Nuvem
Bom dia!
Em águas límpidas canta o mar
entre acordes de sal e sol
em sua imensurável força
que o tempo não poderá levar
O sol da tarde findando-se,
amanhã será um outro dia
da minha janela eu vejo as nuvens
em seu caminho de despedida
De onde vens, oh! nuvens da tarde?
que tristeza é essa em seu olhar?
névoa, seiva e ventos,
para aonde vai as tuas certezas?
é pouco teu sorriso,
é forte o teu cheiro,
a cerviz da vida é dura,
mas o que procuras
tão longes assim?
Aguas de repouso?
alegria do sopro
o que significa essa roupa branca
que se desfez com o vento ?
O viajante iluminado, "conversando com as nuvens".
É fim de tarde,
ouço poucas vozes,
o que será que
esse medo veio fazer aqui?
simplesmente, apagar o meu refrão,
desvirtuar as letras que escrevi
mas vejo um céu maior
além dessa nuvem escura,
há algo mais.
§
Não sei se sou chata, talvez para uns, mas ser árvore não tem sido tão seguro assim, ainda não decidi como voltarei, pode ser que me esconda numa nuvem e vire arco íris…
#bysissym
Às vezes a luta diária pra manter o céu colorido se perde, quando percebemos que sempre haverá uma nuvem negra, mesmo que não esteja ao alcance dos olhos.
Ei,
Não esquece nunca de lembrar todo dia, toda hora que as nuvens não afetam quem é feito de sol.
Viu!
Os cães uivavam no alto do morro, a luz da lua transpunha a resistividade das nuvens e lá embaixo, a carruagem passava sob o clarão do luar.
(José Nilton de Faria)
Marte, naturalmente aproximando, beijava a face da lua. E as pessoas, com suas naturais inconsequências, vagavam à procura de uma nuvem gêmea.
As nuvens, com suas naturais mobilidades, imitavam as montanhas com suas naturais consistências e as pessoas, com suas naturais inconsequências, vagavam à procura de uma nuvem gêmea.
Saiu do mar sentindo uma satisfação imensa de ter desvencilhado-se das águas cujas ondas retrocediam.
A aurora boreal, o arco-íris, o nascer e o pôr do sol, não se pode alterar, modificar a paisagem, o visual do horizonte, porém não é necessário pois a natureza é sábia.
Sou onda que bate no costão...
sou vento que vem e vai...
sou batida de coração...
sou da tristeza os ais...
Sou nuvem passageira
leve, ligeira...
sou o alhar do aflito...
sou o que nunca foi dito.
Sou nada
se olhar o tamanho da estrada...
mas continuo porque me iludo
pensando que neste mundo sou tudo.
Na tv
notícias
do meio dia
meu olhar
não está
na tela
escorre pela
janela
numa cortina
de nuvens
cinza
sobre o azul
num casal
de ararinhas
voando
em direção ao sul...
Não tenho medo de tempestades
nuvens brancas me acalmam
mas acabam em nuvens brancas
nuvens escuras me assustam
mas acabam em arco-íris...
O arco-íris
que estava deitado
quieto em algum canto
não esperou pela chuva.
Afinou sua dança, com os pingos d’água
E enfeitou a tarde de sábado...
