Nunca se vai para sempre

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Um dia finalmente
A gente vai poder viver
Sem precisar
fechar os olhos pra ver
A gente vai se olhar
E se enxergar
E nunca mais
Somente imaginar
A gente tenta pensar
Em um novo começo pra tudo
Sem ter que se preocupar
Onde termina aquela estrada
Vamos viver somente o momento
Sem pensar em nada
Pra cada dia seu sofrimento
Vamos seguir
O Movimento do vento
Frases sem crises
Poemas e não problemas
Poesias como garantia
Vida
Sem prazo de validade
Porém, por ora
A gente somente fecha os olhos
E tenta criar
Pra gente mesmo
Uma nova realidade
Que há de nascer amanhã
Juntamente com o Sol

Inserida por edsonricardopaiva

O vento vai soprando
Estrelas brilham na noite
Mas a Lua está no comando
Cigarras fazendo farra
Vagalumes no desmando
O calor abranda
A saudade vem
A folha cai
toda folha tem
A sua hora de ir embora
E a noite demora a passar
Uma voz
Não sei de quem
Vem dizer
no vento sonolento
Que além daquelas estrelas
Existem muitos outros mundos
E outras vidas existem lá
Pode ser
Que neste momento
Um peito tão profundo quanto o meu
Esteja também olhando pra cá
Talvez aconteça
De nossos pensamentos se cruzarem
E Deus
Por pena, merecimento ou sorte
Permita
Que essa estrela brilhe mais forte
Assim, na próxima noite
Duas almas iguais e distantes
Saberão exatamente
Onde olhar.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

A gente vai vivendo a vida
Correndo as estradas do mundo
Repletas de descidas
e fartas encruzilhadas
A gente vai vivendo
a vida torta
Por essas estradas
Sem intendência ou fiscalização
Somente um pedaço de chão
esburacado

A gente vai vivendo
essa vida sem parada
Juntando ao longo do caminho
o pó das diversas estradas
Esperando pelo dia
Em que alma parta
E que todas as lembranças
Sejam inexoravelmente
Engolidas pela terra
e esquecidas
E a gente
um dia também vire pó
espalhados pelas tantas estradas
de outras vidas

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Se você chegar lá
Vai perceber a diferença
Entre ter alguém
Que lhe acompanhe com o olhar
Até você sumir na curva, ou não
E me contar se você viu
O frio, a cara de riso
Na tempestade negra que caiu
E o momento em que foi preciso
Fazer a exceção tornar-se regra
São essas coisas assim
Que tem o valor do que são
Portanto, enquanto ainda houver
Cura para os cortes...use!
Porque
Um laço de fita, um olhar
Prende a alma pelo encanto
Se você chegar lá, vai entender
Que pra quem não sabe o que quer
Tudo sempre se encaixa
E qualquer coisa serve
Mas que nada preenche a vida
Pois a vida é breve
Então, enquanto existir atalho
Ao caminho da morte...recuse
Pois, é sim, sempre possível
Encontrar o que tanto procura
E depois deitar tudo fora
Quando você chegar lá
Finalmente, vai saber
A razão
da lição que dizia
Que um mais um, são dois
E outras coisas que não sabia
No dia em que descobrir
Que o vazio
Ocupa um espaço imenso
Penso
Que nesse momento
Teus pés vão pisar no chão
Pois, quando a alma apenas voa
É sinal que viveu à toa
E, que pena, voou em vão!
Pois a visão era turva
Se você chegar lá
E descobrir
Que ainda existe sorte...não abuse
Tomara que tenha ao seu lado
Alguém que te ame de verdade
Te olhando, até sumir na curva
Porque, se não existe igualdade
Todo dia é do mesmo jeito
E tudo é igual, tristemente.
Pois é preciso ter amado de verdade
Pra ter o direito a deixar saudade.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Pensamento do dia:

