ao que realmente importa. Assim somos, para os que
nos amam.
Mesmo em meio a todas as adversidades, e tormentas que a vida me apresenta, ainda assim prefiro ser grata. Prefiroacreditar que tudo tem um propósito, e que todos os tombos e angústias servirão para que eu me fortaleça. A certeza é, Deus tem um propósito maior para minha vida. E só está me moldando para grande o grande momento, uma grande missão, que de certa forma, já iniciei...
É preciso entender que somos sim, alguém...
ao mesmo tempo que somos só mais um, em meio a multidão.
Sou meu início, meio e fim. Porém, minhas limitações me direcionam na conformidade do que ainda sou capaz de realizar. Minha fé é a força que Deus plantou em meu coração, e nela encontro meu equilíbrio, minha paz.
Nem o coração o poeta resiste ao luto do mundo. Ele faz arte da dor que sente, mas rasga-se ao meio a cada verso sôfrego que escreve.
Pense numa pessoa meio louca
que gosta de fazer trapalhadas,
no verão só usa quente touca
e no inverno pouca roupa, a danada!
Cadeira de balanço
Num canto da varanda
em meio a vasos e pilastras
a cadeira de balanço mágica
onde vovó tirava a sesta
Momento único do dia
onde tarefas diminuíam
um luxo ali ficar um pouco
cochilando em venturas mil
Velha cadeira de balanço
em seu molejo natural,
impressão de que a vida era só aquilo,
um espreitar o céu e sonhar
viajando entre nuvens
ouvindo passarinhos na tarde
que dengosa seguia
ah...vovó que saudade imensa
desse tempo onde tudo era apenas
despreocupação e magia !
Do telhado,
eu vi o rosto da eternidade
as pombas circulando
em meio ao vento,
o tempo, invisível
fluindo os sentidos,
no ar das inspirações.
o amor, as vezes é verde
semelhante a árvore
nela mora, muitos seres
deveres, históriase estações.
Havia um inseto no meio da calçada, passou um homem e gritou: Ei garoto, mata-o! Mata-o! Pensei: porque eu faria isso? É apenas um inseto na calçada; onde mais ele poderia está?
"A meio da luz do sol e a terra
há oito minutos de tempo
onde a fala do vento
traz esperança à pele do ar".
No primeiro caso, a «arte pela arte» marca uma discordância com o meio e uma resistência às forças conservadoras. No segundo caso traduz uma cooperação mais ou menos activa com elas. No primeiro caso a negação de uma arte «utilitária» é a recusa a servir as forças do passado; no segundo caso, a recusa a servir as forças do futuro.
MEU PARCO SER:
(Nicola Vital)
Ontem à tardinha...
Em meio àquelas crianças
Que gracejavam com bolas de espuma
Sem roupas, medos, e sem tino.
Sob a chuva oblíqua e fria.
Meu indolente ser...
Que outrora, assim fora feliz,
Fenece a cada instante na busca vã
Da criança que possui meus sonhos
E devaneios...
Qual meu bardo coração
No afã de concluir
Meu parco ser.
19.08.2015.
MINHA GUERRA
Em meio a quaisquer tipo de guerra, quem sai perdendo é a verdade... E sem a menor sombra de dúvidas, o ferimento maior ver-se na sociedade que fica entre o fogo cruzado, entrincheirada na incerteza dos fatos. Quase sempre maquiados por ambíguos interesses de diversas tendências...
MÁSCARA:
Sob sol a pino, em meio à multidão,
O astro de face dupla, feições interrogativas e sorriso pálido,
Em um ritual...
Em instantes nos transporta ao mundo surreal.
Mergulhados nos movimentos rítmicos do artista.
De tal forma a levitarmos, migrar à outra dimensão.
Regressei ao espelho onde meu pai extraia sua pele
No silêncio de repetitivos movimentos verticais da gillete.
Que me gritava indagações ao futuro!
Assim se ouvia à expressão corporal do mambembe
Que cantava, encantava e decantava sua alma.
Não ouvia-se o som de sua voz,
No entanto bastava para compreender suas palavras simplórias e silenciosas,
Que me transportara à àquele mundo de imaginações.
Ante a mimica que nos expressava explicita tristeza,
Nas exclamativas lagrimas que borrava sua pele,
Nas piruetas a expressar pérfida alegria.
Nos movimentos lentos e circulares das mãos
Encenando a mulher que carrega outra pessoa.
Naquele instante, todos nós, éramos um só,
Não se ouvia as agruras do realismo...
Em meio à multidão, me senti único, envolvendo-me visceralmente.
Ao fantástico mundo dos mitos.
Pois que o artista deixara seu corpo cair inerte nos sugerindo a viagem.
Ato continuo, com a sutileza de uma pluma, recobra a vida pondo fim ao rito.
Decido ficar um pouco mais e assistir ao encantado ato do mambembe...
Despindo-se, traveste-se de sua pele natural e segue seu mundo real na busca de novo ritual.
Suspendi meu olhar vislumbrando o iluminado ser em seu mais fútil personagem.
Um rosto a mais na multidão. Sem fala, sem cara e sem canto...
E definitivamente me perguntei: O que seriamos sem esses mitos e seus rituais?
Série: Minicontos
OBSESSÃO
Teria sido seu grande e inesquecível dia. Se em meio a festa de debutante seu ex não tivesse lhe roubado do seio familiar para nunca mais serem vistos...
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