O Amor é como o Vento
Como uma flor esquecida pelo vento...assim tu minha alma, colhendo os perfumes dessa vida e levar um dia somente a essência da vida que é a amizade e o amor fraterno...
"Ela era o ar da primavera,
por onde passava, refrescava a alma.
Mas, como o vento, ela foi brisa leve,
e, no céu do outono, a brisa argélida,
que traz o frio, o inverno e a impermanência,
passou e foi embora.
Deixou saudades:
saudade do que foi
e do que poderia ter sido.
Mas ela era o vento,
que assoprou em minha direção.
Apesar do pouco tempo,
passa-se igual a um furacão,
deixando marcas, sonhos e imaginação.
Foste tão rápido,
tão rápido como a eternidade.
E assim foi:
foi a amizade que não cabia no amor.
Todavia, deixaste um ponto final
em nossa história.
Queria que fosse eterno,
como a amizade,
mas o destino quis que fosse assim,
tão breve, tão passageiro...
Nossa história:
um poema sem final,
que levo comigo,
em cada verso,
em cada memória,
em cada batida do meu coração."
Tarde ensolarada à beira mar
E ritmada ao modo do vento,
No ir e vir do balanço do mar
Como o teu jeito manso,
A tua voz de suave encanto,
O teu riso aberto, sincero;
Trazendo a tua voz presente
Anunciando contente:
- a nossa reaproximação!
Os pássaros são anjos inteiros
De plumas adornados,
Cantores da anunciação,
Saudando o tempo e a distância;
Pela incapacidade de desfazerem
Uma verdadeira paixão.
Os divinos cantores
De asas abertas,
São ainda mais lindos
Anunciando a liberdade,
Que só o amor pode trazer
A verdadeira salvação.
Os sentimentos não se dissociam,
Amor e paixão tem uma fórmula
- secreta -
A nós foi nos dada à missão:
De sermos boticários da anunciação
De uma mística que Deus secreta.
Marruá virá como o vento, Virá sincero como o beija-flor, Virá ao encontro do destino laço do passarinheiro, E se entregará ao nosso amor.
Eu me encontro com você
Em todos os lugares,
Como o vento e as areias
Carregando as conchas,
- e as saudades;
Eu me encontro com você
Por todos os lugares,
De preces em preces
Em todos os altares.
Sou o total atrevimento,
E cortesã da sedução;
Nasci para ser a tua paixão.
Por isso eu me encontro com você,
Do jeito que nós dois sabemos,
- sempre confiantes
Em versos íntimos, e celebrantes;
E nos reversos radiosos do bailado,
Somos bons amantes – indecorosos,
É assim que nós somos amorosos:
cuidando um do outro
Como uma mina de diamantes.
Palavras não são como folhas ao vento,
Dizem até que o vento as leva,
Mui diferentemente das folhas,
Elas - as palavras - sempre chegam ao
destino, - não duvide disso.
Lá do alto do Monastério,
Com os braços em direção ao céu
De tom opala e repleto de mistério,
Em busca de retirar todo o véu,
Ele que abriga o mel que te aflige,
Assim bem doce tu redige.
Palavras não voam com o vento,
Elas só trafegam,
Mui diferentemente do que pensam,
Elas ocupam o teu coração,
E tomam conta do teu pensamento.
Vejo no firmamento
do teu corpo,
Tatuadas as setes artes
liberais,
Inscritas deliciosamente,
Capazes de me endoidecer,
E de me invadirem ardentemente,
Rendendo-me severamente.
A tua retórica hipnotiza
a minha dialética,
A tua música a minha gramática
não traduz,
O teu beijo é expressão
- e o teu corpo seduz.
A tua aritmética domina
a minha geometria,
Somos uma constelação
- e uma só astrologia...
O tempo é como o vento,
Um carrega o outro,
Na verdade, não se sabe,
Quem carrega quem;
Aconselho ires em busca
Do teu infinito bem...
A mente sempre ufana,
O coração jamais engana,
Vá atrás de quem você ama,
Não permita que o tempo
E o vento apaguem a chama;
Entregue-se para quem ama.
Não tenha medo de ir atrás da
[felicidade],
No fundo cada um busca ser amado
[em profundidade],
A vida é um moinho,
[todo mundo sabe],
Quem não é amado como merece:
pode acabar perdendo a
[identidade],
Ame, ame, ame... nunca é
[tarde]!...
Mesmo que tentem atentar contra
O amor que dentro de ti carregas:
Não abra mão, derrube as quimeras.
Seja mais poesia do que melancolia,
E mergulhe de braços abertos
No amor universal - semente celestial.
Um dia tudo se acerta,
Você encontrará a pessoa certa,
E sentirás o aroma da primavera,
Que sempre esteve a tua espera,
E se orgulhará profundamente
De ter feito valer a espera.
O amor é uma fagulha que vai crescendo e vira labareda à medida que se cultiva a reciprocidade; virando cinzas onde o recíproco não se mostra. O pó das chamas ainda pode existir, mas não passa disso, e com o tempo o vento leva.
Porque amor é algo que não se tem nunca. É o vento de graça. Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro”.
(em "Onde mora o Amor", do livro 'Tempus Fugit'. São Paulo: Edições Paulus, 1990.)
