Nunca Magoe uma Mulher

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Vivemos em uma geração distante.

Distante da oração. Distante da Palavra. Distante da presença de Deus. Distante dos cultos. Distante da fé. Distante da comunhão.

Estamos cercados por oportunidades de nos aproximar de Deus, mas, ainda assim, permanecemos longe d'Ele. Somos, na verdade, pródigos dentro da própria casa. Não precisamos sair para um país distante; basta que o nosso coração se afaste.

Muitos de nós nos tornamos apenas religiosos. Frequentamos o templo da mesma forma que alguém cumpre um compromisso semanal: entramos, participamos e voltamos para casa como se nada tivesse acontecido. Tudo o que ouvimos, cantamos e vivemos permanece dentro das quatro paredes da igreja, sem transformar nossa maneira de viver.

Deus não nos chamou para uma religião de aparência, mas para um relacionamento que transforma. O culto não é o destino da nossa fé; é o ponto de partida para uma vida de intimidade, obediência e comunhão com Cristo.

A verdadeira adoração continua quando as portas do templo se fecham e começa a ser refletida em nossas atitudes, escolhas e testemunho.

Oremos pelo nossa geração!

Estou dando uma Pausa.


Por um tempo, escolho o silêncio.


Longe dos holofotes. Longe da correria. Longe de tudo aquilo que, aos poucos, foi consumindo minhas forças sem que eu percebesse.


Não é desistência. Não é fuga. Não é falta de amor pelo que faço.


*É cuidado*


É o reconhecimento de que existe algo mais importante do que continuar correndo: Cuidar da alma.


Passei anos vivendo para tantas responsabilidades, carregando pesos, enfrentando batalhas e tentando permanecer forte. *Sorri quando estava quebrado. Caminhei quando estava ferido. Permaneci de pé quando tudo dentro de mim queria desabar*


Travei guerras silenciosas que quase ninguém viu. E algumas delas ainda estou lutando.


Mas até os guerreiros se cansam.


Até os mais fortes precisam parar para respirar, se curar e se reencontrar.


A caminhada deixou marcas. Algumas profundas. Mas, pela graça de Deus, continuo de pé.


Não sustentado pela minha força.Não pela minha capacidade. Mas pela graça que me alcançou quando eu já não tinha forças para continuar.


Por isso, escolho parar.👇


Parar para orar mais. Parar para jejuar mais. Parar para ouvir mais a voz de Deus. Parar para voltar ao lugar onde tudo faz sentido: A Sua presença.


Porque ministério sem intimidade vira ativismo. Serviço sem descanso vira exaustão. E uma alma vazia não pode oferecer aquilo que ela mesma não possui.


Jesus também se retirava para lugares solitários e orava. Se o Mestre precisou parar, quem sou eu para achar que não preciso?


Então, esta não é uma despedida.


É apenas uma pausa de tudo o que me fez cansar em minha jornada. Agora, inicia-se um novo tempo. Quero ser usado e cheio da graça para apresentar Cristo ao mundo. Agora é tempo de ter mais intimidade com Ele, porque foi Deus quem me chamou e tem me cobrado sobre isso!


Uma pausa para reabastecer.Uma pausa para restaurar.Uma pausa para voltar mais forte, mais inteiro e mais perto de Cristo.


Às vezes, a maior demonstração de fé não é continuar correndo.
É ter coragem de parar nas mãos de Deus.


"Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava." — Lucas 5:16

É imprescindível lembrar que também preciso de Deus quando tudo vai bem… Ser grata é uma forma de honrar a minha fé e contemplar os cuidados de Deus na minha vida!

(Aline M. Abdalah)

Uma dose de loucura é necessária para encarar a vida, mas muitas doses são necessárias para abraçá-la.

Quando querer ficar perto é chatice. Provavelmente dedicação é burrice. Partir não é mais uma opção, passa a ser dever e libertação.

A força de uma liderança não se mede apenas por metas cumpridas, mas pelo tipo de homem que ela forma ao redor.

Todos nós que viemos à Terra trazemos e levamos uma história digna de ser reconhecida ou não. Há muitas vidas que, enquanto vivas, passam anónimas aos olhos de outras pessoas e do mundo, despercebidas dos olhares dos muitos, discretas e silenciosas diante do mundo, embora imensas e intensas dentro de si. Peregrinam à margem do aplauso verdadeiro ou falso, do elogio, do louvor, da hagiografia, sem se imporem, só se dando pela sua presença após a sua ausência deste mundo.

Fez da dor um estúdio, do sangue um pincel, e da alma, uma
obra-prima.

Viva Frida Kahlo.

⁠ "Quem ama não se desespera, procura uma saída!"


Otávio Bernardes



"A felicidade não é feita de "cobranças" e nem de detalhes,
mas sim de uma pura e "sadia" aceitação!"

"A liberdade sadia e inteligente é uma conquista nossa de cada dia!"




Otávio ABernardes






Itumbiara, 26 de setembro de 2025.

"Há sempre uma grande esperança para quem acredita em Deus!"






Otávio ABernardes








Gyn, 10 de fevereiro de 2026.

"A saúde é, sem dúvida, uma bênção de Deus. Então, agradeça ao Senhor!"

