Nunca Desconfie de Mim tenho Carater

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⁠TROVATEIA

Demétrio Sena - Magé

Eis a crença desregrada
que reza o meu coração:
não tenho prece de nada
nem pergunto que oração.

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⁠TRAUMA SOCIAL

Demétrio Sena - Magé

Tenho trauma dos rostos fugidios,
das palavras catadas nas respostas,
dos vazios nos olhos e nos lábios,
dessas costas pesadas e covardes...
Os que fogem da hora da conversa
que seria difícil por ser franca,
quem arranca desculpas pra não ter
que lidar com incômodas verdades...
É imenso meu trauma dos medrosos
quando tudo ameaça desnudar
seus intentos lodosos de mentir...
Dessa gente que foge de si mesma
e consegue amputar a consciência,
pra não ter a decência de crescer...
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VIVEIROS HUMANOS

Demétrio Sena - Magé

Tenho pena de gente que vive assombrada
e que foge de gente que não tem assombros,
vai e vem numa estrada que tem por herança
de seus ombros arcados com tantos avisos...
Tem temor do que possa lhe tirar do estreito;
dar alguma emoção que não foi permitida;
ver um jeito mais simples e livre de andar
ou ter vida mais leve sob os passos tensos...
Uma gente que ri com recato e pudor;
viciada na dor de se livrar do mal
de sentir um carinho fora dos padrões...
Que se rói de remorsos pelo encantamento,
quando sente outro vento passear no rosto,
com um cheiro de gosto que provoca sonhos...
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⁠GRINGO AMOR

Demétrio Sena - Magé

Sem você
não tenho ninho nem clã...
Eu sou um vaco sem boia;
um éguo sem cavala;
quiçá cadelo sem cã...
Se lhe perco,
acho que fico sem fala...
Sou ovelho sem carneira;
abelho sem zangã
ou um galinho sem gala...
Sem seus olhos,
decerto minha'lma migra...
E viro cabro sem boda;
um leoo sem leã;
talvez tigreso sem tigra...
Não lhe ter
até me mata de ataque...
Acabo fêmeo sem macha;
damo sem carvalheira;
não tenho pátria e sotaque...
A mercê
deste flanco dolorido,
não quero munda nem vido...
sem você.
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⁠GRITOS

Demétrio Sena - Magé

Tenho gritos tampados no meu peito,
amarrados ao nó da minha língua,
no meu jeito sereno por disfarce
ou na íngua escondida sob o ego...
Levo gritos na caixa dos meus medos,
na sacola das minhas agonias,
entre os dedos fechados do sorriso
que pretende calar o que me dói...
Há um canto estridente na minh'alma,
uma calma que há muito enlouqueceu
sob um eu que não sabe mais quem é...
Tantos gritos ouvidos por ninguém
são apitos do trem desgovernado
nos abismos de muita solidão...
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AMAR DE NOVO

Demétrio Sena - Magé

Seu olhar me garimpa nas águas do meu;
tenho cá meus tesouros no espelho do pranto,
no silêncio das mágoas que trago bem fundo,
sob manto estendido em lembranças de amores...
Foram muitos os cortes na carne da alma;
tanto sangue talhado em esperanças vãs;
minha calma perdida na boca sem fala,
meus afãs inquietos domados em mim...
Sua voz envelopa meus traumas do tempo;
me desmonta e recolhe pra depois soltar
neste mar de memórias que tento não ter...
Só assim me descuido e permito este sonho
e me ponho de novo aos cuidados de alguém
que me cala de amor e refaz esperanças...
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DECLARAÇÃO DE AMOR

⁠Demétrio Sena - Magé

Se ainda não o fiz nem tenho mais como construir belas e reconfortantes lembranças afetivas, preciso magoar bastante quem ainda me ama... trocar em seus corações, antecipadamente, a longa dor da machucada saudade pelo breve alívio do rancor... e pela tristeza do vazio a deixar, o conforto bem resolvido e inexplicável da decepção e da mágoa. O longo ranger de dentes, farei trocar pela ira vingativa e doce de alguns dias. Ou ainda o sentimento inevitável de perda pela sensação de livramento. Será minha última declaração ou prova de amor a quem amo e por acaso também me ame: dar-lhes a última e grande chance de substituir o gosto amargo do adeus pelo impulso libertador e fugaz de "já vai tarde".
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⁠FÉ

Demétrio Sena - Magé

Tenho fé na vontade que me faz voar;
nos temores que acuam, se vejo perigo;
no luar que alumia e também me camufla
quando sigo meu rumo com certo cuidado...
Ponho fé no ateísmo que reforça os passos
ao mostrar que não tenho favor abstrato;
os espaços não guardam milagres e graças
para minhas procuras com gritos e preces...
Minha fé se baseia no ter que acordar
ou por ter acordado precisar seguir;
talvez nem conseguir, porém ter pelejado...
É a fé na não fé que me dá tanta fé
pra plantar cada pé improvável de sonho
e colher consciência do quanto plantei...

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⁠PSICANÁLISE E PSICANALHICE

Demétrio Sena - Magé

Existem as faculdades de psicanálise. Tenho informação de que no Rio de Janeiro, somente a UNIRIO tem essa formação. Mas existem os cursos para quem tem preguiça de faculdade, além da pressa de se auto intitular psicanalista, mesmo sem ser. Cursos não qualificados, que não fazem de ninguém um profissional de verdade.