Se a sua estrela não brilha, vai se fudê pra lá e não enche o meu saco.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Um dia
Alguém vai te perguntar
Se soubeste viver a vida
E o que fizeste de teu tempo
Tua senda
Não precisaste
Plantar as flores do campo
Nem pintar estrelas no céu
Ou aquecer o Sol
A tudo encontraste feito
De um jeito tão perfeito
Que a gente o jamais faria
Buscaste sempre
Um defeito ou emenda
Um dia
Alguém há de te perguntar
Por que será que foste tão exigente
No teu dia-a-dia
E ponto
Visto que quando acordavas
Teu dia já estava pronto.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Luz do Sol que se vai
E a que veio
As verdades da vida
São imagens disformes
Peças finas, delicadas
Desbotadas, distorcidas
Cristalinas e reais
A que vieram?
Vieram
De um translúcido quebra cabeças
O berço rude do universo
Um peso de papel
E uma tormenta pra se atravessar
A opinião diversa
Ausência de atitude
Mais nada, além do tempo e do lugar
A fala do engano
Se finge calada
E abrange a todas as cadeiras
Da fileira lá da frente.
É se afastar do tempo
Um mantra, uma oração pungente
Um pensamento na hora certa
Pode ser que seja o último
Olhar atento ao destino
Pode ser que dois
Num primeiro momento bate palmas
Pra depois, então, dançar
Um sorriso canino em primeiro plano
Um só momento e a tudo desmancha
Não basta segurar um mar nas mãos
O mundo descontenta
E o medo aflige
E exige a lágrima também
Pra abrir teus olhos
Puros e exigentes
Sempre
A mínima simplicidade
Ausente
O maior enigma da vida
É o que revela a verdade
Guardada em segredo ainda
É uma caixa que já foi aberta
Tanto barulho ela fez
Que quando era a da vez
Ela passou despercebida
A cara calcinada à luz do Sol
Tanto a que foi
Quanto a que veio
E que passou e que se foi
No meio
Entre o começo e o fim.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

" No final você vai entender que não está nas palavras bonitas, não se trata de vitória e não vem com o sucesso pessoal, não está do lado de quem resume a situação com a melhor narrativa, não é aquilo que as pessoas pensam que vai te fazer melhor ou mais feliz...tá na tua maneira de enxergar as coisas e na tua relação com a pessoa que sabe tudo a teu respeito: você mesmo."

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Baila, tempo.
Corre pra longe
Morre em outra dimensão
Vai lá, nos confins da última madrugada
Mostra o nada que são nossas vidas
E depois volta pra cá
Vem mais depressa que a luz
E depois nos entrega
A cada qual nossa cruz
A cada mal que se oculta
Em cada bem que carrega
Vem pra perto e se desfia
Desfila o nada bem diante dos nossos olhos
Nossos duros e imaturos corações
Quem sabe, assim que se enxerga
O quanto é incauto quem te desafia
Cada qual com sua bússola insular
Que faz perder, que desnorteia
Às vezes um soar de sino
Anunciando o sândalo da noite
Tu, que és tão forte, que derrete a neve
De sorte que cada segundo passa a ser tão breve
Leva contigo a marca da idade deste mundo
Só tu tens lugar no sem fim
Desembarca, tempo
Conta pra nós nossas vidas
E baila e dança e não descansa e depois volta
Vai lá, tempo velho e nos desaponta
Desponta lá no longe
Afronta esse universo e cada estrela sem porteira
Sem eira nem beira e tribeira e tão rico e tão leve
Livre, como o sol da primeira manhã
Tão forte, que move o moinho que mata a fome
Não negue que mata o homem que mata a morte
Leva minha vida nas mãos
Vai, que eu fico igual a todos
Entregue à própria sorte.

Edson Ricardo Paiva.
Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

⁠O pássaro foi preso porque ele tem asas.

A tarde vai
Noite cai depressa
Parece que não faz sentido
Vai-se como o pensamento
Uma vontade que, apesar de enorme
Sucumbiu, perante o tempo
Em frente da verdade
Te vejo chegando e pergunto
Meu Deus, o que foi que te trouxe?
Quisera fugir de desejo tão doce
Quem dera se ao menos tão breve não fosse.
Tudo são peças
De todos os quebra-cabeças
Mas a vida é toda feita tardes e manhãs
E tortas de maçãs
Esfriando, nas janelas do passado
Aquelas que, de vez em quando
A gente se recorda
Nunca ouvi falar de orgulho que não perecesse
No mais, tudo se ajeita
A tarde passa depressa
De maneira que foi só desejo
Que se põe pra sempre
Lá no fim da linha
Todo fim de tarde é uma visão perfeita
Onde um mundo de horizontes
Se enfileira bem diante
de todos os olhos do mundo
Quando finda o dia e a luz do sol se aninha
Mas a vida toda, ela consiste
De manhãs e tardes
Onde existe a pressa e o vice-versa
E nuvens que não passam por aqui
Se uma só, triste, passasse
Juro como eu lhe pedia
Que me ensine levitar
Que eu revelo a ela
O peso de pisar em brasas
O pássaro foi preso porque ele tem asas
Os pássaros são livres por estarem presos...às próprias asas
Eis a nossa natureza
Hoje eu olho para o céu, nada se move
Todo dia é todo feito de manhãs e tardes
E janelas a se abrirem pra jardins de flores mortas
Portas, donde agora estamos. Ah, se elas se abrissem!
Tardes passam, sem fazer sentido
Algodões que não se movem, que não chovem, que não nuvens
que não nevam, que não levam nada
Vão vivendo a vida, sem ligar se faz sentido
São borrões no céu, apesar de parecer felizes
Se passassem por aqui
Pedia pelo menos pra que ouvissem meu pedido.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Estradas de Pedra.