O tempo me puxa pelos cabelos. Avia-te, amor, ou já me encontrarás acostumada à solidão e talvez eu não queira mais viver sem a companhia dela. O vento me arrasta pela mão... Não deixa que ele me leve, amor; posso habituar-me ao abraço do efêmero e ressuscitar minha alma cigana!
Amor...
Tem cheiro de alecrim!
Nasce no jardim da alma e cresce com o vento dos girassóis.
Amor brota e alastra...
E vive no solo do coração!
Cabelos ao vento
E ele me carrega
Para dentro de mim
Me sobrecarrega
De amor-próprio
Ou de amor pela natureza
Me empurra pra certeza
De que esta passando da hora
De ser muito e completamente feliz
Me faz saltar de alegria
Me decompõe a tristeza
Me recompoe a alma
E me lança no amanhã
Me tira do chão de giz
Me joga no tabuleiro de xadrez
Me alucina a mente
Me afoga as mágoas
Me reintegra a vida
Me soluciona os problemas
Me acorda o espírito
Me faz dançar com a brisa
Me faz brilhar no azul do céu
Me acalma a tempestade
Que me tira do lugar
Me leva pra onde haja paz!!!
Tempestade de Amor
O tempo está fechado lá fora
Ouço a chuva caindo no telhado
Sinto tanta saudade agora
Por que você não está do meu lado?
Vejo as rajadas do vento
Está tudo triste e escuro
Me pergunto a todo momento
Como fui tão imaturo?
O pingo da chuva cai no chão
Como a lágrima que sinto cair
Ela representa a escuridão
Dói lembrar de você partir
Com o raio vem aquele clarão
É tempestade que apavora
Deixou ferido meu coração
Por que você foi embora?
É vendaval, trovoada
Quanto estrago, quanta dor
Eu perdi minha amada
Como deixei acabar o amor?
AMOR QUE O VENTO LEVOU
Autora: Profª Lourdes Duarte
O vento do amor bateu forte meu coração
A minha história derrepente mudou
Provar do amor que em mim nasceu
A minha vida com este amor renasceu.
O que eu queria é ser só teu
Provar do amor que em mim venceu
Não poderia viver sem esse amor
O teu amor em mim pra sempre será seu.
Como ondas forçadas pelo vento
Um redemoinho ou turbilhão se fez
Uma sensação nova que em mim bateu
Um vendaval de dor, tomou conta do meu ser.
O amor e amentes incansáveis
Ora como uma brisa mansa a mim acariciar
Inesperadamente o inacreditável aconteceu
Minhas mãos frias ao lhe tocar, inerte sem pulsar.
Minha alma ligada a um coração desfigurado
Não há resposta mais insensata
Ou insana a mim maltratar
Ver- te ir embora para nunca mais voltar.
Hoje te tenho como um pássaro que voa longe
Pelo céu amplo, melancolicamente a mim amar
Fiz de você o meu céu e minha estrela guia
Voando em você, vivo a te amar.
"Já não te faço poesia,
Já não moras aqui dentro.
Da casa do amor, vazia,
Joguei teu retrato ao vento
Do fogo antigo que ardia,
Sobrou cinza, desalento,
E uma história tardia,
De vida e pertencimento.
Já não te faço poesia,
Não te lembro, nem lamento
Rasguei o sonho que havia
E enterrei no esquecimento."
Lori Damm ("Leaozinho", Contos, Crônicas & Poesia)
O amor era um vento, logo passa e começa outro com tanta naturalidade que você nem percebe.
Perdidos estão o vento, o tempo e a vida. Perdidos de amor, de cor, de intensidade. Segure nas asas do tempo, pegue uma carona com a vida e corra na direção do vento para alcançar os sonhos idealizados.
Vento, leva a minha voz
E vê se encontra o meu amor
Nada faz sentido nesse mundo sem o seu amor
Me sinto assim meio sem rumo
Viajo no meu disco voador
Te procurei no oceano
E quase que eu me entrego a solidão
Árvore seca...
De coração vazio...
Anos a fio...
Não tinha cor...
Não tinha amor...
O vácuo cada vez maior...
Raízes mortas...
Não mais florescia...
Sob um sol quente e árido...
Me contou sua história...
Foi semente...
Plantada com esmero...
Por um senhor...
Velada com carinho...
Cresceu...
Nas folhagens verdejantes...
Pássaros faziam seus ninhos...
Cantavam alegremente...
Retribuía com sombra...
Muitas flores ofertava...
Fronte de belas mulheres enfeitava...
Suas folhas eram remédio...
Doença ela curava...
Foi orgulho daquele senhor ...
Que um dia a plantou...
Seresteiros à sombra dela...
A todos encantou...
Conversas fiadas ouviu...
Pessoas que chegavam na cidade...
Um ou outro que já partiu...
O banquinho ao seu lado...
Foi ponto de encontro...
De amigos e de enamorados...
Quando o vento levou o senhor...
De tristeza a árvore chorou...
Me disse que se fechou no silêncio...
Que de saudades suas folhas cobriram o chão...
Não tinha mais forças para então florir...
Sua aurora tinha ido embora...
Sua madrugada chegara...
Sua hora findou...
Hoje...
Triste...
Seca...
Morta...
Ainda conta sua história...
Da saudade que ficou...
Do tempo que passou...
Sandro Paschoal Nogueira
Árvore, pata-de-vaca, branca, que meu pai plantou, em frente de minha casa.
Homenagem póstuma Scylla Dias Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
