O Amor Esquece de Comecar Fabricio Carpinejar
Puxo, repuxo, cubro, recubro, armo, amarro, finco, repito, puxo de novo outra cor e com amor vai nascendo o fuxico.
Amor,
Eu também estou assim (sentindo a dor da ausencia), te amo muito e não vou te perder por nada nesse mundo. Foi uma vida te esperando, e agora vamos resolver isso juntos.
Esse tempo que passamos separados vai nos ajudar a superar isso tudo.
Somente saudade e muito amor... Vc é aquilo que esperei a vida toda, e tenha certeza de uma coisa, EU TE AMO.
Não permita que a saudade te impeça de viver novos momentos. Porque o amor é árvore, cuja as flores renovam-se a cada estação.
"O amor é a lei mais linda do universo, mesmo com suas obrigações, nos revela uma conduta imensurável em razão da felicidade."
Estou perdida em meio da neblina, sou a última fumaça que resfria. Me perdoe por te cegar mas o amor é mais pesado do que se pode carregar.
Aprendi que ninguém pode se prender ao pouco...Caso se prenda..Terás pouco amor...Pouca atenção...Aprendi que migalhas não completa o que falta...Caso a aceite...Tudo que sentires se tornará do tamanhos delas...Aprendi que não adianta se doar se o outro não tem lugar dentro de si pra te guardar...Aprendi que o conteúdo do amor é para todos, e só é encontrado na cartilha de quem não machuca o outro...Aprendi que desapego não é desdém, é uma forma de ser indispensável para pessoas que não gostam do que tem... Aprendi que o não quando é dado ele jamais é perdoado...Aprendi que a vingança mata a luz de toda esperança...Aprendi que o amor e o ódio correm lado a lado em estradas diferente como dois desesperados...Aprendi que amar a si primeiro é uma forma de ter um companheiro e o ver sempre do seu lado...Aprendi que lapidar o viver é melhor do que se perder...Porque na vida todos nós somos réus...Cada ato é julgado...E ninguém quer levar o nome de culpado.
Não mendigue amor, ele não é farelo de pão, que mata a fome daqueles que correm e voam atrás de seu resquício...Como, formigas, ratos, e pássaros. Ele não é pequeno para valer-se de esmola. Ele é grande para ser suplicado!
Não me acostumo com a ideia que o amor é grande...Se ele transborda...Não entendo porque ele nunca me preencheu...Talvez me permiti viver de rotina, e esqueci de abandonar as migalhas que ele me ofereceu.
Ei amor, se um dia a cama ficar pequena pra nós dois, se nossa musica não mais nos descrever, se as flores não tiverem mais o mesmo cheiro, promete tentar lembrar do meu calor no frio da serra que moramos, da minha voz rouca ao acordar e do meu Mont Blanc com frescor de jasmins e notas de sândalo?
Se achar que lhe falta algo, algo intenso ou harmônico. Feche os olhos e tenta lembrar das minhas unhas marcando suas costas, da nossa combustão, dos nossos gemidos alternados no ritmo em que você penetrava meu corpo e minhas chagas.
Mas se o café não for mais tão doce, nem mais tão quente, o sol não entrar pela nossa janela, se nossa aliança apertar seu dedo e seu peito, promete que pede pra eu ir embora? Só pra não estragar nossa história.
Promete tentar, mas só tentar guardar o melhor de ti, o melhor de mim, o melhor de nós e o nosso não acaso, o nosso eterno romance, mesmo que não termine tão terno?
Promete antes de desistir, tentar lembrar dos motivos que o fizeram me amar? E se eu não for mais a mesma pessoa, enterre o que fui, sem esquecer o que te trouxe; Mas se e somente só, sentir que não é um ponto final, tente acrescentar mais dois e no próximo parágrafo, me reencontre, me reconheça em um bar, a gente pode ate rir por eu ser xará da sua ex e você do meu, mas de como somos diferentes deles.
A gente pode ate dizer que foi o destino que nos colocou ali, mesmo que frequentássemos os mesmos lugares a 5 anos e que nossa cidade seja tão pequena que seria impossível não nos encontrarmos, você chamaria o garçom de amigo e me pediria uma pina colada, porque já conhece meu gosto agridoce e eu seus bons modos
Mas poderíamos fingir que é novo, que é inédito, poderíamos nos reinventar e nos reamar por indeterminas primaveras, fazer coisas que nunca fizemos, já que nos tornamos pessoas tão diferentes do que eramos, poderíamos então nos perder no lapso do tempo e do indefinido, assassinando os padrões que nos afogaram, das expectativas que colocamos sobre o outro, porque não entendiamos a beleza de ser contraditoriamente mutável e único, sem pertencer a lugar nenhum e ainda sim morar no abraço do outro.
