Nunca Diga que Ama uma Pessoa

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Não cabe agravo contra quem nunca apresentou proposta.

⁠Um dos caminhos à sabedoria encontra-se na prática de ouvir o próximo verdadeiramente. Nunca julgar... isso nunca, pois cria-se muros e não pontes... Ouvir verdadeiramente também é capaz de criar laços de amizade indestrutíveis.

O LUGAR DA TRANSGRESSÃO

Encontrei um sapo cochilando dentro de
Minha botina. Nunca me meti em botina
De sapo. Que liberdades são essas?

O amor verdadeiro nunca desaparece, apenas aprende a sobreviver na forma mais dolorosa da eternidade: a lembrança.

O problema nunca foi a festa. Foi o fato de que, quando dói entre nós, você prefere pertencer a um lugar onde eu não faço falta.

Às vezes sinto saudade de versões minhas que nunca chegaram a existir

Pensas em mim

Eu me pergunto se pensas em mim,
Eu, que nunca te esqueci.
Lembro-me do teu olhar arguto
Investido sobre mim.
Teus olhos roubaram meus pensamentos,
E com teus encantos, tornastes dona de mim.
Ofereci-lhe o meu coração,
Levaste a minha alma.
E agora, que tu vives sem mim,
Como fico eu? Eu que não vivo ti.
Eu me pergunto quem será como você?
Encantadora... formosa... bela...
Quem possui olhos como os teus?
Dona de um olhar sublime e arrebatador de coração.
Em quem encontro teus cabelos?
Lindos fios dourados como mel... sedosos e leves flutuando no ar.
Quem terá belos lábios como os teus?
Que mais parecem deleitosos favos de mel...
Em quem encontro teu sorriso?
Sedutor e carismático, capaz de envolver e subjugar minha alma carente.
Nego aceitar a resposta,
Faz-se em pranto a minha alma
Que conhece a resposta.
Não há outa... não há ninguém.
Ninguém a quem o Criador tenha dedicado tamanha perfeição.

Edney Valentim Araújo

Nunca fui perfeita e nunca pedi pra ser, apenas tento ser melhor do que fui ontem!
Nessa vida alguns me decepcionaram, mas também já decepcionei alguém!
Algumas vezes tentaram e até conseguiram me derrubar, mas também já caí sozinha!
Tive amigos que pensei que seriam inseparáveis e hoje nem sei onde estão, mas também tive conhecidos que se fizeram presentes e hoje são tudo pra mim!
Fugi muitas vezes de sentimentos que sabia que não me fariam bem, mas também não consegui não ter raiva de uma situação!
Sou simples, sou meiga, mas já fui testada e tirada do sério, virando onça, falando tudo o que me veio a cabeça! As pessoas esquecem que tudo tem um limite, ninguém é de ferro!
Muitas vezes nós os sinceros somos taxados como grosseiros, o que significa que muitos não estão preparados pra ouvir a verdade; Sabe como é né? ILusão dói menos!
Mesmo com todas as minhas imperfeições sou capaz de amar meu inimigo e até me sensibilizar com as suas dores, pois sei que quando alguém julga com rispidez e até com intolerância, significa que essa pessoa precisa muito mais de ajuda e atenção, por que somente batemos de frente com quem nós nos assemelhamos. É o medo que o outro tem de consigamos fazer melhor do que ele. Ninguém é melhor do que ninguém! Todos temos nosso valor!
E eu? Sou o que sou, não o que querem que eu seja. Sou uma errada tentando acertar e assim como todos os diferentes iguais, preciso de compreensão!

Depois que voastes como um albatroz nunca mais ousei olhar para o céu.

Do pior ou do melhor momento já bebi água da fonte,


Arremessem suas pedras aqueles que nunca sentiram o doce e o amargo da vida e mesmo assim são escravos das mesmas fontes.

A Geografia dos Que Não Sabem Viver


Nunca aprendi a viver.


Talvez ninguém tenha aprendido.


Talvez chamemos de existência
a longa repetição de gestos
que fazemos antes de descobrir
que não levam a lugar algum.


Nasci tarde demais para a esperança
e cedo demais para o esquecimento.


