Nunca Diga que Ama uma Pessoa

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Nas salas de aula das escolas clássicas,os alunos tornam-se uma platéia passiva e entediada

A música sempre foi uma questão de energia para mim, uma questão de combustível. Pessoas sentimentais chamam isso de inspiração, mas o que eles realmente querem dizer é combustível. Eu sempre precisei de combustível. Eu sou um sério consumidor. Em algumas noites eu ainda acredito que um carro com a agulha de gás vazia pode executar cerca de 50 milhas a mais se você tem a música certa muito alta no rádio.

Em uma fábula antiga, conta o escritor sírio
Sami Bei Caiali, como Alá (Deus) criou a mulher:

No princípio, Alá criou o mundo, o céu e a terra,
o que esta tem e o que nela existe e, por último,
criou o homem. Quando quis fazer a mulher,
viu que havia empregado no mundo todo o material
de que dispunha. Entristeceu-se o Criador e
deixou-se ficar em profunda meditação.

Quando despertou da atonia, tirou do mundo o
necessário e fez a mulher da seguinte maneira:
Tomou da lua a forma arredondada; do mar, a
profundidade; da folhagem, o fluxo e o refluxo;
das estrelas, a luminosidade; dos raios do sol,
a temperatura; do rocio, as gotas;
do vento, a variabilidade; das plantas, os
movimentos e tremores; das rosas, a cor e o
perfume; das folhas, a volubilidade; das ramas,
a ternura e os lamentos; da brisa, a delicadeza
e a doçura; do mel, o sabor; do ouro, o brilho;
do brilhante, a resistência; da víbora, a
sabedoria; do camaleão, a variação; dos olhos da
gazela, a timidez, e a vergonha do coelho; o
orgulho e arrogância do pavão; a ferocidade e a
força do leão; a traição e o engano do tempo; a
astúcia e a covardia da raposa; do papagaio, a
palraderia.
Alá juntou, então, todos esses
elementos, fez a mulher e... deu-a ao homem.

Passada uma semana, veio o homem para o Criador,
dizendo-lhe: Meu Alá! A mulher que me deste
envenenou minha vida e minha existência; fala sem
cessar; chora sem motivo; é débil e delgada; seus
pedidos não tem fim; protesta pela menor coisa;
sente dor por tudo. Leve-a, livra-me dela, ó Alá.

Alá levou a mulher.

Uma semana depois, voltou o homem para o Criador,
dizendo-lhe: Ó Alá! Minha vida sem a mulher é
impossível! Com todo o mundo que me deste,
parece-me que estou no deserto. Sou desgraçado
sem a mulher. Recordo como cantava e dançava diante
de mim, como me olhava docemente, como sorria,
vendo a minha força, e ria, desvanecendo minhas
preocupações, como brincava comigo e me fazia amar
a vida, diminuia a minhas penas e dores e alegrava
meus sonhos! Devolve-ma, ó Alá!

E Alá devolveu a mulher ao homem.

Depois de três dias, o homem voltou para o Criador,
chorando e suplicando: Meu Alá, ela não compreende
meus sentimentos; estou certo de que a mulher me
martiriza mais do que me tranquiliza e alegra.

Alá enfadou-se e disse:

"Leva a mulher e não voltes mais!"

Gritou o homem:

"Mas não posso viver com ela!"

"Não podes viver sem ela, tampouco", respondeu o Criador.

E o homem levou a mulher, chorando sua má sorte e
repetindo: Que desgraçado que sou! Não posso viver com
a mulher, e não posso viver sem ela!

Uassalam!

Do livro Poetas e Califas de Mussa Kuraiem

O silêncio pelo menos uma vez ao dia é
importante para a investigação da intuição
de vosso Divino Eu.

Sou uma estrada, sem muitas promessas, mas com grandes descobertas.

Cada dia um problema
Cada problema uma ilusão
O problema da minha vida
É conquistar seu coração.

profanar sua alma inocente é uma questão de tempo,
entre um mundo profano sois a pureza perdida.

O problema de se namorar é deixar de ter piada ir a discotecas. Ter uma relação séria acaba com a nossa vida noturna.

(...) uma das principais características da existência humana está na capacidade de elevar acima de suas condições, de crescer para além delas. O ser humano é capaz de mudar o mundo para melhor se possível, e de mudar a si mesmo para melhor se necessário.

Jesus não é uma crença, é uma presença.

Todos os homens deveriam ter como primeira amante uma mulher infeliz, elas são mais sinceras e ardentes.

Uma pipa no céu...
A vida exige leveza, assim como a viagem. A estrada fica mais bonita quando podemos olhá-la sem o peso de malas nas mãos.

Seguir leve é desafio. Há paradas que nos motivam compras, suplementos que julgamos precisar num tempo que ainda não nos pertence, e que nem sabemos se o teremos.

