Nunca Diga que Ama uma Pessoa
"A paz começa no momento em que você escolhe não permitir que outra pessoa ou evento controle suas emoções."
Há corações verdadeiros e firmes que se levantam para proteger os inocentes, impedindo que pessoas boas sofram com as injustiças alheias.
O deserto não é para qualquer pessoa, porque o deserto e o casulo de contenção.!
Sonia Solange da da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
Haters na verdade são os nossos maiores fãs, porque se a pessoa diz que "não gosta", mas ainda assim, te segue e comenta, é porque ela, inconscientemente, está determinada a ser notada por você.
Cada pessoa tem verdades e traumas! Não julgue atitudes e comportamentos, ninguém sabe o que influenciou isso!
Seja aquele tipo de pessoa que anda com um potinho de açúcar no bolso, mesmo que te achem adocicado demais.
Eu sei que sozinho não posso consertar o mundo, mas posso ser aquela pessoa que sai por aí tentando.
Se você for daquele tipo de pessoa que posta jatinho na internet, com certeza a sua fila de amigos será bem longa.
Eu não me apaixonei apenas por quem você é hoje. Eu também me apeguei à pessoa que eu ainda enxergava em você.
Perder a confiança na única pessoa em quem se acreditou não é um rompimento comum. É um luto sem funeral, sem flores, sem testemunhas. Algo morre em silêncio e continua andando dentro de você por dias, às vezes anos. Não é a pessoa que se perde primeiro. É o chão. É a linguagem secreta que existia entre dois corpos. É a ideia de abrigo.
Há uma violência específica nisso: descobrir que o lugar onde você descansava também sabia ferir. Não por descuido, mas por escolha. A confiança, quando cai, não faz barulho. Ela se desfaz como vidro moído no peito. Tudo continua igual por fora. O mundo segue. Mas por dentro algo se reorganiza em estado de alerta permanente. O coração aprende uma nova gramática: amar sem fechar os olhos nunca mais.
O mais cruel não é a quebra. É o depois. É perceber que você ainda ama alguém que já não existe do mesmo jeito. Que a pessoa segue ali, com o mesmo rosto, a mesma voz, os mesmos gestos, mas o pacto invisível foi rompido. E pactos invisíveis, quando quebrados, não se refazem. Podem até ser substituídos por acordos mais frios, mais técnicos, mais seguros. Mas jamais por inocência.
Esse luto não pede vingança. Pede digestão. É um luto adulto, sem espetáculo. Você não chora alto. Você afina. Fica mais silencioso, mais seletivo, mais atento. Aprende que confiança não se concede, se constrói em camadas. Aprende também que quem te traiu não levou apenas algo de você. Levou uma versão tua que não volta mais. E talvez isso seja o que mais dói.
Anaïs Nin diria que crescer dói porque exige abandonar fantasias íntimas. Eu acrescento: perder a confiança em quem era casa é perceber que até os lares podem ruir por dentro antes de cair por fora. E ainda assim, seguimos. Não por força. Por lucidez. Porque viver sem confiar em ninguém é impossível, mas confiar como antes seria uma forma elegante de se abandonar.
No fim, não resta ódio. Resta uma espécie de luto lúcido, quase nobre. A tristeza de quem amou com coragem e pagou o preço. A dignidade de quem não se fecha, mas passa a escolher melhor onde pousa o coração. Porque confiar de novo não é repetir. É reaprender. E isso, apesar de tudo, ainda é uma forma de esperança.
Na Mesma Sintonia
Gostoso é quando você quer alguém
e descobre que essa pessoa também quer você —
e, para sua surpresa,
quer ainda mais do que você imaginava.
É quando aquele olhar que você achava ser apenas seu
carrega, do outro lado, a mesma vontade.
Quando o silêncio deixa de ser dúvida
e passa a ser uma conversa que os dois entendem.
Porque existe algo irresistível
em perceber que o desejo não nasceu sozinho.
Que enquanto você pensava nela,
ela também pensava em você.
Enquanto você imaginava,
ela também desejava.
E enquanto você tentava esconder o querer,
ela talvez estivesse fazendo exatamente o mesmo.
Quando o querer é recíproco,
a conexão ganha outra intensidade.
O que era possibilidade vira certeza,
o que era desejo vira encontro,
e aquilo que parecia perigoso demais para sentir
se torna irresistível justamente porque é sentido pelos dois.
Talvez seja isso que torne tudo tão gostoso:
não é apenas querer alguém.
É descobrir que, em algum lugar entre dois olhares,
dois desejos se encontraram
e nenhum dos dois quer mais fingir que não percebeu.
