Nunca Magoe uma Mulher
"Se sobrar, eu aceito. Se der, eu penso. Se eu puder... talvez. Mas quem vive de 'se' nunca vira prioridade."
a níveis cósmicos
Talvez algumas pessoas não voltem para a nossa vida.
Talvez elas nunca tenham realmente saído.
A gente só aprende a conviver com a distância. Aprende a seguir a rotina, conhecer outras pessoas, ocupar os espaços vazios e fingir que certas histórias ficaram para trás.
(receio de parecer redundante)
E funciona.
Até o dia em que a gente se encontra de novo.
Então acontece uma coisa simples demais para ser ignorada, parece que nada precisou ser recuperado.
A conversa volta ao lugar onde parou. A risada ainda tem o mesmo efeito. Os apelidos continuam fazendo sentido. É como se o tempo tivesse passado para todo mundo, menos para nós dois.
Talvez seja isso que torna algumas pessoas tão difíceis de transformar em passado. Porque, com elas, o passado nunca parece completamente encerrado.
A gente pode passar meses tentando ficar longe, convencendo a si mesmo de que é melhor seguir caminhos diferentes. Mas, quando estamos no “mesmo lugar”, existe uma familiaridade que não precisa ser chamada.
Ela simplesmente aparece.
Como se alguma coisa dentro de mim dissesse
“Ah. Era aqui.”
E tudo volta a funcionar. Não de um jeito perfeito, mas natural.
A conversa se desenrola sem esforço. Uma piada puxa outra, um assunto qualquer vira uma conversa de horas e, quando percebo, estou falando de coisas que COM CERTEZA não contaria para mais ninguém.
Com você, eu não preciso escolher tanto as palavras. Existe um idioma que construímos sem perceber. Você sabe onde tocar para me fazer rir, entende meus silêncios, reconhece minhas manias e percebe qual versão de mim está aparecendo.
Talvez essa seja uma das formas mais profundas de intimidade, não precisar reaprender alguém.
A gente já se conhece.
Só precisou se reencontrar.
E é aí que tudo fica estranho.
Quando estamos longe, parece possível seguir em frente, colocar cada coisa no seu lugar e aceitar que algumas histórias pertencem ao passado. Mas, quando estamos juntos, o mundo parece discordar.
As cores ficam mais vivas. As coisas pequenas ganham importância. Uma conversa qualquer parece suficiente para salvar o dia. Um problema enorme perde o tamanho, não porque foi resolvido, mas porque estamos ali.
Você não melhora a minha vida como quem chega para consertá-la. Você me faz lembrar de como é gostar dela.
Não precisa trazer respostas, prometer que tudo vai dar certo ou mudar alguma coisa. Basta estar. E alguma coisa em mim descansa.
É como se meu corpo reconhecesse uma casa que minha cabeça passou muito tempo tentando esquecer.
Talvez por isso eu tenha a sensação de que nos conhecemos há mais tempo do que deveríamos. Como se a nossa história tivesse começado antes da primeira página que consigo lembrar.
E existe uma coisa ainda mais difícil de explicar mesmo quando a distância vence, alguma parte de mim parece continuar orientada na sua direção.
Não é pensamento. Não é exatamente saudade. É uma espécie de insistência silenciosa.
Como se os olhos ainda soubessem procurar você antes mesmo de eu perceber que estou procurando. Como se meu corpo tivesse guardado, em algum lugar que a razão não alcança, uma noção muito particular de onde você está.
Talvez seja por isso que, entre tantas pessoas, tantos lugares e tantos caminhos possíveis, existe sempre alguma coisa estranhamente familiar quando o caminho termina em você.
Como se certas conexões não dependessem de proximidade para continuar existindo.
A gente pode até tentar ficar longe, mas distância não é o mesmo que ausência. Distância é quando não estamos juntos. Ausência é quando a pessoa deixa de existir dentro da gente.
E você nunca chegou a esse lugar.
Não é que eu precise de você para existir. Nós dois conseguimos viver separados. Mas, quando existe a possibilidade de compartilhar a vida, aparece uma vontade maior do que a lógica.
Ela não pergunta se é conveniente. Não calcula a distância, não consulta o calendário nem faz uma lista de motivos. Apenas olha para tudo que está no caminho e pergunta
“Tá. Mas como a gente faz?”
Os obstáculos continuam existindo. Só deixam de parecer maiores do que a vontade.
A distância vira um detalhe. O tempo pode ser atravessado. O medo vira conversa. O passado deixa de ser uma sentença e passa a ser apenas parte da história.
Porque existe alguma coisa entre nós que não se repete.
Não é só química, saudade ou carinho.
É reconhecimento.
É olhar para alguém que eu já conheci de tantas formas e ainda encontrar algo novo. É saber quem você é e, mesmo assim, continuar querendo descobrir quem está se tornando. É ter história suficiente para entender o silêncio e curiosidade suficiente para continuar perguntando.
E talvez seja justamente isso que torna tudo tão difícil de explicar, há coisas que a gente entende sem saber dizer como. Um olhar que encontra o outro no meio de uma sala. Uma presença que o corpo percebe antes da cabeça. A sensação de que, mesmo depois de tantos caminhos diferentes, existe uma espécie de direção que nunca deixou de existir.
