O Amor Esquece de Comecar Fabricio Carpinejar
SONETO DE UM AMOR PROIBIDO
Eis que não posso estar longe de ti
Tu que tocaste tão fundo minh’alma
Quando te vi tanta dor pressenti...
Fui qual cigana lendo minha palma.
Eis que todos os erros repeti
E nas noites já não encontro a calma
Pois teu toque (proibido) consenti
E só ele, agora, é que me acalma
Oh, meu doce amor, como me invades
Só teu é agora o meu pensamento
E só por ti choro todas as tardes
Pararia o mundo por um momento
Mas basta, amor, apenas que me guardes
E serei eu (prometo) o teu alento.
Amor que a gente não resolve direito vira fantasma, nem vivo, nem morto, não fica nem vai, assombra a gente pelo resto da vida!
Me alimento dos amores passageiros;
Me alimento de todo o amor que eles tem pra me dar;
Me alimento dos seus desejos, e não de seus beijos;
Mas me alimento de suas companhias e depois os deixo sabendo o quão vazia sou,
Pois não tenho você a quem preenchendo-me, mata-me a fome.
Sempre Existirar No Amor Um Pouco De Loucura E Quase Sempre Você Não Reconheci A Razão Nessa Loucura.
"Essa história de que o amor é uma sementinha que precisa ser regada todos os dias é certa...Mas regar sozinho não dá....Os dois tem que estar dispostos,porque se for um só,o amor enfraquece e de nada vai adiantar,temos que ter carinho e paciência diária,mas sem esquecer que temos que cuidar do NOSSO terreno para que floresça..."
Nem os tropeços, nem provações.
Fazem-me desacreditar no amor
Há a inocência de uma menina
Apreendendo esse emaranhado
Nem mentiras, nem confusões.
Fazem-me desacreditar no amor
Tenho a audácia de um animal
Que se arrisca mesmo com dor.
Estou na espreita do episódio
Nem ansiosa, nem galanteadora.
Na reserva para viver o melhor.
Com o ser destinado e leal.
Já não sinto mais tanta dor;
Já não sinto mais tanta agonia;
Já não sinto mais amor;
Meu Deus!
Será que deveria?
O valor que me levas;
-Oh meu bem!
Eu tenho mais.
Mas o que não serei capaz;
De te trocar por qualquer rapaz.
Quando quer é só amor, deflagra harmonia. Herméticas rimas da noite - parto do dia. Bardo na clara bigamia, soa, voa, corre, socorre; a poesia em devotada sincronia, brota numa cópula! E a tinta escorre...