Enquanto a chuva cai
A noite passa e vai pela janela
Pra perto da estrela distante
Na mesma velocidade
Pensamento, instante, vagam
Pedra lisa, estradas sem destino
Que se aprumam
Indiferentes, se acostumam
Vai durar uns meros séculos somente
Durante as tempestades
Quais relâmpagos colidem
Que se agridem pelos ares
Olhares idem pela escuridão que espero
Pra depois, durante as calmarias
Vir buscar-me em sonhos
Pois, durante a madrugada
Não serão jamais pisadas
Vão nascer de novo, sempre vão
No primeiro desvão, por onde invade o sol
Da primeira manhã de alguma infância
Há de ser nova
A primeira manhã de todas as manhãs
Traz consigo o gosto verdadeiro
Do primeiro sol que arde n'alma nascitura
Pensamento, instante, invade
Vai durar uns poucos séculos somente
Indiferente às estradas de pedra
Que foram feitas só pra ser pisadas.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Porém, vence a luta.

Alma nua minha
Vaga
Um mundo em brumas
Vai, navega a valsa
Entrega à luz o olhar avesso
Esquece a dor assim
Assim, a dor esqueço
Se é que alguma dor
Minh'alma tinha
Alma descalça
Baila a solidão do teu destino
Entrega a mesma indiferença
Mas traz de volta sempre
Eternamente a esperança
Contenha-se
Guarda a lição aprendida
Como disso dependessem nossas vidas
Muros altos, nuvens, nevoeiro...escuro
Não se sabe quando
Um dia, um olhar derradeiro
e depois o silêncio, sempre há de surgir
Tira disso o que te houver de puro
Que te parecer
Alma minha
Cada estrada é diferente
Mas todas terminam
Guarda-te em si mesma
Porém, vence a luta
O ar sempre resiste ao pássaro pequeno e triste
Que atravessa o céu em plêno pico do sol
Eu fico aqui do teu lado
Alma solitária
A resistência é que garante o voo
Assim como a tudo que demais existe
Aparentando indiferente e livre
Entregue à luz, de olhar avesso
Porque toda liberdade exige um preço
Assim permaneço ao teu lado
Assim como sempre eu estive.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Existe uma ilhazinha triste
perdida lá num canto do Pacífico
Sozinha, vai passando a existência
Às vezes vê passar
Um barquinho ou um aviãozinho
Porém, ela não consta do caminho
não existe necessidade
não há desejo específico
ou planos de que seja visitada
Perdida, lá bem longe
Esquecida no meio do nada
De vez em quando
Um passarinho pousa lá
Confuso e desorientado
fazendo caminho errático
perdeu a noção de orientar-se
pelo Campo Magnético
Não vê gente há muitos anos
Não dá nem pra contar
Paralelos, meridianos,
Eu acho que nem mesmo os Oceanos
já dão conta da existência
da ilhazinha que fixou residência
escondidinha,
longe de qualquer caminho
As estrelas lá vistas à noite
resumem a mais perfeita expressão
das imagens da saudade e solidão
Sozinha, perdida, esquecida
Parece até meu coração
Parece até minha vida

Inserida por edsonricardopaiva

Se você muito reclama da claridade, aguarde. Deus vai te mandar a escuridão e, talvez, tudo se esclareça.

