O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora
"A vida não pede pressa, pede presença. Cada instante é um convite para sentir, não para vencer — e quem aprende a escutar o silêncio entre os dias, descobre que o tempo é apenas o cenário onde o espírito dança."
Roberto Ikeda
Na Trindade não há vaidade. Há unidade. Vemos que aquilo que o Pai pede o Filho não retruca e o Espírito não murmura
Só cumprir o que a lei manda não faz de mim um ser social. Falta considerar o que a ética pede. Sem ela sou meio cidadão, meio bandido.
A obsolescência laboral nasce exatamente nesse paradoxo — onde a organização pede o que não autoriza.
Sobre Respeito X Bajulação
Respeito não se pede,
se constrói.
Bajulação é ruído,
respeito é presença.
Prefiro vínculos inteiros
a elogios vazios.
Sempre.
Escrevo-me
quando o silêncio pesa
e a alma pede morada.
Escrevo-me
não para ser lida depressa,
mas para ser sentida
no tempo certo do coração.
Há dias em que sou rascunho,
outros em que sou verso inteiro.
Mas sigo,
mesmo borrada,
mesmo em construção.
Escrever-me
é não desistir de quem sou,
é juntar pedaços de fé,
cicatrizes e esperança
numa mesma linha.
Porque enquanto me escrevo,
eu existo.
Inteira.
Viva.
Aprendendo a ficar.
_escrevendo.me
Esta noite vai passar,
mas teu cheiro não.
Ele fica em mim
feito lembrança que não pede permissão.
Eduarda,
há perfumes que se usam
e há cheiros que assombram.
O teu não quer ser sentido…
quer ser lembrado
no escuro,
quando o silêncio chama teu nome.
Se em algum momento da noite
sentires um arrepio sem motivo,
não é o frio.
É a memória do meu respirar
perto demais do teu cangote.
Boa noite…
se é que o sono vem.
"A soberba pode sustentar alguém no alto por um tempo, mas a queda, quando chega, não pede licença."
Mesmo cansado, às vezes, o coração pede Luz.
E esta chama sempre se mantêm acesa, não importa a intensidade da dor, da desesperança, Deus nos olha e nos faz iluminadores frente á nossa própria escuridão.
✻FranXimenes ✻
A verdade não pede altar,
segue exposta, sem proteção;
fere mais quando é direta
do que quando vira ficção.
William Contraponto
Ela tem um gênio forte, tempestade que não pede abrigo. Birrenta, encrenqueira, discute até com o próprio silêncio, briga com o mundo só em pensamento e vence quase sempre.
Não pede, manda. Não espera, insiste. Tem a língua afiada, verdade crua, sem frio, sem freio. Não nasceu para agradar plateias, anda como fera selvagem que não aceita coleira nem medo.
O que muitos veem é só o espinho, o rugido, o fogo solto no olhar. Poucos enxergam o que mora por dentro.
Porque quando encontra carinho, atenção sincera, um toque que não tenta domar, ela vira mar. Mar de doçura, amor que transborda manso, calmo o suficiente para curar naufrágios.
Ela não é fácil. Ela é profunda. E quem aprende a falar com o coração descobre que por trás da fera vive um amor imenso esperando apenas ser respeitada. Ela só deseja ser compreendida. Ela sonha ser amada. Ela é mulher encantadora. Que deseja ser amada.
Sem CLT?
Sem holerite?
Sem caução?
Relaxa.
A marquise aceita todo mundo.
Não pede renda mínima.
Não discrimina.
E, ironicamente, é o único lugar realmente acessível da cidade.
São Paulo não expulsa pessoas.
Ela cobra até elas desistirem
A vida não pede pressa,
pede presença.
Ela acontece
entre um cansaço e outro,
num suspiro,
num recomeço discreto.
Viver
é continuar mesmo sem certeza,
é existir
do jeito que dá
e isso já basta.
A dor não avisa quando chega.
Ela não pede passagem, não explica o que veio ensinar. Apenas atravessa e, no caminho, desmonta certezas, derruba expectativas, desfaz versões nossas que já não se sustentavam. No início, a gente luta contra ela. Questiona. Implora respostas. Revira o passado como quem procura um detalhe capaz de mudar o fim. Mas a dor não negocia. E o tempo não responde. Ele apenas segue.