Temos a pretensão de preparar o futuro. Eu tenho. Talvez você tenha também. É bom que a gente se ocupe de coisas futuras, mas tenho receio que a ocupação seja demasiada. Temo que na honesta tentativa de me projetar, eu me esqueça de ficar no hoje da vida.

Os pesos nascem desta articulação. Coisas do passado, do presente e do futuro. Tudo num tempo só.

Há uma cena que me ensina sobre tudo isso. Vejo o menino e sua pipa que não sobe ao céu. Eu o observo de longe. Ele faz de tudo. Mexe na estrutura, diminui o tamanho da rabiola, e nada. O pequeno recorte de papel colorido, preso na estrutura de alguns feixes de bambú retorcidos se recusa a conhecer as alturas.

O menino se empenha. Sabe muito bem que uma pipa só tem sentido se for feita para voar. Ele acredita no que ouviu. Alguém o ensinou o que é uma pipa, e para que serve. Ele acredita no que viu. Alguém já empinou uma pipa ao seu lado. O que ele agora precisa é repetir o gesto. Ele tenta, mas a pipa está momentaneamente impossibilitada de cumprir a função que possui.

Sem desistir do projeto, o menino continua o seu empenho. Busca soluções. Olha para os amigos que estão ao lado e pede ajuda. Aos poucos eles se juntam e realizam gestos de intervenção...

Por fim, ele tenta mais uma vez. O milagre acontece. Obedecendo ao destino dos ventos, a pipa vai se desprendendo das mãos do menino. A linha que até então estava solta vai se esticando. O que antes estava preso ao chão, aos poucos, bem aos poucos, vai ganhando a imensidão do céu.

O rosto do menino se desprende no mesmo momento em que a pipa inicia a sua subida. O sorriso nasceu, floresceu leve, sem querer futuro, sem querer passado. Sorriso de querer só o presente. As linhas nas mãos. A pipa no céu...

queria colher todas as flores
do mundo e sentir o perfume de
cada uma delas,
porque tenho certeza que
nenhuma tem o mesmo perfume
da primeira flor que foi VOCÊ

Abraça-me como uma concha...
Fresca da manhã.....
Entre os meus devaneios....
Quero sentir o vento que traz o aroma da tua pele....
Despir-te com o orvalho.....da manhã....
Entre o céu.....os mares e ondas....
Paixão feita em explosão ..
Devaneios.....
De loucos medos....
Veste o meu corpo de ti......
Sentido dos sentidos...
Dos teus braços....
Que desamarraram em mim ate a eternidade....
Onde leio-te....leio-te
E volto a ler...
Sem cansar-me.....em silêncio.!

Não espero que minha vida amorosa seja uma imitação de um daqueles filmes românticos em que no começo se luta, depois se sofre e tudo termina bem. Não... não me venham com contos de fadas. Quero o doce sabor mundano daquilo que pode não ser celestial, mas ainda assim não deixa de ser sublime. Vivamos o amor que nos é dado. Não pensemos em como poderá ser este amor que acaba de nascer... ou para onde foi o amor que enfraqueceu. Façamos nosso próprio tempo . AMEMOS.

A vontade nacional é uma dessas expressões de que os intrigantes de todos os tempos e os déspotas de todas as épocas mais amplamente abusaram. Uns viram sua expressão nos sufrágios comprados de alguns agentes do poder; outros nos votos de uma minoria interessada ou temerosa; há mesmo quem a descobriu inteiramente formulada no silêncio dos povos e pensou assim que, do fato da obediência, nascesse para eles o direito de comando.

"O desprezo não é ruím, é apenas uma forma de se defender em um mundo violento,antes a sutileza da indiferença, do que a vulgaridade da vingança."

Durante toda a minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida. É mentira: a liberdade só existe quando ele está presente. Quem se entrega totalmente, quem se sente livre, ama o máximo.
E quem ama o máximo, sente-se livre.
Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido. Espero que este tempo passe rápido, para que eu possa voltar à busca de mim mesma - encontrando um homem que me entenda, que não me faça sofrer.
Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.
Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.
Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la.
(Trecho do livro Onze Minutos)

Paulo Coelho

Nota: [Trecho do livro Onze Minutos]

Um verão no exterior, mas, quando viajar para longe de casa, é sempre bom levar uma velha amiga consigo; Pedregulhos e Café de Flore. Serena interditou a margem oeste e tornou-se a nossa musa. Enquanto isso, Blair reina na margem leste, visitando lojas e lendo os clássicos e experimentando doces feito uma Maria Antonieta moderna. Ouvimos que as histórias de Serena são quentes, e as de Blair, estão mais para um fracasso. Ela fez compras em Saint Laurent e jantou no Drouant, mas o único homem que B. teve nesse verão, está em sua tiara.

Irônico é um padre gritar no meio de uma maratona infantil: "Quem chegar por último é a mulher do padre!"