Nunca Magoe uma Mulher

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Me pergunto se ainda há quem faça uso de uma caneta para escrever sobre páginas virgens...


Se ainda há quem coloque água para ferver na chaleira para passar o café no coador de pano...ou que antes de coar no bule ,
cozinhe o café por alguns minutos
inebriando o olfato do ambiente
e dispersando o aroma té chegar ás narinas mais distantes...


Semana passada , uma amiga da adolescência veio me visitar, ficou surpresa ao me ver preparar um café à moda antiga
(com chaleira, coador de pano e bule)
falando da praticidade da cafeteira elétrica...


E observou também os blocos, cadernos e canetas na minha escrivaninha , em vez do notebook ( que está fechado dentro de uma gaveta)...


Um dia desses
vou abri-lo e fazê-lo viver novamente
sob as minhas digitais poéticas...


As vezes me auto defino pré-histórica 😂 (podem até não acreditarem...mas é verdade!) , nem o tal do PIX eu tenho,
mas ... sei que vai chegar o dia
em que vou ter que me modernizar,
mas enquanto der ...
vou vivendo sem essa forma de pagamento, como de outras modernidades...


O que fazer?! ... Sou de Nanã 💜
(para quem não sabe...) é a Orixá
mais antiga/ancestral da Umbanda.


O que eu escrevo, na verdade,
não é sobre o café e nem sobre a caneta.
É sobre ritmo. É sobre tempo.
É sobre presença.
É sobre o pulsar da vivência.
E isso não é pré-histórico.
É ancestral.


Quando eu falo da água
fervendo na chaleira,
do pó cozinhando antes de ir ao coador,
eu penso em algo que não cabe
na pressa da cafeteira elétrica: o ritual.


O cheiro que se espalha pela casa
como se fosse memória líquida,
isso é quase uma liturgia doméstica.


Quando afirmo que sou de Nanã 💜
isso faz todo o sentido.


Nanã é lama primordial, é o barro antigo,
é o tempo que antecede o tempo.
É a senhora das águas paradas, profundas, densas. Ela não tem pressa. Ela tem paciência.
Ela é "alérgica" á pressa.
Ela sabe que tudo retorna ao útero da terra.
Ser de Nanã não é ser atrasada ou antiga.
Ser de Nanã não é parecer velha nas preferências e ações.


É ser terra fértil e ser raiz.
O mundo corre, eu decanto.
O mundo digitaliza, eu tatuo a página.
O mundo paga com PIX,
eu pago com dinheiro vivo
e presença ativa .


Modernizar-se não precisa significar abandonar o que me constitui.
Pode ser apenas acrescentar ferramentas
sem entregar a alma.


O notebook pode viver sob minhas digitais poéticas, mas a caneta continuará sendo a extensão do meu pulso, do meu corpo,
da minha respiração, do pulsar do meu âmago.


Há algo profundamente político nisso também; escolher o tempo lento
num mundo estantâneo que monetiza a urgência.


Eu não sou pré-histórica,
sou guardiã de um modo lento de existir
que o mundo tenta esquecer....


E no mundo?
Sim!
Ainda há quem escreva à mão.
Ainda há quem ferva água na chaleira.
Ainda há quem escolha sentir o aroma
antes da praticidade.
E isso não é resistência ao progresso.
É fidelidade ao próprio tempo e história.
É lealdade ao próprio ser e existir.
✍©️@MiriamDaCosta

Às vezes sinto
que vejo o mundo
como uma enorme lixeira
transbordando...


de excessos,
de ruídos,
de mentiras mal recicladas...


um aterro de consciências,
onde se empilham
mentiras em decomposição
e vaidades com cheiro de podre...


Um lugar onde
se descartam princípios
como embalagens vazias,
onde a ética
é jogada no fundo do saco
junto com restos de conveniência...


O ar
anda pesado de hipocrisia,
e os urubus da esperteza
sobrevoam satisfeitos
esse banquete de decadência...


