Nunca Diga que Ama uma Pessoa
Cuidar de si não é um luxo, é uma necessidade.
Seu corpo e mente precisam de carinho para florescer.
Quando foi a última vez que você deu um tempo só para você?
No casal, cada um tem sua história e suas formas de se comunicar. O silêncio pode ser uma forma de cuidar – basta saber ouvir o que ele transmite.
O som da voz doce e suave de uma garotinha ecoava pela rua deserta. A menininha pulava de cá para lá, de um lado para o outro, parecia que sua energia não tinha fim. A correria, a gritaria, a diversão encontrada foi a festa para aquela garotinha. Possivelmente de três ou quatro anos, cabelos vermelhos como brasa em chamas destacava a figura da criança que brincava alegremente. Vestidinho azul-claro, pouco amarrotado na frente e manchado atrás, orbes negros, reluzentes ao brilho do que ela sentia no momento... paz e alegria.
Do outro lado do bairro, em uma das mansões encontradas em uma das ruas mais movimentadas da cidade, um garotinho brincava com seu carrinho minúsculo, vermelhinho, de quatro rodas completas. Tinha acabado de começar a brincar. Quando uma morena de orbes negros aparece na porta blindada de vidro, aparentava ter uns vinte anos.
- Está na hora de ir para a escola. Venha se arrumar. - anuncia a mulher e carrega o garotinho junto dela.
Ás vezes, devemos apreciar as melhores coisas de nossas vidas. Por mais que sejam um mínimo detalhe, ou a diferença do tempo da infância...
E no silêncio das tuas dúvidas, eu vi
Uma alma forte tentando existir - Frase da música O Que Escolhemos Ser do dj gato amarelo
Amor não se explicar você sente, sente os corações batendo em uma velocidade mais rápida que a luz, sente uma atração mais forte que a gravidade. Amar é simples, mais tão complicado que chega a ser incrível
Os seus cabelos brilham como uma cachoeira em plena lua cheia, o seu olhar reflete o brilho das estrelas, sua boca é mais doce do que o néctar dos deuses, seu cheiro é como uma pétala de jasmim, ela é delicada como um rosa e sua beleza é incomparável
Hoje uma estranha calma está em mim...Me sinto segura e um tanto felina...Acabou a pressa, tenho somente o desejo da espera...Observo como a loba espreitando sua presa...Sigo com olhares ...Pra enfeitiçar ...E sei que enfeitiço...Os encantos de uma feiticeira pronta e perfeita...Sei vai ser difícil sair da minha teia ...Por isso aviso ,se não quer ficar nem chegue perto...Se não quer se apaixonar ...Não viaje sob meu céu...Foge ...Mais foge rápido...
Não sei pegar de leve ...Eu me esparramo ... Eu inundo...Eu devoro..
Foi uma promessa
Não iria mais amar
O acaso me trouxe
Um novo momento
Voltei a acreditar
No amor...
No que nao posso ver
Mas tive medo
De novamente
ter meu coracao ferido
Tive alma machucada
E fugir foi a saída
Um dia você chegou
E delicadamente
Foi me curando
Me enchendo de paz
Quase te deixei partir ...
Por estar despedaçada
Voce me juntou ...
Tomou conta de mim
Tua luz foi tao forte
Acendeu meu sorriso
Escreveu em mim
O poema mais bonito
Me mostrou
O amor mais lindo
Que eu conheci
Meu doce anjo
Por você me ponho
a contar estrelas
Vejo meu mundo
Agora mais bonito
Eu te amo ...Seu amor
Me salvou de mim...
Não quero a face perfeita das certezas...
Não quero morrer de Amor quando vivo pela doçura de uma paixão...
Sem saber por que
Demétrio Sena - Magé
Jamais fiz uma festa por sair ileso,
quando algum infortúnio colheu outras vidas;
nem sorri entre os ferros do meu egoísmo
sem olhar pras feridas em ferros torcidos...
Não me presto a louvores ou ações de graças
com estrondos e gestos de felicidade,
se restaram desgraças da sorte que tive;
alguém chora saudade precoce de alguém...
Gratidão egoísta se tem em segredo;
um enredo em que outros amargaram fim
dói até nesse alívio por isso incompleto...
Nunca pus minhas mãos pareadas pro céu,
por alguém que se foi onde fui sorteado
pra ficar mais um pouco sem saber por que...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Presságio
O ar anda diferente.
Como antes de uma tempestade
que ninguém vê,
mas todos sentem nos ossos.
As notícias repetem palavras antigas
com vozes novas:
fronteiras, poder, ameaça.
Mapas voltam a ser feridas abertas.
O futuro é anunciado
em tom de alerta meteorológico.
Há países que aprendem
a viver sob nuvens permanentes.
