Nunca Diga que Ama uma Pessoa
Inventamos uma montanha de consumos supérfluos. Compra-se e descarta-se. Mas o que se gasta é o tempo de vida. Quando compro algo, ou você compra, não pagamos com dinheiro, pagamos com o tempo de vida que tivemos que gastar para ter aquele dinheiro. Mas tem um detalhe: tudo se compra, menos a vida. A vida se gasta. E é lamentável desperdiçar a vida para perder a liberdade.
Ser gentil com você mesmo é uma das maiores gentilezas.
Somos o que queremos ser, se você passar uma vida potencializando coisas tristes e pequenas, será triste e pequeno, tire seu sorriso da gaveta coloque-o no rosto, volte a sonhar seus projetos, pense grande, seja gigante, mereça e toque o céu.
“ VENTO
Se a gente jogar uma pedra no vento
Ele nem olha para trás”.
(trecho do livro em PDF: Meu quintal é maior do que o mundo [recurso eletrônico])
Feliz aniversário, meu amigo. Parabéns por completar mais uma volta em torno do Sol, embarcando nessa extraordinária nave que chamamos de Terra.
Desabafo: O medo silencioso de ser vista
Eu sei o que é se sentir refém de uma construção que fizeram de mim. Uma construção que, por muito tempo, me prendeu a um medo constante de ser quem eu sou, de ocupar os espaços ao meu redor. O medo de ser vista, de ser notada, e de como, ao estar em ambientes cheios, os olhares parecem pesados demais para carregar.
Sinto que, em muitos momentos, a insegurança me paralisa. É como se toda minha essência fosse transformada em algo que precisa se esconder. Tento desviar os olhares, encontrar os cantos mais discretos, aqueles onde posso me perder sem ser observada. Onde a pressão de ser vista não me sufoca.
E quem, entre nós, nunca se sentiu assim? Quem, entre nós, nunca se desconfortou com o peso de ser mulher, de ser vista e julgada? O desconforto de estar em um espaço cheio e, mesmo assim, se sentir sozinha, impotente.
Eu sei que esse medo não é só meu. Sei que há outras mulheres que também preferem a invisibilidade, que também buscam lugares silenciosos e discretos, longe dos olhares que nos desconstroem, que nos fazem sentir pequenas. Mas o que me dá esperança é saber que, ao escrever isso, estou falando em voz alta o que tantas de nós guardam. E, ao fazer isso, me permito ser verdadeira, e quem sabe, dar espaço para que outras também possam se permitir.
O que quero agora não é mais me esconder. O que busco é entender esse medo, aceitar que ele existe e, aos poucos, me fortalecer para que ele não me defina mais. E, talvez, juntas, possamos construir um espaço onde todas nós possamos ser vistas sem medo, sem julgamentos, sem a pressão de sermos algo que não somos. O mundo precisa entender que ser mulher, com todas as nossas complexidades e inseguranças, é, sim, uma força.
Morri E ninguém percebeu.
Não foi uma vez só, foram várias, em silêncios que ninguém percebeu.
Morrer, às vezes, é apenas calar por dentro, deixar que pedaços se apaguem em meio ao barulho do mundo.
Escrevo porque ainda me resta esse fio, essa voz que insiste em existir, mesmo quando o corpo pede descanso e a alma se retrai.
Escrevo para me deixar — pedaços de mim, sementes de memória, rastros do que fui e do que sou.
Escrevo porque sei que, um dia, talvez eu suma de vez, e não quero que o nada seja a única herança do meu existir.
Que as palavras fiquem como quem acende uma vela na escuridão: não para espantar a morte, mas para que a vida ainda seja lembrada em sua delicadeza e em sua dor.
Cada música carrega uma história, uma mensagem, mil interpretações.
Carrega emoções, desperta recordações e toca os sentidos de cada um de maneira única.
Há, lucidez em uma depressão?
Há, sim — e é uma lucidez que machuca.
Há lucidez em uma depressão porque a gente enxerga tudo com uma nitidez cruel: o peso dos dias, o cansaço na alma, a falta que ninguém vê. É como se o mundo inteiro gritasse e, ainda assim, só você escutasse o silêncio.
A depressão não é falta de clareza; às vezes, é excesso. É perceber demais, sentir demais, carregar demais. E isso não te faz menos capaz — apenas mais humana.
Uma mente acelerada que não para e precisa de pausas, cansada ao extremo e ainda assim ativa, é um corpo em alerta e uma alma gritando por descanso. É o peso de viver no limite, tentando funcionar quando tudo dentro pede para desacelerar. É sobre sobreviver ao próprio turbilhão, enquanto o mundo cobra que você esteja sempre bem.
Prefiro compartilhar uma vida com você a enfrentar todas as eras deste mundo sozinha.
Pensávamos que era só chegar ao governo e construir uma sociedade mais justa. Descobrimos que isso é impossível. A verdadeira transformação política deve acontecer de baixo para cima, com a democracia.
Tento ser uma mulher, mas sou uma menina. Tento ser simples, mas sou complicada. Tento ser resolvida, mas sou mal resolvida. Tento sentir dor, mas não consigo. Tento sorrir, mas também não quero. Tento ser o que eu não sou, não sou feliz completamente mas também não sou triste intensamente. Sobrevivo contando os dias, mas odeio o relógio. Sou confusa. Guardo nossa história em uma caixa de madeira, com um cadeado rosa que há impressão que lá, ela estará segura, bom, pelo menos, por enquanto.
Era uma vez o Amor
Das belas cartas escritas
Das poesias dos antigos poetas,dos românticos de um tempo distante,esquecidos nos livros que um dia,
Folheados por certos amantes
O amor virou lenda
Histórias de um conto infantil
As cartas,as flores,poemas
De um passado que um dia existiu
Mentira é uma rua de mão única, voltar atrás é contra as leis, e se você insistir, pode até acabar levando uma multa.