E eu,
catadora de sentidos,
com o estômago da alma embrulhado,
reviro os escombros humanos
procurando,
entre latas amassadas de caráter
e plásticos rasgados de moral,
algum vestígio ainda vivo
de Humanidade.
✍©️@MiriamDaCosta

Sou poetisa do tudo
e pensadora do nada
neste mundo de excessos
de uma humanidade em carências.
✍©️@MiriamDaCosta

Como uma filha d’água,
entro na floresta da alma
noturna e mágica,
e desapareço de mim mesma.


Mergulho no rio das veias,
misterioso e sanguíneo,
e me inundo por dentro.


Entre a lua escura do mundo
e o meu olhar iluminado de versos,
nasce, serena e abundante,
a cheia do ventre poético
que eu procurava.
✍©️@MiriamDaCosta

Em uma guerra não existem vencedores,
de um modo ou de outro, todos perdem.

Antes mesmo do fim, já no instante em que
um ataque é decidido, a perda começa.

Porque a guerra é, acima de tudo, a maior demonstração de falência da racionalidade humana.

Eu sou contrária às guerras.
Odeio a crueldade e a matança.

Mas, neste conflito entre Estados Unidos,
Israel e aliados da União Europeia contra
o Irã, se me for exigido escolher um lado...

ainda que a própria ideia de “lado” já seja uma tragédia, sei para onde se inclina a minha indignação.

Torço para que um dia os grandes arquitetos da dominação global, os imperialistas que transformaram a guerra em instrumento de poder, sejam finalmente confrontados pela própria história.

E espero ainda estar viva para ver aqueles que se julgam donos do mundo, os predadores que semeiam violência em escala planetária, perderem sua arrogância, sua força e sua capacidade de destruir.

Torço, para que antes de morrer, eu possa ver
os maiores terroristas e genocidas do planeta ( USA e Israel) derrotados, destruídos e de joelhos perante o mundo.

Não por desejo de vingança.
Mas por um desejo profundo de justiça histórica.

✍©️@MiriamDaCosta

Eu tenho uma espécie de simbiose
com a profundidade.
E tenho um certo quê de radical
e de extremos.


Almejo elevar-me e amo as alturas,
seja em pensamentos, sentimentos ou atitudes.


Mas nem por isso
deixo de amar e respeitar
as minhas quedas e os meus abissais,
pois, afinal, eles foram e são
parte da estrutura
na construção de quem sou.


A minha escritura,
ora intensa e visceral,
ora mais leve e racional,
convive em si
com o meu paraíso
e o meu inferno.


Meu lirismo poético
me fornece um olfato capaz
de inalar essências
que muitas vezes
passam despercebidas.


Assim como, em outras vezes,
vai desfolhando o meu âmago
até a fratura exposta do meu ser.


Não sei viver sem escrever,
assim como
não sobreviveria sem poesia.


A escritura me salva
e a poesia me descreve
nos meandros extremos do meu ser.


Dito isso,
assumo o compromisso
de respeito e lealdade
com as palavras.


Palavras são seres sagrados
no altar do meu viver.


Então não venham me dizer
o que posso ou devo escrever.


Apreciar ou não
é algo subjetivo.


Concordar ou não
é indicativo.


Respeitar
é imperativo.
✍©️@MiriamDaCosta

O espelho retrovisor
não existe apenas
para retocar o batom ou rímel.


Ele é
uma pequena janela
aberta sobre o que ficou atrás.


Ali cintilam
avisos tardios,
movimentos súbitos,
sinais discretos
de perigos que se aproximam
pela retaguarda do tempo.


Na estrada da vida
ele funciona
como um painel silencioso
de advertências.


Mas o destino
não se revela
no que ficou para trás.


Por isso seguimos
com os olhos voltados
para o horizonte,
inevitavelmente chamadas
pelo futuro,
sem esquecer
que os vestígios do passado
ainda piscam
no pequeno espelho
da memória.