Inserida por edsonricardopaiva

O rio vai correndo
Levando suas águas claras
Faz barulho e faz silencio
Indiferente
ao que a gente pensa
O rio corre. Só corre
Correndo forma regatos
Forma arroios, remansos
Corredeiras
Traz areia, faz argila
E corre
Molhando as folhas
Molhando os galhos
Corre todos os dias
Correu minha vida inteira
Desde o primeiro dia
Molha as pedras
Não pára para olhar
quem o olha...
só corre
Arrasta as pedras para o fundo
todo mundo sabe
O quanto são escorregadias
O rio corre
e nesta corrida
Vai distribuindo vida
Permeando a terra
Grama, flores, insetos
Peixes
Águas limpas, às vezes turva
Quando a chuva desaba
Corre sempre
Essa corrida nunca acaba
Acaba a vida
Que o rio recria
Correndo todo dia
Forma até o aluvião
Só não consegue formar
Gratidão no coração
indiferente a isso
corre o rio

Inserida por edsonricardopaiva

Um dia
A gente há de acordar
E perceber
Que o Mundo esta melhor
Um dia
Você vai notar
Que a tristeza
Que parecia não ter fim
Não se senta mais à mesa
Não mais adentra a sua porta
A tristeza
Finalmente se foi
Pode ser até
Que esteja morta
Ninguém sabe
Ninguém viu
Fugiu sem pedir desculpas
Tornou se uma roupa
Que não mais te cabe
A tristeza finalmente
Foi embora
Olhe pros lados
Consulte o relógio
Pois pode ser que seja agora
A hora daquele momento
Tão profundamente
Acalentado.
Pode ser até que perceba
Que ela nunca esteve aí
E que aquilo que te fazia
Sentir se triste e solitário
Sempre a consultar o calendário
Nunca tenha deixado de ser
Somente um amigo imaginário.

Inserida por edsonricardopaiva

Você vai caminhando pela rua
Olhando a própria sombra na calçada
Percebe o Sol
Que brilha acima de você
Olha para as casas
E vê as janelas abertas
Mas percebe, de repente
Que talvez
tenha perdido a humanidade
E não existe mais certeza
De que você
é mesmo gente de verdade
Você não pretendia
desistir dos sonhos
Mas neles todos
Estava incluso este mundo
Que desistiu de você
Percebe que acreditou
Em quem desconfiava
Olha novamente
as janelas das casas
Lá não há mais ninguém
Elas estão todas fechadas
Você vê que tudo
Que aprendeu na vida
Trouxe-lhe somente dúvida
E as certezas
Não conferem-lhe razão
Melhor voltar pra casa, então
Na esquina há uma placa
Na placa há uma seta
A seta indica a direção
Seu coração cansou-se
de seguir na direção contrária
Mas cursou-a tanto tempo
Que já não sabe mais
O que é correto
Acorda no meio da rua e vê
Que já não sabe de mais nada
Nem ao menos a calçada
que te trouxe
Poderá te conduzir
Novamente pro lugar
de onde partiste
Pois esqueceu-se de onde veio
Sua vida, num segundo
dividiu-se ao meio
E percebes
que não vale mais à pena
Saber; ignorar
Nada mais importa
Aqueles em quem confiaste
Agora cortam-te em partes
Dividem-te, devoram-te
Escondidos atrás
das portas que se fecharam
Pra que você não entrasse
E que você não saísse

Inserida por edsonricardopaiva

-Eu sei, sei que tu vai querer aconselhar-me o auto-amor e que seja prudente nos meus desejos. E tu, também sabes o que quero, quero mesmo é a tua famigerada boca sedente dos meus abrasadores lábios.

Inserida por venanciochipala

Gosto estar à beira mar, gosto estar a apreciar o vai e vem das suáveis ondas do mar, elas de facto vêm e beijam as areias. beijam e acariciam os belos corpos dos banhistas e sem zangas voltam ao mar e deixam muita espuma como sinal de satisfação.

Inserida por venanciochipala

Querida, você não vai poder fazer absolutamente nada para eu amar-te porque eu amo-te simplesmente, quando te encontrar quererei o teu silêncio é mais puro e verdadeiro. Estou decepcionado com este grande sentimento sempre que penso que um dia poderá ser unívoco e tornar-se em algo que não vale nada, um amor que pode pôr-me marreco porque a outra metade se desfez em pedaços, não quer mais o meu amor...⁠

Inserida por venanciochipala