Nunca Diga que Ama uma Pessoa
Saudade não é apenas lembrar. É sentir o vazio de algo que já foi, mas que nunca mais será igual. É o eco de um momento que ficou no passado, mas que ainda bate no presente. Saudade dói porque nos lembra que o tempo não volta, que as pessoas mudam e que o que um dia foi, nunca será da mesma forma outra vez.
Tem gente que viaja o mundo, mas nunca se aventura dentro de si. Tem gente que conhece todos os países, mas nunca explorou os próprios sentimentos. O maior mistério não está lá fora – está dentro. Poucos têm coragem de se perder para se encontrar.
A zona de conforto é um berço que parece seguro, até que vira um caixão para os que nunca ousaram sair.
Saudade é quando alguém parte, mas nunca sai de verdade. O corpo se vai, mas os gestos ficam, os risos permanecem, os momentos insistem em visitar a memória. Há ausências que pesam mais do que presenças distraídas.
O último abraço, a última risada, a última conversa. A gente nunca sabe quando um momento se tornará uma despedida, e talvez seja isso que torne a saudade tão intensa. Ela é o rastro do que foi bonito demais para ser esquecido.
A prisão mais cruel não tem grades, tem certezas. Quem nunca questiona, nunca percebe as correntes que carrega.
A pior prisão não prende o corpo, prende a mente. E quem nunca percebeu os muros ao redor, jamais tentará escapar.
O ingrato nunca enxerga o que tem, apenas o que acha que lhe falta. Por isso, não importa o quanto receba, sempre se sentirá pobre.
A incerteza nunca foi o verdadeiro obstáculo. O que nos paralisa é o medo de descobrir que poderíamos ter vencido, mas escolhemos não tentar.
Nunca estivemos tão conectados e tão solitários. Presos a telas, perdemos o que acontece fora delas. O problema nunca foi a tecnologia, mas o que escolhemos fazer com ela.
Às vezes me perco nos meus próprios pensamentos. Penso em relações que nunca vivi, em amizades que nunca fiz, em pessoas que nunca vou conhecer. Penso até naquela moça com quem troquei olhares e poucos diálogos, mas que nunca conheci de verdade.
Eu beijei a lua um milhão de vezes e nunca deixei a terra sob meus pés. Seu sorriso sempre foi o motivo da minha perdição e nossos jogos sedutores me fazem sonhar, eu admito. Afastei-me da distância exata me perdendo em números irreais.Criei fórmulas sem nexo só para poder divagar nas minhas segundas, terceiras e quartas intenções. Senti o labirinto da sua boca roçando meu rosto e nos cantos de um beijo busquei o centro do seu sabor. Sentei aos pés de uma árvore e provei o mel que se rendia diante da surpresa da sua companhia! E a voz me dizia sempre pra pular, fechar os olhos e voar!
Num dia quente de sol, eu vi nevar no verão e senti a cura da doença que nunca tive. Do chão eu pude ver o mundo como se estivesse na montanha mais alta. Bebi a água da fonte mais pura e me entreguei aos pensamentos soltos,perdendo-me dentro do meu próprio desejo. Todos meus instintos voltam e eu sei que os seus vieram também. Logo vão arder, misturando-se com o medo e a vontade de ver tudo acontecendo outra vez!
Há quem se arvore a comemorar o sucesso em pequenas batalhas, sem nunca se lançar aos grandes desafios. A pequenez nem sempre incomoda
Autoafirme-se capaz, e assim será capaz enquanto durar a sua força e determinação. Quem nunca desiste sempre vence, pois o vencer, em essência, é mesmo esse forte desejo de continuar lutando
A credibilidade que conquistamos quase nunca percebemos, e a credibilidade que perdemos, quase sempre será a nossa ruína
