O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora
ESPERA
Ah! quem dera que as lembranças de outrora
Inda aromatizasse! Ah! e que assim pudera
O tempo de ontem fosse o tempo de agora
E não só este imaginar: - a outra primavera
Já não se tem mais uma extasiada aurora
No vetusto ser, tudo é igual, sem quimera
Onde a imaginação era de hora em hora
Agora, silêncio. Ah! como díspar quisera:
Debruçado nos sonhos, e o sonho recendia
O desconhecido, cheio de poesia intensa
No brotar do alvorecer duma nova hera
Ah! quem me dera que isto, fosse um dia
Uma razão, e não devaneios d’alma densa
De saudades, que poeta suspira e espera...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/08/2020, 15’18” – Triângulo Mineiro
É te vendo que te desvendo.
No teu silêncio escuto ecoar teu grito...
É amargurado, solitário, dolorido.
Não percebes a mão ali, pronta, ao teu lado, à espera.
Queres que alguém te puxe daí desse teu abismo.
Anseia por uma mão que possas chamar de amiga e reclamas:
_ Não há uma só!
Deveras, não há só uma mão a tua espera. São muitas!
E elas aí estão, frente ao véu de tua cegueira.
Por que não me puxam, então? _ perguntarás.
Porque teu abismo é um raso degrau;
Porque ao te puxarem não sairás do lugar;
Porque é de ti que deve partir o encontro das mãos.
Tantas vezes já tentaram e não te alcançaram!
Quando acreditavam te agarrar,
Atravessaram um espectro que não se deixa palpar.
Vejo-te clamar em silêncio sem aceitar resposta.
Sinto teu olhar suplicante fincado no chão.
Queres abrigo, mas enjeitas o amigo.
Alma em noite escura,
Espreito teu amanhecer.
Ao menor sinal de abertura,
Estarei aqui para te acolher.
Estranha pretensão
Quem me dera saber cultivar um verso,
Plantar a palavra e vê-la nascer...
Quem me dera ganhar dela seu significado
Entendendo-a num contexto totalmente particular...
Quem me dera ter o dom da espera!
Rabisco o que é próprio do efêmero
Traço o que a alma sente e eterniza em um segundo
É como se pudesse prender, por um instante, o momento que passa.
Assim presa, posso observar, com outros olhos, uma realidade antes já vista;
Eram outros os olhos, ainda que meus.
Não é estranha essa pretensão de prender o tempo, o espaço, o contexto?
Enquanto cá estou a mudar os meus pontos para ter melhor vista,
Já está ele lá ao longe, sem se preocupar com a minha crença em tê-lo aqui grafado.
Nem de mim se apercebeu!
Aqui já esteve, cumpriu o seu fim e se foi.
Cá fiquei, eu sim, preso em minhas reflexões!
Quem sabe se um dos seus objetivos não era mesmo em pensamentos me aprisionar!
Intrigante esse estar preso em meio a meditações
São elas que me libertam
É mesmo embalado em ensaios e devaneios
Que vou me tornando livre
Que vou me desvencilhando de prisões até então desconhecidas.
Ah... Quem me dera saber cultivar um verso!
Quem me dera ter o dom da espera!
Imaginas que os pedregulhos sob teus pés
maltrapilhos e maltratados
perdurarão por toda a estrada
porém, mais adiante estão camponeses
cobrindo de verde grama
este mesmo caminho
por onde irás passar.
Cumpri-te, pois, esperar
o tempo próprio para teres
tua estação.
É assim que o mundo funciona. Você pode tomar a ofensiva, pode enfrentar os cruzados nas terras deles, ou pode ficar em casa esperando que eles venham. E eles viriam. Viriam trazendo o fogo, a doença, o sangue e a morte com suas espadas. A fraqueza é uma isca irresistível.
É errado dizer que: " as coisas veem quando menos esperamos". Na realidade, as coisas veem quando já sabemos e aprendemos a esperar o suficiente.
Sou uma plantinha!
Somos plantinhas!
Seja uma plantinha teimosa resista e brote onde ninguém espera!
As vezes equilíbrio emocional é ficar quieto enquanto o que o outro espera é te ver gritar.
Insta: @elidajeronimo
Está sofrendo, mas também tá aprendendo, né?
Tá machucando, mas também tá te ensinando, então
Toda promessa tem o tempo de espera
Mas Deus já decretou vitória nessa guerra
Se você está esperando algum evento espetacular ocorrer para te qualificar para o ministério, tenho boas-novas para você: este evento ocorreu há mais há dois mil anos em uma cruz, nos arredores de Jerusalém.
Fazer esperar é uma forma comum e vil de encenar superioridade: deixar o outro à sua disposição, tomar-lhe ou desprezar-lhe o tempo. O atraso cria uma vassalagem artificial: o demoroso – a quem também se pode chamar de retardado, é bom não esquecer – se outorga a suserania do tempo alheio. Mantém-nos – a pessoa e seu tempo – à sua disposição.
(As Pessoas lá de Fora. Editora Longarina, 2019)
Mudou muita coisa no ano passado
A hora que eu sempre esperei
Agora os meu show tão sempre lotado
Minha mãe me viu na TV
Investi no tempo
Como recompensa, agora me chamam de rei
Viver é mais
Mais que uma espera
É promessa
Deixar o vento bater
Naquela antiga porta
Que se mantém aberta
Por uma intensa convicção
No amor que nos protege
E desperta
Quando nos encontramos
Adormecidos para a vida
Viver é realidade
Vai além de uma quimera.
Esperava pelo momento em que alguém fosse me resgatar, para me levar ao céu ou ao verdadeiro inferno.
O ontem e o amanhã se cruzam e se misturam no horizonte. Os dois estão perdidos em uma névoa roxa. Um esquece, o outro espera.