Desde então,
habito uma espécie de intervalo.


Não pertenço às ruas,
mas também não pertenço ao silêncio.


Sou hóspede de lugares
que desaparecem quando alguém acende a luz.


É ali que resido:


entre o eco de uma voz
e a voz que já não existe,
entre a sombra de um corpo
e o corpo que partiu,
entre aquilo que desejei
e aquilo que tive medo de desejar.


Há uma crueldade particular
em continuar vivo
quando já não se espera nada da vida.


A esperança, quando envelhece,
não se transforma necessariamente em desespero.


Às vezes transforma-se em hábito.


E há hábitos mais difíceis de matar
do que qualquer esperança.


Carrego dentro de mim
uma cidade construída sobre ruínas.


Cada rua conduz a uma ausência.


Cada janela dá para alguém
que não voltou.


Cada quarto conserva o cheiro
de uma coisa que terminou
sem jamais ter começado.


É estranho perceber
que podemos sentir saudade
daquilo que nunca tivemos.


Talvez seja essa
a forma mais pura da melancolia:


sentir falta
de uma vida que nunca nos pertenceu.


Meus desejos também envelheceram.


Já não gritam.


Já não imploram.


Permanecem no fundo de mim
como moedas enferrujadas
no bolso de um homem morto.


Ainda posso tocá-los.


Ainda posso senti-los.


Mas já não consigo gastá-los.


Desejo o amor
como um condenado deseja a liberdade:


não porque saiba o que faria com ela,
mas porque precisa acreditar
que existe uma porta.


E talvez não exista.


Talvez todas as portas sejam apenas
formas arquitetónicas da nossa ilusão.


Talvez a liberdade seja
o nome elegante que damos
ao intervalo entre duas prisões.


Por isso permaneço.


Não por coragem.


Não por fé.


Permaneço porque até o abandono
exige uma certa perseverança.


A noite me conhece pelo nome.


As sombras já não me assustam.


Elas aprenderam a conviver comigo.


Às vezes sentam-se ao meu lado
e não dizem absolutamente nada.


É a conversa mais honesta
que já tive.


Então penso:


e se a vida nunca tivesse sido feita
para ser compreendida?


E se compreender fosse apenas
mais uma maneira de destruir
o pouco mistério que nos mantém respirando?


Talvez eu não esteja perdido.


Talvez não exista lugar algum
para onde voltar.


Talvez esta sensação de estar ausente
seja a única forma de presença
que me foi concedida.


A madrugada chega.


O mundo começa novamente
a fingir que amanhã importa.


Eu permaneço diante da janela.


Lá fora, alguém ri.


Um carro desaparece na esquina.


Uma mulher fecha as cortinas.


Um homem acende um cigarro.


E por alguns segundos
tudo parece absurdamente vivo.


Então percebo uma sombra atrás de mim.


Ela não estava ali antes.


Não me viro.


Porque existe uma pergunta
que passei a vida inteira evitando:


se tudo aquilo que perdi
continua vivendo dentro de mim...


então quem, exatamente,
é que está vivendo
quando eu já não estou?

A mulher que nunca foi amada


Ela aprendeu a se vestir de silêncio,
a sorrir sem pedir colo ao mundo.
Guardou o coração como quem guarda uma carta que nunca teve endereço, e mesmo assim continuou acreditando que o amor saberia chegar.


Nos olhos, mora um pedido antigo,
desses que não fazem barulho.
Ela ama com cuidado, ama inteiro,
mas sempre por dentro,
como quem tem medo de quebrar o pouco que restou de esperança.


Um dia, alguém vai enxergar
o amor que ela sempre foi.
E quando isso acontecer,
não será sobre salvar
— será sobre reconhecer
que até quem nunca foi
amada sempre soube amar.

⁠Quem vive conforme as leis da natureza nunca será pobre; aquele que vive segundo as opiniões alheias nunca será rico.

"Que a minha evolução espiritual aconteça com o prazer e a alegria. Nunca, com holocaustos ou castigos."
-Obrigada Senhor!

☆ Haredita Angel

Os olhos que te viram ir...
São os mesmos olhos que nunca te verão voltar...!