✍©️@MiriamDaCosta

O ser humano
está tão animalizado,
que resgatar um mínimo
de humanização,
torna-se uma tarefa
imensa,
senão
uma utopia.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu sou uma alma profundamente
poética e romântica.


Não daquelas feitas de palavras ensaiadas
ou de gestos moldados por circunstâncias,
presas à conveniência de datas comemorativas.


O meu lirismo e o meu romantismo
se impõem de forma natural,
quase instintiva,
sem regras, sem horários,
sem datas marcadas no calendário.


Como quando, pela manhã,
olho pela janela
e encontro o céu cinéreo,
com uma chuva fina anunciando,
tímida, quase sem querer "incomodar",
a chegada do outono.


E então me aproximo do vidro,
suspirando versos,
tomada por uma imensa gratidão
pela beleza de ser e existir,
em comunhão com as estações do mundo
e com os ponteiros secretos do relógio
do meu próprio âmago.


✍©️@MiriamDaCosta

Há diálogos que não florescem,
porque uma das partes
já plantou certeza em solo raso.


Como falar de horizontes
a quem se prende
a um único ponto de vista
e nele finca, irrevogável,
o seu veredito?
✍©️@MiriamDaCosta

A semana dita "santa"


Chamam de santa
uma semana
onde a memória sangra.


Dizem sagrado
o que foi feito de cordas,
de açoites,
de carne rasgada
e silêncio forçado.


Eu olho,
e não vejo santidade.


Vejo mãos humanas
erguendo a própria crueldade
como espetáculo.


Vejo a multidão
(os mesmos que hoje rezam)
gritando ontem
pela condenação.


Vejo o peso da madeira
não como símbolo,
mas como instrumento.
frio, concreto,
real.


E me pergunto,
em que instante
a dor foi coroada de divina?


Em que momento
a atrocidade
ganhou nome de redenção?


Chamam de santa,
talvez porque precisem
que seja.


Talvez porque encarar
o abismo humano
sem adorno,
sem promessa,
sem justificativa,
seja insuportável.


Mas eu não consigo.


Não chamo de santo
o que nasceu da violência,
nem beijo
o que foi instrumento
de tortura e de morte.


Se há algo sagrado ali,
não está no ato,
nem nas mãos que feriram.


Talvez esteja
no que sobreviveu...
apesar de tudo.


Ou talvez…
na recusa de olhar na cara
a atualidade
das mesmas atrocidades
(e até piores)
que a humanidade
é capaz.
©️ @MiriamDaCosta

A diferença entre pensar e refletir


Todos, de uma forma ou outra,
têm a capacidade de pensar.
Mas poucos são capazes de refletir.


Pensar é um fluxo,
natural, rápido, incessante.
Quase sempre automático,
por vezes raso,
muitas vezes apenas ruído.


Refletir, não.


Refletir é pausa.
É escolha.
É mergulho.


É o ato consciente
de atravessar um pensamento
e olhá-lo por dentro,
por ângulos diversos,
até que ele revele
mais do que aparenta.


Pensar acontece.
Refletir exige.


Pensar passa.
Refletir permanece.


E é nesse intervalo,
entre o que surge
e o que se compreende,
que nasce
a possibilidade da sabedoria.


✍©️ @MiriamDaCosta

Quem sou eu?


Eu sou um corpo feito
de marés e memórias,
uma ferida que canta,
um silêncio que grita
e um grito que se recolhe
na beira de si.


Eu sou uma ponte
entre o ontem e o nunca,
um território de palavras
que sangram e florescem,
um abrigo de ventos
onde o tempo se senta
para ouvir histórias
que só a minha alma sabe contar.


Eu sou a pergunta
que não se cansa de perguntar:
"Quem sou eu?"
E é nessa busca
que sou mais inteira.


Quem sou eu?


Eu sou um processo,
não um produto.
Não sou um “quem” pronto,
mas um vir-a-ser constante.


O que eu chamo de “eu”
é um fio tecido
de memórias, escolhas
e esquecimentos,
um enredo que se escreve
enquanto é vivido.