"Uma boa música é um "recurso" para a tristeza do ser humano!"






Otávio ABernardes






Goiânia, 6 de abril de 2026.

Dos Olhos da Sociedade


Demétrio Sena - Magé


Na maioria das vezes, não sei se uma pessoa com quem lido é "bonita" ou "feia". Entre aspas, porque não tenho conceito ótico específico para beleza. Refiro-me aos olhos da cara de uma sociedade que vive do que olha. Não do que vê, exatamente, porque ver é algo bem mais profundo. Foge aos olhos que prioritariamente olham.


Faz tempo que meus poemas românticos não exaltam traços e curvas das eventuais musas. Isso perdeu importância para mim, nos primeiros anos da minha trajetória de poeta, praticamente os primeiros anos de nascido. De alguma forma, eu seguia o curso da poesia romântica em voga naqueles tempos de uma decantação excessiva da "beleza", como não saiu totalmente de voga. Principalmente a "beleza" feminina.


Faço preferencialmente poemas de protesto político e também social, normalmente com as sutilezas que aprendi nos tempos da ditadura, quando eram necessárias muitas metáforas. Hoje podemos rasgar mais o verbo, até xingar, porém me viciei nessa forma de compor. Mas componho poemas românticos. Muitos, mesmo. Nesses poemas, decanto a essência da musa. O quanto ela inspira com a sua índole, sua sensibilidade, a inteligência e outros atributos que não passam pelo crivo dos meus olhos. Os da cara.


Essa ótica da minha poesia romântica não tem lá muita popularidade. A velha exaltação da pele, dos lábios, cabelos, os traços faciais e as curvas, continua no topo da preferência popular de quem consome música e poesia. Mesmo nas artes plásticas, quando retratam pessoas e são para uso doméstico, existe a preferência popular por essa exaltação.


É como todo mundo, nesta sociedade supérflua, olha para o outro. Vai direto à capa e volta, sem dar nenhuma folheada. Não lê sequer o prefácio do ser humano, se a capa não o agrada imediatamente. A essência pouco importa. O livro, a trajetória, o roteiro pesssoal do ser humano valem menos; muito menos do que a pele, os lábios, os cabelos, os traços faciais e as curvas do corpo.


A riqueza material, o poder e a fama fazem parte crucial dessa frente; dessa vitrine; a capa do indivíduo. Tornam qualquer pessoa "bonita", pois a plastificam e fazem encher os olhos de quem olha. É assim que somos, na camuflagem das virtudes gritadas nos palcos, palanques e púlpitos do preconceito e da hipocrisia.
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Respeite autorias. É lei

"Uma árvore centenária desperta admiração pela imponência do tronco e pela amplitude da copa. Poucos, porém, pensam nas raízes. Elas cresceram no escuro, durante anos, sem aplausos, sem reconhecimento, enfrentando pedras, seca e tempestades. Entretanto, quando a árvore finalmente se ergue majestosa, é das raízes invisíveis que provém toda a sua força."

Existem vitórias que ninguém aplaude, mas são elas que mudam uma vida.

A dor emocional parece uma folha levada ao vento: vai sem rumo, rasgando a alma em cada curva

⁠tem muita coisa ruim na vida
não deixe que o amor se torne uma delas

Essa é uma carta que não será enviada.
Não porque falte coragem, mas porque ela não precisa mais de destino.

Ela é sobre mim.

Sobre o que eu precisei aprender para continuar inteiro (a).
Eu te amo.
E dizer isso não me diminui.
Não apaga o que vivemos, não invalida o que senti,
não transforma tudo em mentira.
O amor existiu...
e isso basta.
Mas hoje eu sei:
amar não é sinônimo de permanecer.

Durante muito tempo eu confundi amor com espera,
com adaptação excessiva,
com silêncios engolidos para não perder.
Confundi amor com suportar o que doía.

Mesmo quando meu corpo já pedia descanso.
Eu tentei.
Mesmo quando a reciprocidade não vinha.
Eu tentei.

Essa carta nasce quando algo muda por dentro.
Quando o amor deixa de ser um pedido
e passa a ser uma constatação serena:
eu te amo, mas eu não te quero mais ...

Não te quero mais ocupando um espaço que me custa a paz.
Não te quero mais como projeto de salvação,
nem como esperança que me adia.

Não te quero mais se, para isso,
eu preciso diminuir as minhas necessidades,
anestesiar meus limites ou negociar minha dignidade emocional.

Isso não é frieza.
É amadurecimento emocional.

E quando o afeto encontra o limite e aprende a respeitá-lo.
Eu te amo, mas agora escolho a mim.

Escolho o silêncio que organiza,
a ausência que cura,
o vazio que prepara um espaço mais saudável.
Escolho não insistir onde só eu me esforço.
Escolho não romantizar a falta,
nem chamar de amor aquilo que me fragmenta.

Talvez essa seja uma das despedidas mais difíceis:
aquela em que não há ódio, não há briga,
não há culpados.
Só há consciência.
E consciência dói, mas também liberta.
Essa carta não precisa ser lida por você.
Ela precisava ser escrita por mim.
Porque quando eu consigo dizer "eu te amo,
mas eu não te quero mais,
é sinal de que o amor-próprio finalmente encontrou voz.