"Nunca ninguém terá de mim caras, bocas e sorrisos fingidos.
Verto -me em emoções...
Sem direito nem avesso."
☆Haredita Angel

Nunca deixe ninguém duvidar da sua capacidade de se reconstruir usando justamente os pedaços que eles acharam que tinham quebrado.

Não me cabe julgar corpos, aparências ou condições. O bullying e o capacitismo nunca fizeram parte de quem eu sou. Como ser humano, escolho o respeito; educação é o valor que a gente honra

__segue em frente 🌻🍃
Não teime com o destino, o que não é para ser seu nunca lhe servirá.
Limpe a alma, a casa e esvazie principalmente o pensamento de coisas tristes.
Arrume o coração e pare de viver de remendos. Há oportunidades que só entrarão pela porta, quando você tiver coragem de fechar as janelas.


🌸🌿Gratidão🌿🌸

zelo verde.

Existem pessoas que a gente aprende a guardar sem nunca ter assinado esse compromisso. Não existe promessa, não existe cerimônia, ninguém entrega nada nas nossas mãos dizendo “agora é sua responsabilidade”. Acontece antes. Num olhar pequeno demais para entender o mundo, num par de olhos verdes que ainda não conheciam a crueldade das coisas, e de repente alguma parte da gente decide que aquilo precisa chegar inteiro até a vida adulta.

Foi assim.

Antes de saber o que era proteger alguém, eu já queria protegê-la.

Talvez porque eu tenha visto cedo demais que nem todo lugar chamado de casa sabe ser abrigo. Enquanto algumas crianças aprendiam que os adultos eram aqueles que resolviam as coisas, ali se aprendia o contrário. Aprendia-se a reconhecer o peso de uma discussão pelo jeito que o silêncio vinha depois. A perceber quando alguma coisa estava errada antes mesmo de alguém dizer. A amadurecer não porque queria, mas porque certas coisas não deixam escolha.

E ela amadureceu cedo.

Talvez cedo demais.

Carregou coisas que não deveriam caber em alguém tão nova e, ainda assim, conseguiu conservar uma das coisas mais bonitas que alguém pode conservar depois de conhecer o lado difícil da vida: a doçura.

Isso sempre me impressionou.

Porque seria fácil endurecer. Seria compreensível fechar as portas, perder a delicadeza, deixar o mundo ensinar que sentir demais é uma fraqueza. Mas não foi isso que aconteceu. Ainda existe nela esse jeito doce, essa capacidade de se importar, de amar os animais quase como se eles fossem pequenos pedaços de um mundo que ainda vale a pena, de olhar para quem ama e se entregar de verdade.

E existe esse amor pelos irmãos também.

Talvez ela nem perceba o tamanho que isso tem.

Mas eu percebo.

Eu sempre percebi.

Talvez seja por isso que exista dentro de mim esse instinto quase absurdo de proteção. Tive que aprender a ter olhos de pai sem ser pai, cuidado de mãe sem ser mãe, e aquela vigilância silenciosa de quem sabe que alguma coisa preciosa está atravessando um lugar que nem sempre é gentil.

Eu não podia impedir tudo.

Mas queria.

Queria colocar meu corpo na frente de qualquer coisa que pudesse feri-la. Queria que certas palavras nunca chegassem até ela. Queria que certas noites não existissem. Queria que ela pudesse crescer sem precisar entender tão cedo coisas que ninguém deveria precisar entender cedo.

Só que o mundo não pede licença.

E talvez uma das coisas mais difíceis de assistir seja justamente perceber que alguém que você ama possui suas próprias tempestades.

Existem altas e baixas.

Dias em que tudo parece respirar melhor e dias em que a própria cabeça parece um lugar difícil de morar. Momentos em que aquela doçura aparece com força, em que ela se ilumina pelas pequenas coisas, pelos animais, pelas pessoas que ama, pela própria vontade de continuar sendo quem é. E existem momentos em que tudo parece perder o tamanho certo, em que sentimentos chegam como ondas grandes demais e levam consigo aquilo que parecia estável.

Eu gostaria de poder estar presente em todos.

Mas não posso.

Hoje existe distância.

