Nuvem
Não ha valor financeiro algum no mundo que consiga comprar satisfatoriamente a verdadeira paz interior nem feliz filosofia da tranquilidade.
A humanidade hoje reconhece como pessoa de bem, toda mente, toda alma e todo espirito que trabalham a sua verdade por amor na construção de uma vida plena igualitária com menos dores, fomes, sofrimentos, injustiças e diferenças.
Difícil viver livre e por inteiro se somos carcereiros, prisioneiros e reféns de nossas antigas mentiras e de nossos novos medos. A vida é eternamente possível no agora pois o ontem e o amanhã são imutáveis.
Respeito a vontade e a liberdade inalienável de cada um de se posicionar junto a mim como um estranho mas na verdade em essência todos que participam comigo desta jornada dimensional conhecida como vida, são e os tenho como amigos e alguns um pouco mais como amigos irmãos. Quão bom viver em abundancia a amizade e nunca ter inimigos.
Manifesto analógico
Caminho ao contrário da pressa digital.
Meus pés fazem questão de tropeçar.
Gosto de esbarrar nos nomes,
perder o rosto e achá-lo na lembrança.
Lembrar os números e discar.
Deixar a voz ferver no ouvido sem acelerar o áudio.
Não quero que um robô faça o que minhas
mãos ainda tremem para fazer.
Escrever torto, borrar o caderno, errar sem a
opção de apagar.
Minha mente é ilógica, se perde no meio da
frase porque está ocupada sentindo.
Fora do trabalho, me divorciei do virtual.
Não confio o que amo às nuvens —
nuvens não sabem ficar.
Mudam de forma, trocam de nome,
desaparecem sem se despedir.
Voltei a imprimir memórias,
fazer backup na gaveta,
guardar fotos para que o tempo não as engula.
Escrever cartas com minha letra,
imprimir no texto minha personalidade.
Não tenho pressa de chegar a lugar algum.
Dificilmente chegarei ao dobro dos anos de hoje.
O destino já não me interessa tanto quanto o caminho.
Quero o que importa perto.
Quero ter rabiscos nas margens dos livros,
esperando o reencontro com minha versão mais ingênua.
Às vezes a luta diária pra manter o céu colorido se perde, quando percebemos que sempre haverá uma nuvem negra, mesmo que não esteja ao alcance dos olhos.
Não sei se sou chata, talvez para uns, mas ser árvore não tem sido tão seguro assim, ainda não decidi como voltarei, pode ser que me esconda numa nuvem e vire arco íris…
#bysissym
Nessa estrada te procuro, mas não posso te encontrar. Sei o quão é complicado toda essa situação. Sonhar não é proibido, mas sonhamos com o impossível. Vivemos no limite da vontade, da verdade que não podemos negar.
Sabemos que o impossível é apenas questão do querer, e se quisermos será somente mais uma simples palavra. Porém te busco e não estás lá. É como uma sombra intocável, uma montanha íngreme, uma nuvem no céu que somente resta-me admirá-la.
Ah! Minha mais bela canção, sendo entoada pelo ar e tocando meu mundo abalado.
Quisera roubar um pedaço do crepúsculo e assim tocar o infinito, pois ele sempre existiu e existirá. Sigo então à procura desse âmbar intocável em mais uma tarde que esmorece em direção à noite. Nesses momentos sou uma sombra, perco-me e preciso cantar para saber por onde anda meu coração, pois ao crepúsculo de cada dia - mais um pedaço se vai. Sou finita, jamais saberei as verdades todas. Quem toca-me é a mão de veludo desse entardecer. Junto a ele faço uma prece, agradecendo mais um dia, mesmo que não tenha sido tão bom, mesmo que a esperança tenha vacilado ou que a saudade tenha dado o ar da graça dentro do coração, mas este é forte e tem lugar para muito mais ainda.
Bom dia!
Em águas límpidas canta o mar
entre acordes de sal e sol
em sua imensurável força
que o tempo não poderá levar
O sol da tarde findando-se,
amanhã será um outro dia
da minha janela eu vejo as nuvens
em seu caminho de despedida
De onde vens, oh! nuvens da tarde?
que tristeza é essa em seu olhar?
névoa, seiva e ventos,
para aonde vai as tuas certezas?
é pouco teu sorriso,
é forte o teu cheiro,
a cerviz da vida é dura,
mas o que procuras
tão longes assim?
Aguas de repouso?
alegria do sopro
o que significa essa roupa branca
que se desfez com o vento ?
O viajante iluminado, "conversando com as nuvens".
É fim de tarde,
ouço poucas vozes,
o que será que
esse medo veio fazer aqui?
simplesmente, apagar o meu refrão,
desvirtuar as letras que escrevi
mas vejo um céu maior
além dessa nuvem escura,
há algo mais.
§
Na tv
notícias
do meio dia
meu olhar
não está
na tela
escorre pela
janela
numa cortina
de nuvens
cinza
sobre o azul
num casal
de ararinhas
voando
em direção ao sul...
Não tenho medo de tempestades
nuvens brancas me acalmam
mas acabam em nuvens brancas
nuvens escuras me assustam
mas acabam em arco-íris...
O arco-íris
que estava deitado
quieto em algum canto
não esperou pela chuva.
Afinou sua dança, com os pingos d’água
E enfeitou a tarde de sábado...