É nesse silêncio que algo começa a se mover por dentro.
Nada muda de repente. Não existe virada bonita, nem cura cinematográfica. A mudança acontece nos intervalos, entre um choro contido e outro, entre noites em claro e manhãs que chegam sem prometer nada. A dor vai afinando o olhar, desacelerando o coração, quebrando a pressa de ser forte o tempo todo.
Sentir dói, mas não sentir custa mais caro.
Porque é no excesso de sentimento que moram a coragem, a entrega e a verdade. Não há fraqueza em sentir fundo. Há humanidade. Há risco. Há vida.
Com o passar do tempo, aquilo que era ferida aberta começa a fechar. Não some, transforma. Vira marca, vira memória, vira aprendizado silencioso. A cicatriz não grita mais, mas conta histórias. Lembra que fomos frágeis e ainda assim seguimos. Que acreditamos em promessas que não ficaram, mas não deixamos de acreditar no amor. Que nos perdemos e mesmo assim encontramos outros caminhos de volta, ainda que levassem a versões diferentes de nós.
Depois da dor, o mundo muda de tom.
A gente passa a enxergar valor no que antes parecia pequeno. Um abraço que não exige explicação, um olhar que permanece, um silêncio que acolhe. Aprende a não mendigar presença. Aprende a não ficar quando não há verdade. Aprende a ir quando o coração já disse tudo. Isso não é frieza, é maturidade. É entender que nem tudo que machuca precisa ser resolvido. Algumas dores só pedem espaço para existir.
Sentir continua sendo o centro de tudo.
É o que dá densidade ao amor, profundidade à saudade e sentido ao tempo. E o tempo não apaga, ele ensina. Ele suaviza o desespero, transforma ausência em lembrança e dor em sabedoria. Quando percebemos, já não somos os mesmos. O que antes feria, agora orienta. O que quebrava, agora molda. O que partiu permanece apenas como parte da história, nunca como o final.
A dor não vem para nos destruir, apesar da aparência.
Ela vem revelar forças escondidas, camadas que só emergem quando tudo parece ruir. E quando o barulho interno finalmente silencia, a gente entende, com calma e verdade.
Sobreviver ao que um dia achamos que não suportaríamos é uma das formas mais bonitas de continuar vivendo.
O tempo...🌿
O tempo é o mais silencioso dos escultores. Ele não pede licença, não avisa, não se detém. Apenas passa, e em sua passagem molda rostos, destinos e memórias.
Ele não nos rouba — ele nos oferece. Oferece maturidade, cicatrizes que se transformam em sabedoria, e a chance de olhar para trás com gratidão. Cada linha no rosto é um poema escrito pela vida; cada olhar mais profundo é a assinatura da experiência.
O ontem nos mostra a semente. O hoje revela a árvore. E o amanhã será a sombra que acolhe aqueles que virão depois de nós.
O tempo não diminui, ele amplia. Não apaga, ele ilumina. Não prende, ele liberta.
Que cada fase da vida seja digna de celebração, pois o tempo é o mestre que nos ensina que não importa quantos anos se passem, o essencial é continuar crescendo, aprendendo e se reinventando.
“O tempo não é um inimigo que nos rouba a juventude, mas um mestre que nos oferece profundidade. Ele não leva embora quem fomos, apenas revela quem podemos ser.”
Roberto Ikeda autor
O café não avisa quando começa a esfriar.
Não reclama, não insiste, não pede atenção — apenas muda, em silêncio. A fumaça some, o aroma enfraquece, e quando percebemos, já não é o mesmo.
Assim também acontece na vida.
Relacionamentos não acabam de repente — esfriam.
Sonhos não morrem de uma vez — perdem o calor aos poucos.
Presenças constantes tornam-se ausências discretas.
Nada faz escândalo. Apenas se transforma.
O problema não é o tempo, é o descuido.
O café só esfria quando deixamos de segurá-lo.
Afetos precisam de presença.
Amizades, de cuidado.
Amores, de intenção.
Porque tudo o que não é cultivado perde o calor.
E, mesmo que seja reaquecido, nunca volta a ser exatamente como antes.
Por isso, antes que esfrie:
segure a xícara.
Cuide do que ainda está quente.
