Nunca Magoe uma Mulher
“As tempestades podem atingir a nossa vida, mas nunca devem arrancar as raízes do nosso caráter. Um coração firmemente enraizado em valores e princípios permanece inabalável, assim como o pinheiro que resiste sobre a rocha.”
"O caos do mundo pode tentar sufocar a sua essência, mas a escuridão nunca vence quem carrega o próprio farol na alma. Podem mudar as marés e soprar os ventos mais fortes, mas quem tem a própria bússola interna jamais perde o rumo do seu destino."
Nunca diminua o esforço de alguém.
Nunca diminua a conquista de alguém.
Cada pessoa carrega uma história que nem sempre podemos enxergar.
Talvez aquilo que parece pequeno para você tenha sido uma grande vitória para alguém.
Celebre as conquistas.
Acolha os processos.
Respeite as histórias.
Porque você pode admirar o caminho de alguém, mas nunca sentirá exatamente o peso dos sapatos que ela usou para chegar até lá.
Nunca escute um pastor, que
quer te ensinar a votar; e nem,
um político que quer te ensinar a orar...
"O caos do mundo pode tentar sufocar a sua essência, mas a escuridão nunca vence quem carrega o próprio farol na alma."
Às vezes, você vai entrar na vida de alguém para dar o que ela nunca teve. Só que aí você vai descobrir por que ela nunca teve. E isso às vezes machuca de um jeito diferente, porque você não foi ingênuo; você foi generoso. Você teve paciência com quem nunca teve paciência, chegou com cuidado para quem nunca foi cuidado, deu presença para quem só conheceu o abandono.
No começo, até parecia que estava funcionando, né? Parecia que estava fazendo a diferença. Mas você acaba entendendo que há pessoas que não foram apenas feridas pelo que faltou; elas foram formadas por isso. E algo moldado tão fundo não muda só porque alguém chegou com muito amor. Essa pessoa só muda quando percebe que precisa mudar.
Você não muda ninguém que não quer mudar; você só se frustra tentando fazer isso. Quer um conselho? Seja gentil e compreensivo, mas aprenda a reconhecer quando o problema não é a falta de amor, mas o fato de que a pessoa ainda não está pronta para reconhecer esse amor.
Incertezas
Não há compreensão,
nunca houve meio termo.
As dúvidas crescem
como ervas daninhas
no solo árido da mente,
raízes que se entrelaçam
em pensamentos turvos,
sufocando a razão
até que tudo se torne sombra.
Lacunas permanecem abertas,
como feridas que rejeitam o tempo,
casos interrompidos,
histórias sem ponto final,
rastros apagados
por tempestades de incerteza.
Não há culpados,
não há suspeitos,
apenas eu,
rodeado por um tribunal vazio,
onde o silêncio se ergue
como juiz implacável,
condenando-me
por crimes que desconheço.
Não há em quem confiar,
pois até meus próprios olhos
me traem,
distorcendo reflexos
num espelho que fragmenta
quem penso ser
no caos que persiste,
como se eu mesmo fosse
o enigma que busco resolver.
A lua daqui
Eu não vou mentir: por onde quer que eu vá, sinto que o luar nunca é igual ao de minha cidade, Apodi. Aqui não há montanhas gigantes, nem encostas que façam o luar ser único. Mas, no Calçadão da Lagoa do Apodi, na parte meridional da cidade, a lua se matiza de prata, refletindo sobre a água como se o céu tivesse derramado um bujão de gás luminoso. Ela fica tão reluzente que encanta, apaixona e já fez gente simples se tornar famosa só por morar na cidade da lua platinada.
Percebo que as grandes cidades, com suas selvas de pedra ou litorais recortados por ilhas, nem de longe produzem luas como a daqui. Nossa jaci é uma verdadeira belezura: casais se enamoram e até brigam, mas, ao perceberem o luar, desarmam-se das intrigas e voltam a se amar.
Aqui nem pensar em lobisomens. Pelo contrário, o que a lua enfeitiça são os gatos, que deixam de ser apenas gatos e ganham nomes dignos de celebridade: Nâno, Tufão, Fábio Assunção, Nega Véia, Melissa Mel, Florinda, Bob Mel, Frida Mel, Pedro de Canoanés, Ceguinha, Morcego e até Paulo Jorge. Longe de quererem se tornar feras, eles só se deixam encantar. E, assim como nossos felinos se transformam em personagens, nossa cidade carrega consigo uma rica gama de apelidos, que vão desde as crianças até os idosos, passando por todos que têm história e memória por aqui.
A lua daqui parece tornar nosso povo ainda mais hospitaleiro, e quem bebe da água de Apodi tende a não sair jamais, encantado pelo luar, pela lagoa e pelo calor silencioso da nossa gente.
Lave sempre a louça da sua casa para nunca passar fome. Coloque diariamente o lixo fora e estude no mínimo uma hora por dia e trabalhe com amor e dedicação que o sucesso virá naturalmente.
A arte de permanecer
Algumas rachaduras permanecerão visíveis.
Outras talvez nunca recebam ouro.
E haverá fragmentos que já não encontrarão seu antigo lugar.
Ainda assim,
não preciso recuperar todas as partes
para reconhecer aquilo que permanece.
Talvez o verdadeiro pertencimento comece
quando já não preciso me abandonar
para caber na expectativa de alguém.
E talvez, um dia,
diante do meu próprio reflexo,
eu reconheça meu rosto,
ainda que não o compreenda por inteiro.
Sem procurar nele
a criança que deveria ter sido,
o homem que esperavam que eu fosse
ou a promessa de alguém
que ainda não me tornei.
Apenas eu.
Com tudo aquilo que fui,
o que consegui preservar
e o que ainda me permitirei descobrir.
E, pela primeira vez,
talvez eu não precise partir.
Afinal, menino levado faz o que? Travessuras? Sempre tive cara de travesso, mas nunca fui levado -- Me levaram é claro, mas para outro lugar -- Levado fui de minha morada ao descobrir que nunca fora minha. Agora levo-me e levo pessoas como a minha morada. Assim consegue-se carregar para qualquer lugar, até mesmo uma outra casa. De casas entendo, já morei em várias, algumas, me sentia em casa, já outras, nem tanto -- às vezes, sentia que minha casa era mais casa do que onde morava.
Minha casa desabou. Como? Não vi, uns pedreiros foram lá reformar, não, na tentativa de mascarar as dores causadas à casa -- particularmente adoro maquiagens -- sofreu de reforma. Os pedreiros teriam realizado um trabalho impecável se não tivessem esquecido de reformar as pessoas que lá moram. Uma nova casa com hábitos antigos. Pensei a respeito dessa frase. Seria no futuro -- pós reforma -- que os hábitos que perpetuaram décadas de convivência em sua morada, se tornaram o passado? -- pós reforma. Conseguira ela -- a casa -- dispor deste vasto poder sobre o tempo ao mudar a cronologia das ideias ao presentear ao passado o presente? Se alguma coisa mudou, foi a casa, e eu, me mudei de lá.
Tudo faz parte de um ciclo de aprendizado, o importante é não desistir nunca, mesmo que seja difícil enxergar um acerto!
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