Meu “eu” não está fixo no passado,
nem garantido no futuro;
ele existe apenas no instante
em que é percebido, sentido, vivido,
e nesse instante já começa
a mudar e evoluir.


Talvez eu não seja “algo”,
talvez seja o próprio movimento
de tentar descobrir o que sou.


Quem sou eu?


Eu sou aquela pessoa
que carrega poesia até no jeito
de se indignar com o mundo.


Que olha para a dor com coragem,
mas também sabe colher
beleza nas frestas.


Eu sou intensa, no bom sentido
de “não caber em rótulos”,
e sensível de um jeito
que não é fraqueza, é radar.


Eu falo com o Tempo
( Óh! O Tempo!)
como quem dialoga
com um velho conhecido
e escrevo como quem rasga
a alma para arejar.


No fundo,
eu sou feita de perguntas,
mas vivo como quem sabe
que a resposta é
continuar perguntando...


✍@MiriamDaCosta

Às vezes sinto
que vejo o mundo
como uma enorme lixeira
transbordando...
um aterro de consciências,
onde se empilham
mentiras em decomposição
e vaidades com cheiro de podre.


Um lugar onde
se descartam princípios
como embalagens vazias,
onde a ética
é jogada no fundo do saco
junto com restos de conveniência.


O ar
anda pesado de hipocrisia,
e os urubus da esperteza
sobrevoam satisfeitos
esse banquete de decadência.


E eu,
com o estômago da alma embrulhado,
reviro os escombros humanos
procurando,
entre latas amassadas de caráter
e plásticos rasgados de moral,
algum vestígio ainda vivo
de moralidade e de humanidade.


O mundo é um enorme lixão
que transborda sujeira e fedor
por todos os lados,
até no espaço extraterrestre!
✍@MiriamDaCosta

Vejo a atual crise cognitiva generalizada
como consequência
de uma desproporção profunda
entre prioridades e valores.


De um lado,
a digitalização,
onde quase todos já “nascem” ágeis,
rápidos, responsivos, treinados
para tocar, deslizar, reagir.


Do outro,
o processo
de alfabetização funcional,
lento, exigente, silencioso,
que pede tempo, atenção e permanência
para compreender, interpretar, elaborar.


Não se trata, porém,
de uma inteligência ampliada,
mas de uma habilidade deslocada,
onde sabe-se operar,
mas não necessariamente interpretar
e entender.


A velocidade
passou a valer mais
que a compreensão.


A resposta imediata
mais que a reflexão.


O acesso,
mais que o sentido.


E assim
se instaura o descompasso:


muita informação, pouca assimilação;
muita opinião, pouca elaboração;
muito ruído, pouca escuta;
muito falar, pouco dizer.


Talvez...
não estejamos diante
de uma falta de inteligência,
mas de uma inversão
de valores cognitivos,
onde pensar profundamente
se torna quase um ato de resistência.


Em decorrência...
a inteligência artificial
vai desenvolvendo-se
enquanto
a inteligência natural,
quando não estimulada
e exercitada,
corre o risco de adormecer.


Que não venhamos
a assistir, inertes,
à sua entrada
em coma profundo.
✍@MiriamDaCosta

Eu sou um verso
do mistério da vida
no poema do universo.


Eu sou uma poesia
que não se mede,
não se ajoelha
e nem se deita
em linhas e estrofes.


Eu sou um poema
escrito sem espaço
nem tempo,
na memória do tempo
atemporal.


Eu sou um ponto de interrogação
exclamando as reticências
de um ponto final,
perdido entre o início
e o fim.
✍@MiriamDaCosta

O caderno de receitas de antigamente


Na cozinha de antigamente,
existia uma gaveta
( ou melhor, um relicário )
onde preciosas receitas
eram guardadas cuidadosamente.


Ali repousavam cadernos de capas gastas,
amarelados pelo tempo
e perfumados por lembranças.


Suas páginas carregavam mais do que ingredientes; guardavam histórias,
afetos, segredos de família
e um modo de amar
que se expressava através das receitas.