Goiânia está longe. A vida mudou. Cada um está vivendo seus próprios dias, carregando seus próprios problemas, e eu não consigo mais estar perto de cada silêncio estranho, cada noite difícil, cada momento em que alguma coisa parece sair do lugar.

Mas a preocupação não diminuiu.

Ela só aprendeu a viajar.

Agora ela aparece numa mensagem.

Num “saudade ga”.

Num pensamento que surge do nada no meio do dia.

Na vontade de saber como está, mesmo quando ninguém disse que havia alguma coisa errada.

Porque certas responsabilidades não obedecem a quilômetros.

E talvez seja isso que a distância tenha me ensinado: eu não preciso conseguir salvá-la de tudo para continuar cuidando.

Existem batalhas que ninguém consegue lutar pelo outro. Existem dores que não desaparecem porque alguém ama muito. Existem momentos em que tudo o que eu posso fazer é permanecer disponível, lembrar que existe um lugar para voltar, uma voz que não vai julgar, alguém que não vai transformar uma fase ruim na definição de uma pessoa inteira.

Eu não quero que ela seja reduzida às partes difíceis.

Não quero que as baixas apaguem as altas.

Porque eu conheço a pessoa que existe entre uma tempestade e outra.

Conheço a menina que gosta de animais, que ama os irmãos, que ainda consegue ser doce depois de tudo. Conheço aquela parte que sente muito, talvez até mais do que deveria, mas que justamente por isso consegue oferecer um tipo de carinho que pouca gente sabe oferecer.

E talvez seja isso que eu queira proteger de verdade.

Não uma versão perfeita.

Não uma versão sem remédios, sem crises, sem dias ruins.

Quero proteger a essência.

Aquela capacidade de amar.

Aquela delicadeza que sobreviveu ao caos.

Porque algumas pessoas passam pelo inferno e voltam diferentes.

Ela passou por coisas que poderiam ter feito dela alguém frio, mas ainda existe ternura ali.

E isso, para mim, sempre foi uma vitória.

Às vezes eu volto naquela lembrança antiga. Uma criança pequena, aqueles olhos verdes, sem saber que alguém já tinha decidido silenciosamente que ela seria cuidada.

E talvez ela nunca tenha percebido o tamanho disso.

Tudo bem.

Algumas formas de amor funcionam melhor quando não fazem barulho.

Eu não preciso estar ao lado o tempo inteiro para continuar sendo abrigo. Não preciso aparecer em todas as fases para continuar fazendo parte daquilo que permanece. Existe uma parte de mim que continua em vigília, mesmo de longe, mesmo quando estou ocupado, mesmo quando tenho meus próprios demônios batendo na porta.

Porque existe coisa que a gente não abandona só porque cresceu.

Existe coisa que a gente não deixa de guardar só porque aprendeu que não pode controlar o mundo.

E talvez esse seja o verdadeiro espírito de quem nasceu primeiro: carregar uma espécie de radar permanente para aquilo que ama. Querer enfrentar monstros que nem existem ainda. Imaginar perigos antes deles aparecerem. E, mesmo sabendo que não pode impedir todas as quedas, continuar disposto a correr quando ouvir o barulho de alguma coisa quebrando.

Eu não posso blindá-la do mundo.

Ninguém pode.

Mas posso ser uma das poucas coisas que o mundo nunca precisará ensinar a ela:

que existe amor que não depende de distância, de fase, de humor ou de circunstância.

Amor que observa de longe.

Amor que espera.

Amor que não exige nada.

Amor que sabe que existem altas e baixas, dias claros e dias em que tudo pesa, e ainda assim permanece.

Porque, no fim, proteger alguém talvez nunca tenha sido impedir que a vida a machuque.

Talvez tenha sido apenas garantir que, depois de tudo, ela ainda tenha alguém olhando para aqueles olhos verdes e enxergando muito mais do que as cicatrizes.

Enxergando a doçura.

A força.

A menina que amadureceu cedo demais.

A pessoa que ama os animais, que ama os irmãos, que sente o mundo de um jeito próprio e que, apesar de tudo, continua aqui.

E talvez seja por isso que, mesmo de tão longe, uma parte de mim ainda permaneça exatamente onde sempre esteve:

de guarda