Não sei se algumas pessoas ficam gravadas na memória.
Talvez fiquem em lugares mais profundos do que isso.
Quando compartilhamos a vida, mesmo que por pouco tempo, existe uma paz difícil de explicar para quem olha de fora.
Ninguém entende completamente as nossas piadas, os apelidos, os silêncios ou o motivo de uma frase qualquer fazer nós dois rirmos daquele jeito.
E talvez nem precise entender.
Algumas coisas ficam mais bonitas quando não podem ser traduzidas. Existem relações que podem ser explicadas e existem relações que só podem ser vividas.
A nossa parece pertencer a segunda categoria.
É por isso que nada se compara. Não porque não existam outras pessoas incríveis, mas porque nenhuma delas é você. Nenhuma carrega exatamente a nossa história, conhece a nossa língua ou sabe chegar naquele lugar específico dentro de mim.
O que mais me impressiona é que nós já tentamos ficar fora da vida um do outro. E, ainda assim, quando voltamos a compartilhá-la, tudo parece fazer sentido rápido demais.
Como se, apesar de todos os caminhos diferentes, alguma parte de nós ainda soubesse voltar.
E talvez o mistério não seja entender por que continuamos sendo puxados um para o outro.
Talvez seja perceber o que acontece quando paramos de resistir.
O mundo fica mais leve. A conversa acontece. A vontade vence algumas distâncias. Os problemas diminuem de tamanho. A gente volta a falar aquela língua que só nós dois conhecemos.
Por algumas horas, não existe passado, futuro ou necessidade de definir nada.
Existe você.
Existe eu.
E existe a sensação quase inacreditável de que, entre todas as possibilidades da vida, estamos exatamente onde deveríamos estar.
Quando estamos juntos, não parece que estamos começando de novo.
Parece que, depois de tanto tempo tentando ficar longe, finalmente paramos de lutar contra algo que sempre soubemos
juntos, existe paz.
Existe paz quando abraçamos as nossas crianças internas, um refúgio.
E talvez você não faça a minha vida parecer melhor.
Talvez você faça a vida parecer o lugar certo.
"A 'arminha' dos aproveitadores nunca defendeu o cidadão; ela serve apenas para proteger os privilégios dos trapaceiros que se alimentam da ignorância alheia."
O aparente silêncio de Deus nunca significa abandono; muitas vezes, é nesse contexto que aprendemos a perseverar e a confiar no caráter de Deus acima das circunstâncias.
O bem mais precioso está contido no nosso jeito de viver e enxergar as coisas, nunca viva para ser comum, viva para ser feliz!
Desde o começo, nunca consegui ver a arte em simplicidade como um mero comercio estético, de ter, ver, fazer, comprar e vender. Sempre vi a arte com incontáveis complexidades, tais como uma plataforma, ferramenta, meio e caminho de expansão dos diversos estados de consciência, exercício de dialogo sensorial, linguagens simbólicas coloridas não verbais e códigos milenares de aprendizado, inclusão, questionamentos e aperfeiçoamentos vibracionais, espirituais e "etéricos" perante todos, tudo e a todos multiversos.
A morte de um ser humano, por principio moral da vida, nunca deve ser celebrada. Muitas das vezes, em nome da justiça e da humanidade, ela pode até ser necessária mas nunca deve ser festejada. Afinal todos que estão devidamente ou indevidamente nesta dimensão, por vida estão aqui para evoluir e se transformarem mas se não evoluem, prestaram contas da desobediência ao Altíssimo, o infinito Criador.
Nunca devemos abdicar de nossos sonhos, por mais que no momento, bem impossível nos pareça. As verdadeiras vitorias são constitutivas da fé e da persistência. Pois na verdade, é a vida que silenciosamente transpõe as barreiras, do que é finitamente e geometricamente esperado. Tudo é possível.
Qualquer lugar que não preserva e honra sua historia e seus grandes personagens do passado, nunca poderá ter futuro e perde todo o aprendizado social, politico e religioso contra os graves erros. Vive toscamente a deriva da própria sorte, por que nada aprendeu com o tempo e distancia se cada vez mais, de ser chamada de soberana, viva e civilizada.
Meu Deus Universal, nunca poderá ser maior ou melhor do que nenhum outro das diferentes religiões e culturas humanas do bom e do bem. Pois se assim, o for, para mim não passará de uma manipuladora e terrível invenção terrena e com o convite de uma equivocada idolatria, de uma suntuosa imagem, adornada exageradamente de gemas preciosas e ouro.
A verdadeira historia da nação brasileira nunca foi contada verdadeiramente. Enquanto países de tamanho proporcional, como Estados Unidos da América teve desde o inicio uma politica de povoamento o Brasil continental desde o inicio teve uma politica sórdida de exploração. Hoje com alguns documentos e narrativas sobreviventes, e a própria cultura de resistência mulata, negra e indígena precisam serem reescritas. Advirto que o adjetivo mulato, nada tem haver com mula. Na verdade é um termo árabe - português, derivado da palavra "mulad" que eram os filhos mestiços de árabes com portugueses na época que o povo árabe ocupou a península ibérica.
o dom de me apaixonar por você outra vez.