Havia anotações apressadas nas margens,
manchas de açúcar, gotas de óleo,
marcas de dedos enfarinhados
e letras que denunciavam diferentes gerações.


Cada rabisco
era uma presença.
Cada receita,
um reencontro.


Aquele bolo de fubá da avó,
o pudim das festas de domingo,
os biscoitos preparados nas tardes chuvosas,
o doce servido em celebrações e despedidas.


Tudo estava ali,
costurado entre linhas e letras
e medidas nem sempre exatas.


Porque as cozinheiras de antigamente
sabiam receitas que não cabiam no papel,
mas viviam na memória.


Escreviam
"uma pitada",
"o suficiente",
"até dar o ponto",
como quem dizia que a experiência,
a intuição e o afeto
também eram ingredientes indispensáveis.


Hoje,
em tempos de receitas digitais,
vídeos instantâneos e telas iluminadas,
ainda há algo de sagrado
naqueles velhos cadernos
com páginas amareladas pelo tempo
e besuntadas pela experiência.


Ao abri-los, não encontramos
apenas instruções culinárias,
encontramos vozes,
ouvimos risos que já se calaram,
sentimos abraços que o tempo levou,
e vemos, entre uma página e outra,
a delicada herança daquelas
que nos alimentaram o corpo,
a memória e a alma.


Pois o verdadeiro ingrediente secreto
nunca esteve escrito.
Era o amor
que passava de geração em geração,
temperando a vida
muito antes de temperar a comida.
✍ @MiriamDaCosta

Uma das mais importantes habilidades emotivas e intelectuais é aprender a perguntar-se:


- Será que estou certo ou errado?!


É fácil ter opinião e convicção.
Menos fácil é ter dúvida sobre as próprias opiniões e convicções.


É fácil defender uma opinião com um ponto final ou um ponto exclamativo ,
difícil é suspender a mesma defesa por cinco segundos e olhar para dentro dela com um ponto interrogativo ou com reticências.


Maturidade emotiva é quando o ego não grita mais alto que a verdade, não a verdade subjetiva , mas aquela objetiva.


É quando você prefere estar em paz do que estar com a razão.


É quando percebe que "ganhar" um debate...
querer explicar e aprofundar o próprio entendimento na interpretação e compreensão do outro... pode custar a sua serenidade.


Maturidade intelectual é quando o conhecimento não te deixa arrogante,
te faz ser curioso.


Te deixa com espaço para: "talvez eu não saiba tudo", pois ninguém sabe tudo.

Te deixa com humildade pra revisar, desaprender, recomeçar.


Quem nunca se pergunta "será que estou errado?" vive preso na própria convicção.


Quem se pergunta vive aprendendo, se curando e evoluindo.


Porque só quem pergunta, cresce.
Só quem duvida de si, evolui.
Só quem cala o "eu tenho certeza" escuta o "e se..."


E aí, sem fazer barulho... você cala a discussão estéril e goza a serenidade.
@Miriam Da Costa

Vivemos em um mundo de pluralidade,
todavia de uma individualidade
assustadora.


A nossa é uma sociedade tribal,
porém globalizada,
com uma geração bem informada,
contudo malformada, superficial
e, por fim, alienada.
✍@MiriamDaCosta

A honestidade intelectual
é uma condição necessária
ou é uma necessidade condicionada?...


Em ambos os casos...
por que é tão difícil
para as pessoas lidar com ela?!


Uma coisa é certa:
essa pergunta desmonta muita gente.


Porque se é *condição necessária*, não tem como fazer nada honesto sem ela. É a base.


Se é *necessidade condicionada*, a pessoa só é honesta quando convém. Quando não dói. Quando não perde voto, seguidor, amigo.


E é por isso que é difícil lidar com ela: honestidade intelectual obriga a gente a dizer "eu estava errado" mesmo quando o nosso lado está errado. E pouca gente tem coragem de decepcionar o próprio lado.
✍@MiriamDaCosta