Nunca se vai para sempre

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⁠ESPERANDO NA VARANDA
Afinal o que se resta?
Onde antes era pressa
Vai lonjura que é funesta
Muito mais que uma fresta
Porta aberta é o que se quer
Emoção em se rever
Esperando na varanda
Quanto mais a gente anda
Vai deixando se perder
E assim já dá pra ver
O que era bem querer
Meio assim sem perceber
Escapando pelas mãos
Esvaindo o coração.

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⁠LUSTRO FUSCO
Porque será que tem que ser assim
O que era eterno vai chegando ao fim
E as culpas recíprocas têm mão só
Sem compreensão que desate o nó
Com poeira em cima do que ali brilhou
Tardia faxina que já expirou
Disputas tolas em tudo complica
Que coisa estranha no vazio que fica
Se n'algum tempo tudo foi tão pleno
Duro aprendizado: plano terreno!

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⁠Aquele que se julga acima do bem e do mal ou bem não vai ou mal só tem.

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⁠POSITIVEI
Hora de trocar angústia
Pela força da fidúcia
No abrir de uma janela
Vai buscando o encontro dela
Tem quem pense que é sorte
Sem mirar em nenhum norte
Vida linda que fascina
Vento em sopro que anima
Ergue velas para a busca
O destino não te assusta
Em teus rastros vai avanço
E sem queixas e nem ranços
Vai assim sem perceber
Aguarda a hora sem temer
Do sinuoso se faz reto
E da base vai ao teto.

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⁠HOMEOPATIA
Deserta via árida
Aqui me sinto um pária
Aos imensos pecados
Vai-se um rastro de mágoas
E a vida sem nódoas
Como um paiol sem pólvora
Ao fraco apavora
Ao forte lhe devora
Mas ali sem demora
Lição doída agora
Remédio pra aurora!

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⁠ANDARILHO
Enquanto aqui o sol se esconde
Em algum lugar não sei onde
Já vai estar cruzando um bonde
Alguém pergunta e tu respondes
Juntos onde quer que se ande!

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⁠MATURADO
Ando assim ancorado
Me sentindo parado
E a vida ao meu lado
Me vai dando recado
Não ficar preocupado
Nesse tempo poupado
Um amor maturado
Haverá ter chegado!

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⁠MARATONA

Lá se foi a areia da ampulheta
Por um tempo a gente vira atleta

Vai correndo muito sem perceber
A beleza de cada entardecer

Gravado fica o rastro da jornada
E que sejam belas as empreitadas

Por aqui vou chegando de mansinho
Feliz com ascensão em torvelinho.

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⁠BALANÇO
Vai pensamento buscar
Lá no balanço das folhas
Que muito sonhos embala
Sem esperar no sofá
Pois todos temos escolha
Ação naquilo que fala.

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⁠AURÉOLAS ESTÉREIS
Vai longe a distância do monastério
Auréolas mentidas no necrotério
Vingam ardidas a quem não é sério
Atitude Leal, caro "minério"
Mesmo remota a conquista do "império"
Não vai deixar a Virtude estéril.

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⁠SALVA-VIDAS
Que vida mais atrevida
Qual será minha medida
Vai curando umas feridas
Noutras pontas sem saída
Parecendo um suicida
Sendo salvo: amor da vida!

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FISGA SOLAR
Que atração radiante o sol
É uma dádiva que fisga
Mais que um peixe olhar pro anzol
Vai clareando alguma cisma
Ceva os sonhos de um mortal
Que mal sabe o que precisa
Meio-dia tudo igual
Quando a sombra está concisa
Reconforta um ideal
Que "é levado" mais acima!

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⁠TUMIDEZ
Mas por onde anda a formosura?
E aquela beleza natural?
Vai se perdendo alguma ternura
Em um padrão que se vai impondo!

E com escusas pela grossura
Tudo vai ficando muito igual
Na transformação das criaturas
Que nem ferroadas de marimbondo!

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⁠"CÉU"TIAGUENSE
Bem assim como "amar é"
Em um vai e volta cíclico
É preciso estar de pé
Santiaguense é o seu gentílico
Alguém sabe como é
Esse "céu" torrão que é célico
A Pasárgada em sapé!

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⁠PREITO
Corta forte no peito
A dor que não tem jeito
Vai judiando o sujeito
Que se sabe imperfeito
É preciso respeito
Quando algo é desfeito
Sempre fica um proveito
Experiência é um eito
Que eleva o efeito
Melhorar é um pleito
De se ver mais direito
O caminho é estreito
Para um bom conceito
E ter paz em seu leito.

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⁠PENUMBRA
No brilho da sua vaidade
Tudo vai ficando opaco
Ao que muito se deslumbra

Quase beira à insanidade
Em Narciso o seu retrato
Qualquer luz vira penumbra.

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O QUE ARDE CURA

⁠Arromba a porta a insistência
De regras a te sucumbir
Vai te envolvendo em obediência
Te impedindo evoluir

Perdeu a chave a pertinência
Palavras a se repetir
Muitos retratos de ausências
Ciclo vicioso a te implodir

Detalhes e não evidências
Antes o porão da clausura
Solidão e reminiscências
Acha na dor dose de cura!

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⁠CATACUMBA
Há uma dor tão profunda
Que a escuridão inunda
Mais baixo mais afunda
Vai dobrando a corcunda
A má fase retumba
Na esperança fecunda
Saia da catacumba!

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⁠RESPEITO
Golpe vital que bate no peito
Vai moldando um sujeito inquieto
Cada um pode ter o próprio jeito
Mas respeito é um conjunto de afetos.

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⁠EDAZ
E meio assim sem alarde
Em atitude edaz
Vai se despindo o covarde
Certeiro que é capaz
Nalgum lanhaço que arde
Pelear no rumo da paz!

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