Nunca Diga que Ama uma Pessoa

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⁠Menina bonita, confusa, não sabe o que quer.... Tenho medo de amar...
O amor é uma assombração, medo de se perder... que vontade de correr....
Me dá, me entregar? Porquê? Para quem?
Isso me assusta e me dá insegurança, medo...
Não vou me entregar, me dar...
Vou lutar contra mim mesmo, porque não aprendi amar....

⁠Os amigos nas horas difíceis, são como aqueles preguinhos que você coloca em uma madeira que está se rompendo no celeiro.

⁠E a saudade, é uma presença que não vemos....

Até hoje não sei se o amor é uma semente ou se é apenas uma flor.⁠

Penso ser uma aglutinação de pó de estrela aqui temporariamente, nesse vai e vem do ciclo universal.

Quando queremos coisas que só existem na nossa cabeça, travamos uma das maiores batalhas dentro de nós, ficamos divididos em fragmentos, sem um comando moderador e pedaço por pedaço vamos nos perdendo em nós mesmo.

O Ser Humano é uma figura ímpar no Reino Animal, mesmo tendo o livre arbítrio para decidir o que faz e o que não faz, ele teve a ousadia de criar um deus e ainda responsabiliza-lo quando suas escolhas dão erradas.

O Serviço Humano é uma criatura muito estranha, ele primeiro apedreja a cruz, depois, diante das consequências, ele se senta e se faz de vítima e pede perdão a Deus.

Quem joga pedras em deus, acorda sob uma chuva de meteoritos.

Uma borboleta sem asa não voa, mas até uma folha ajudada pelo vento voa.

As vezes por um problema não resolvido por nós, criamos uma ilha deserta para habitarmos e cercamos ela com ferozes tubarões, esses tubarões na verdade estão ali para vigiar a nosso prisão, porque não queremos sair dali.

Uma mulher quando está apaixonada por um homem, ela dá a ele o seu corpo, mas, não se iludam, pois um homem quando está apaixonado por uma mulher, ele dá um lar a ela.
Isso talvez explique a pequena durabilidade dos relacionamentos atualmente.

Todos nós por algum motivo, acabamos entrando dentro de uma tempestade, não há mérito algum nisso, o grande mérito existe apenas quando você sai ileso dela.

Uma página virada, seu conteúdo está ainda presente e quiçá ainda pode ser vista, mas, uma página arrancada, não poderá ser revista, será esquecida....




Não é sobre livros.

Perder um amigo por querer sustentar uma mentira sem fundamento é tolice.

Há uma distância incomensurável, entre o que você pensa e o que você faz.

Evitar uma conversa difícil é como adiar uma cirurgia necessária: o alívio vem rápido, mas o problema continua avançando. Relações que não suportam esse tipo de intervenção acabam preservando o vínculo às custas do crescimento das pessoas dentro dele

O espaço que parece vazio

Quando um vínculo termina, quando um ciclo se rompe ou quando uma estrutura que nos acompanhou por anos se desfaz, a primeira sensação que surge quase sempre é a de ausência.
Um silêncio estranho.
Um espaço que antes estava ocupado e agora parece vazio.

Chamamos isso de solidão.
Mas, na maioria das vezes, não é.

Durante muito tempo, esse espaço não era ocupado por amor, paz ou leveza. Ele era ocupado por conflito, por inconformidade, por tensões silenciosas que exigiam energia constante para serem sustentadas.
Mesmo quando tudo parecia “funcionar”, havia um custo interno. Um esforço invisível para se adaptar, tolerar, justificar, suportar.

O ser humano se acostuma até ao que dói.
O corpo, a mente e o sistema emocional aprendem a conviver com o desconforto como se ele fosse parte da paisagem. Com o tempo, o conflito deixa de ser percebido como algo estranho e passa a ser apenas “o normal”.

Quando esse conflito é retirado — quando há um rompimento, uma decisão firme, um limite respeitado — o espaço que ele ocupava se esvazia de repente.
E esse vazio assusta.

Não porque algo bom foi perdido, mas porque algo pesado foi retirado.

A mente, ainda habituada ao ruído, interpreta o silêncio como falta.
O corpo, acostumado à tensão, estranha a ausência dela.
E o coração, desacostumado à calma, pergunta: “o que está faltando?”

Na verdade, nada está faltando.
O que está acontecendo é uma reorganização interna.

Esse espaço aberto não é um buraco.
É um território em limpeza.

É o novo eu se acomodando, recalibrando, reaprendendo a existir sem precisar se defender o tempo todo. É o sistema emocional entendendo que já não precisa permanecer em alerta. É a vida interna se ajustando a um estado mais coerente com quem a pessoa se tornou.

Por isso, esse momento não pede pressa.
Não pede substituições rápidas.
Não pede preenchimentos artificiais.

Ele pede presença.

Com o tempo, aquilo que parecia vazio começa a revelar sua verdadeira natureza: espaço fértil.
Espaço para vínculos mais saudáveis.
Para experiências mais alinhadas.
Para uma paz que não depende de comparação, validação ou resistência.

O silêncio deixa de incomodar.
A ausência deixa de doer.
E o espaço passa a ser percebido como aquilo que sempre foi:
um lugar limpo, pronto para receber apenas o que soma.

Não é solidão.
É libertação em fase de acomodação.

E isso, embora desconcerte no início, é um dos sinais mais claros de crescimento emocional real.

Não há nada mais solitário que uma grande multidão.

⁠"Quando o louvor ocupa a maior parte do tempo em uma igreja, acontece um fenômeno estranho. Isto é, à igreja em vez de produzir crentes sedentos pela palavra, produz simpatizantes da fé querendo cantar."