Nunca Diga que Ama uma Pessoa
O peso da velhice
Chegar vivo a uma idade de 80, 100 anos é uma façanha , uma jornada que não é uma linha reta, mas composta por múltiplos ciclos: você trabalha, para um tempo para aprender algo novo, volta, muda de área, têm picos e recaídas, adoece, descansa um pouco mais e continua contribuindo. A vida deixa de ser uma corrida de 100 metros e vira uma maratona com paradas estratégicas para empoderamento e inovação.
Militão dos Santos
O trabalho honesto e a perseverança diária são os únicos caminhos seguros para construir uma vitória sólida, sem precisar passar por cima de ninguém.
A filosofia, quando retirada do mármore e colocada diante de uma mesa cheia de processos, mostra uma face estranha. Ela perde parte da solenidade ornamental e ganha utilidade íntima.
A gramática administrativa é uma ética de deslocamento. Permite que homens razoáveis pratiquem pequenas abdicações com letra legível
Esperar, em certos momentos, é uma forma superior de coragem. Não esperança; espera. A esperança inventa futuro; a espera suporta a passagem do minuto.
Apesar de as dimensões mudarem, o tempo é uma evolução em todos os sentidos, além de variar ao perceber.
A moral e a responsabilidade social são os alicerces de uma pátria forte, onde quem faz o bem merece prosperar.
. O Encontro de Duas Vulnerabilidades
"Abrir a porta exige uma dose imensa de fé de ambos os lados, pois o encontro humano é um espelho de nossas próprias fragilidades. Quem bate, traz nos ombros o peso de uma dor que já não cabe em si e busca, desesperadamente, um sopro de abrigo. Quem abre, por sua vez, muitas vezes também habita o seu próprio silêncio, curando feridas escondidas que ninguém vê. Girar a maçaneta, portanto, é um ato de coragem mútua. É escolher acreditar, mesmo com as mãos trêmulas, que o remédio para a nossa alma está na capacidade de acolher o outro. Nesse instante sagrado, duas histórias se cruzam não para somar dores, mas para multiplicar o consolo e a esperança."
Fechei as portas que me conectavam ao mundo. Deixei apenas uma pequena fresta. Não é porque ela seja pequena, mas porque se tornou quântica, aceita somente quem realmente merece estar e permanecer em mim.
Se é descuidado, é um porco. Se é cuidado, é uma princesa. Não há meio-termo que escape ao julgamento. E aquele que apenas quer viver a sua vida, sem se importar com o que os outros pensam da sua barba ou do seu perfume, é arrastado para uma guerra que não pediu. As mulheres que fazem essas críticas muitas vezes buscam atenção que não têm; os homens que as repetem são apenas eco de uma masculinidade frágil que precisa de aprovação. E o homem real aquele que existe para além dos rótulos fica preso no meio, a ser esmagado por expectativas que nunca pediu.
A cultura, muitas vezes, parece funcionar como uma espécie de terapia coletiva para as inquietações humanas. Cada indivíduo procura, nos hábitos, nos grupos e nos comportamentos sociais, formas de lidar com seus próprios conflitos, carências e contradições.
Há os que encontram conforto na intensidade emocional, tornando-se excessivamente afetivos, melosos ou ciumentos; outros buscam na agitação, nas relações passageiras e na intensidade dos prazeres uma forma de escapar do vazio. Existem ainda aqueles que se refugiam no isolamento, na reflexão e na intelectualidade, transformando a distância social em um mecanismo de proteção ou compreensão do mundo.
Talvez a sociedade não seja formada por pessoas plenamente equilibradas, mas por diferentes maneiras de administrar a própria desordem interior. A cultura, nesse sentido, não apenas expressa quem somos: ela também se torna o espaço onde cada indivíduo encontra uma forma socialmente aceita de conviver com aquilo que carrega dentro de si.
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Substitua a grosseria por uma palavra amiga, e você verá como o amor se espalha e transforma a vida de quem está ao seu redor.
Ninguém merece carregar o peso de uma ofensa ou ouvir palavras ruins que machucam o coração e ferem a dignidade.
É uma grande besteira ferir alguém com nomes ruins, pois a vida é muito curta para espalhar dor quando podemos escolher a paz.
MILAGRES ACONTECEM
Em um dos anos da década de 80, houve mais uma seca que assolou todo o solo do sertão simpliciomendense. Os açudes, barragens, rios e riachos secaram. A terra rachada tomou conta desses espaços. Nesse tempo, não havia cisternas e nem essas caixas-d'água vendidas nas lojas de materiais de construção. Aqueles que tinham uma condição melhor faziam uma caixa de tijolos; depois, essa caixa era toda cimentada e servia para armazenar a água para o consumo humano. Aposentado rural era raridade e não existiam esses programas sociais de hoje como, por exemplo, o Bolsa Família. O povo da roça, geralmente, tinha que tirar o seu sustento da própria roça.
Foi nesse cenário de seca que ocorreu um fato intrigante com Ana Cecília de Araújo, minha avó por parte de mãe. Ela era uma pessoa muito devotada à religião católica e, nas muitas noites antes de as pessoas da casa irem dormir, era frequente a reza do terço em sua residência na localidade Juá.
Em um desses dias de estiagem, por volta do meio-dia, um sol escaldante estava a queimar sem piedade. Naquele momento, poucas nuvens eram vistas no céu. Mirando o olhar para bem longe no horizonte, se via que devia estar a chover lá para as bandas do município de Picos. Nesse ambiente de silêncio sepulcral, dava-se para escutar, vagamente, o eco tênue do ribombar dos trovões que vinham dessa região distante. Já no Juá, com tanto calor que estava a fazer, tudo que era vivo estava a se proteger do sol.
Foi nesse ambiente que Ana Cecília de Araújo acordou do seu cochilo habitual do meio-dia sentindo um forte cheiro de mato queimado e, naturalmente, levantou-se e foi olhar o que estava acontecendo. Quando saiu para fora da casa, se deparou com um enorme fogo que vinha da roça onde ficava o curral da propriedade. Ela se desesperou, pois pouco podia fazer para apagar aquele incêndio. Além do mais, estava sozinha. Instintivamente, começou a chorar e a rezar pedindo para que, salvo engano, Nossa Senhora apagasse aquele fogo que vinha a destruir tudo à sua frente.
Para o ateu é difícil acreditar e até mesmo para o religioso, pois o panorama de sol quente e poucas nuvens no céu, desfavoreciam o que veio a ocorrer a seguir: o tempo mudou e caiu uma chuvinha que apagou todo aquele fogareú.
Cada gota de bênçãos que Deus derrama dos altos Céus a seu favor é mais uma força para você continuar andando em Seus caminhos de paz, de alegria, de luz e de amor.
Prostrar-se aos pés de Jesus é uma condição da rendição da nossa alma para que a nossa submissão esteja apenas em Deus.
Pessoas cristãs que não leem a Bíblia tem a tendência de citar uma nova versão para aqueles que tem intimidade com Deus: a Bíblia do Eu.