Outros fingem céu azul
enquanto o horizonte se fecha.
O mundo inteiro parece
prender a respiração
ao mesmo tempo.
Eu sigo intacta por fora.
Cumpro horários,
respondo com educação,
rio quando esperam que eu ria.
Nada em mim denuncia
o leve desalinhamento das coisas.
Mas há algo invisível
que atravessa esta época,
uma frequência baixa,
um murmúrio entre continentes.
Não é medo apenas.
Não é esperança.
É uma vigília.
Enquanto líderes brincam
com fósforos históricos
e negam o calor crescente do planeta,
as florestas continuam ardendo em silêncio, os mares sobem sem alarde,
e a ciência fala como quem reza
num templo esvaziado.
Ainda assim,
há uma ordem secreta sustentando tudo.
Algo que não se nomeia.
Não se expõe.
Não se vive.
Como certas estrelas
que já morreram,
mas cuja luz
ainda nos alcança.
Talvez seja isso
que mantém o mundo girando
mesmo à beira do abismo:
as forças que não entram nos discursos,
os vínculos que não pedem existência,
as histórias que nunca aconteceram
e, ainda assim,
alteraram a matéria do tempo.
Se a guerra vier,
dirão que foi inevitável.
Se não vier,
dirão que foi sorte.
Mas ninguém saberá
das pequenas contenções invisíveis
que impediram o colapso completo.
Eu observo.
Espero.
Continuo acreditando
no que não deixa rastros.
Porque em épocas assim,
quando tudo ameaça ruir,
o verdadeiro ato de resistência
é permanecer humana
sem anunciar por quê.
A Receita
Tome uma colher de chá
de rotina matinal.
Adicione o ruído
de uma torneira pingando
no exato ritmo
do relógio da cozinha.
Deixe repousar
até que o tempo
pareça normal
outra vez.
Não mexa com colher.
Use só o silêncio
entre dois passos
no corredor vazio.
Se sentir gosto de ausência,
não descarte.
É sinal de que está funcionando.
Sirva frio,
sem nome,
sem data,
sem destinatário.
Consuma aos poucos,
durante anos,
até que o vazio
não precise mais
ser preenchido,
só atravessado.
Por uma fresta, um fio de neblina, dançava como a seda mais fina. Lá dentro, um coro baixo que eu ouvia: eram gritos calados ou só melancolia?
Recém-chegada a este corredor, minha mão curiosa bateu, sem temor. Então, um toque, um afeto gentil no meu ombro, neste outono de abril.
Uma música clássica enchia o lugar, não era terror, era só um bailar. E eu caminhei pelas salas vazias deste lar de esquecidas alegrias.
Quem me tocara com mão tão serena? Era o meu outro eu, que me livra da pena. Mas não havia porta, nem música, nem mão... Só o eco dançando da imaginação, no palco sem luz do meu próprio roteiro, assinado por um nome estrangeiro: Esquizofrenia.
Pela varanda o garoto enxergava o mundo
Parou por um instante, percebeu uma velha cadeira branca
O sol a aquecia, e ele, tonto, pensou por que precisava estar ali
No mesmo instante, um pássaro belo pousou na varanda
E de repente voou, então relembrou que ali se sentavam amigos
Amigos como pássaros voam, e os resquícios que ficam são a beleza
que o pássaro deixou, mas que o menino não esqueceu.
Um menino andava pelo quintal, em rápido pressentimento ao olhar para trás.
Imaginou sentir uma presença: era uma raposa.
Raposa com olhos fixados, toca em poça de lama marcando o caminho traiçoeiro.
O menino, paralisado não pelo medo, mas pela beleza da raposa, segue o caminho.
Ecoa um grito, depois um tiro, era o revólver que o menino segurava.
A raposa o removeu de sua mão e, ao remover, deu cor à sua pelagem branca, pois a raposa era albina.
O menino grita, pois a lua chegou, e desconhecia a morte.
O menino que andava, agora corria para sua casa, enquanto a raposa branca se sentia vermelha, como a raposa mãe que lhe trouxe o mundo.
Um menino, enquanto brinca na sala, ouve a porta abrir, sua mãe chega.
Com a mãe uma cesta, o menino ao olhar a cesta, percebe-a vazia.
Estranho, olha ao alto e no alto contém uma teia, uma teia de aranha, que incomum desloca o seu sentido.
Sua mãe chama: "Filho, por que te espantas?".
Ele diz: "É uma teia, essa teia é vazia igual à cesta".
A mãe, pensativa, lembra que ele... que um dia aquilo foi ela e sua mãe.
O menino fala: "Essa cesta é vazia porque precisamos enchê-la para levar para alguém".
A mãe, atônita, percebe o incomum, nunca falou isso em voz alta, e abraça o menino.