O mais estranho é que eu nunca terminei de me apaixonar por você.
Eu apenas fui mudando o jeito.
No começo, bastava pouco.
Um olhar demorava um segundo a mais e alguma coisa dentro de mim já encontrava morada. Uma conversa se estendia pela noite e eu descobria que gostava da maneira como você ocupava o tempo. Gostava do seu jeito, da sua presença, das pequenas coisas que, naquele momento, pareciam pequenas demais para saber que um dia seriam enormes.
Depois veio outra versão sua.
E eu me apaixonei de novo.
Não pela lembrança do que você tinha sido, mas por aquilo que você estava se tornando diante dos meus olhos. Algumas coisas mudaram. Outras permaneceram exatamente onde estavam. E eu descobri que também sabia amar suas mudanças.
Me apaixonei pela mulher que você se tornou.
Pelas novas manias.
Pelas novas palavras.
Pelos novos silêncios.
Pelo jeito diferente de olhar para determinadas coisas.
Me apaixonei pelo que aprendi sobre você e, principalmente, pelo que ainda não sabia.
Depois me apaixonei outra vez.
E outra.
E outra.
É quase engraçado pensar que eu poderia conhecer alguém tão profundamente e, ainda assim, continuar encontrando lugares desconhecidos.
Como se você tivesse sido escrita em capítulos que o tempo insiste em reescrever.
Eu volto para a mesma pessoa e encontro outra paisagem.
O mesmo sorriso, mas com outra história por trás.
Os mesmos olhos, mas carregando coisas que antes não carregavam.
A mesma voz, dizendo coisas que eu nunca tinha escutado daquele jeito.
E eu me apaixono.
De novo.
Não porque esqueci o que senti antes.
Justamente porque lembro.
Lembro de cada versão de você que passou por mim e percebo que nenhuma delas precisou morrer para dar espaço à próxima.
Elas ficaram.
Ficaram em mim.
E talvez seja por isso que o meu amor nunca pareceu uma linha reta. Ele se parece mais com uma espiral volta ao mesmo ponto, mas nunca exatamente na mesma altura.
Eu volto para você e sinto coisas que não sentia antes.
Presto atenção em detalhes que antes passavam despercebidos.
Entendo gestos que um dia não compreendia.
Encontro beleza em coisas que antes sequer sabia observar.
E penso que me apaixonar por você novamente não significa repetir o que já vivi.
Significa viver de outro jeito aquilo que ainda continua sendo você.
Eu me apaixono pela sua força.
Depois pela sua delicadeza.
Pelo que você mostra.
Depois pelo que guarda.
Pela sua presença.
Depois pela falta dela.
Pelo que você foi comigo.
Pelo que é agora.
Pelo que ainda está aprendendo a ser.
E continuo descobrindo maneiras.
Essa é a parte que mais me impressiona.
Eu poderia passar anos tentando explicar o que sinto e, ainda assim, bastaria você mudar uma pequena coisa no jeito de existir para eu encontrar uma palavra nova.
Um sentimento novo.
Uma forma nova de ficar.
Meu amor por você não precisou ser recuperado porque nunca foi embora.
Ele só ficou quieto em alguns lugares.
Esperou outras fases.
Aprendeu outras formas de respirar.
E quando você apareceu de novo, ele não precisou ser chamado.
Reconheceu você.
Como se soubesse exatamente onde estava.
E foi assim que aconteceu mais uma vez.
Eu me apaixonei.
Sem precisar esquecer das vezes anteriores.
Sem precisar escolher qual versão sua amar.
Amei a que chegou.
Amei a que mudou.
Amei a que permaneceu.
Amei a que eu conheci por acaso em pequenos detalhes.
E sigo amando a que ainda estou descobrindo.
Porque o que sinto por você não parece ter sido feito para caber numa única experiência.
Ele se repete sem ser repetitivo.
Volta sem ser o mesmo.
Recomeça sem ter acabado.
E toda vez que penso que finalmente entendi como é amar você, alguma coisa acontece.
E talvez não, com certeza, eu esteja muito ocupado sendo seu para me apaixonar por outra pessoa*
Você sorri de um jeito diferente.
Diz alguma coisa que eu nunca tinha ouvido.
Me olha por alguns segundos a mais.
E pronto.
Lá estou eu outra vez.
Me apaixonando por você.
Pela mesma pessoa.
Pelo mesmo amor.
Por uma versão que eu ainda não conhecia.
Assim mesmo, redundante como sou, e mesmo sendo.
E, pela primeira vez, não quero descobrir onde isso termina.
Quero descobrir quantas vezes ainda vou conseguir me apaixonar por você antes de perceber que, no fundo, nunca parei.
A sua grandeza machuca os maldosos justamente porque nasceu de um coração que nunca deixou de ser humilde.
Regue suas cicatrizes com gratidão e deixe que a sua paz seja o silêncio que a inveja nunca ousa perturbar.
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