A Grande maioria desses cursos está nas igrejas, onde o aluno, em vez de aprender psicanálise, vai aprender aconselhamento pastoral e direcionamentos corporativos religiosos. No fim das contas - mas todo mundo quer pagar suas contas com facilidade -, uma fraude. Fraude que tem ajudado muito malandro a se dar bem e muitos desavisados a se dar mal, comprando gato por lebre nos consultórios abertos da noite para o dia. Igualzinho à formação relâmpago nos fundos de templos religiosos.

Com base nessa realidade, aqui vai um conselho, para o caso de você desejar ser um psicanalista com formação fundamentada: vá tomar conhecimento da psicanálise verdadeira, em uma universidade. Se não quiser tomar esse conhecimento na universidade, o problema é seu. Neste caso, por sua conta e risco, vá tomar no curso!
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⁠HERÓI BANDOLEIRO

Demétrio Sena - Magé

Há um chão, mas não sinto sob o pé,
tenho ar e meus brônquios não aspiram;
nem há fé, mesmo havendo no que ter;
os instintos conspiram contra mim...
Eis o mundo, entretanto, caos e treva,
tanta vida e nenhuma em meu olhar,
porque neva em minh'alma solitária
sobre o mar onde o nada faz a onda...
Não há dor nem há gozo, e isso dói;
sou herói bandoleiro em debandada
na vertigem da própria solidão...
Levo sonhos, mas neles, pesadelos;
meus novelos tricotam mil novelas
entre as telas da minha realidade...
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Inserida por demetriosena

⁠O MERCADO ESCRAVO DA MÚSICA CONTEMPORÂNEA

Demétrio Sena - Magé

Tenho notado a vida dura de quem se lança no mercado musical nos últimos anos. É uma agenda interminável de shows; uma pressão sem fim das gravadoras, que hoje não oferecem um produto palpável para quem aprecia determinados cantores e modalidades musicais específicas. O cantor/cantora deixa seu produto na plataforma digital, para vender acessos que quase ninguém compra, porque baixar musicas de forma gratuita é muito fácil.

Resta conquistar milhões de fãs que lhe garantem dividendos por acessos digitais; e para manter esses fãs, fazer um esforço diário sobre-humano, para não sair do Imaginário popular: shows, aparições públicas, incidentes midiáticos... e a gravadora, dá sempre o mesmo suporte precário: agenda os shows, as entrevistas, apresentações quase sempre gratuitas em programas de auditório, cobra severamente os compromissos e cuida (quando o faz), dos cenários dos shows. A banda é do cantor (ou do grupo) e todas as formas imaginativas de performances públicas são por sua conta e risco. Se derem certo, todo mundo ganha. Se não derem, só o artista perde.

Montar uma gravadora própria tem custos e burocracias que só quem tem muita grana conseguirá cumprir. Além disso, é necessário ter grande conhecimento na indústria fonográfica e muita disposição para enfrentar os tubarões do meio. Nunca mais um cantor, uma cantora poderá contar com discos físicos à venda nas lojas, para receber seu percentual pela vendagem impulsionada por audições pagas nas rádios, algumas apresentações na tevê, notícias nos jornais e grandes shows esporádicos... tudo bancado pela gravadora contratante.

E nós, consumidores de música, nunca mais teremos em casa, os acervos físicos dos cantores de nossa preferência, para ouvirmos quando quisermos, se não gastarmos longas horas, nestes tempos acelerados, colhendo esses acervos na internet. E cá para nós: os admiradores da boa música nunca mais terão novos artistas musicais capazes de abduzi-los ou encantá-los com suas obras. A xepa musical é imensa e a música descartável domina o mercado.
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⁠DORES E ALÍVIOS NA SOLIDÃO REFLEXIVA

Demétrio Sena - Magé

A maior mágoa que tenho do meu pai, e que será para sempre, é por ele ter morrido sem me dar a chance de perdoá-lo por todas as atrocidades que fez comigo, meus irmãos/irmãs e, principalmente, com a nossa mãe, que acho que o perdoou antes da própria morte.

Pensei a respeito, ao assistir mais uma vez a um filme sobre a trajetória de uma dupla de cantores. Depois de muitas mágoas, idas e vindas, decepções desastrosas e até ameaças entre pai e filho, um dos cantores teve tempo de conviver bem com o seu pai, antes de perdê-lo em definitivo. O perdão foi possível, porque um se deixou ser perdoado, para que o outro se deixasse perdoar. Houve arrependimento e generosidade, além da chance do tempo, que às vezes trabalha tão lentamente. Nem sempre nos contempla com a construção ou reconstrução de um afeto.

Hoje não perdoo meu pai, por eu não tê-lo perdoado. Tenho rancor por ter continuado rancoroso. Meu pai se foi sem eu ter evoluído o bastante para conseguir quebrantá-lo e resgatar sua humanidade. Fracassei por ter sido um filho que aceitou o fracasso do pai como tal.

Castigamos a nós mesmos, com a mastigação dos nossos rancores. Nem sempre conseguimos perdoar, sublimar nem esquecer o que vivemos ou vivenciamos e nos machucou, mas remoer é o pior que temos a fazer por nós. Quando não podemos perdoar uma pessoa que deveria ter feito parte dos nossos afetos mais estreitos, mas é o alvo direto das nossas dores, perdoemos a vida, o mundo e a nós mesmos. E deixemos que a pessoa em questão descanse nas nossas memórias. Sei o que é não fazer isso e não me ponho como exemplo do meu conselho.

Seja como for, administremos nossos buracos e tentemos encontrar equilíbrio, para que os momentos de solidão reflexiva não firam insuportavelmente. Há muitas memórias boas entre o caos das ruins. A lembrança do amor de minha mãe sempre me acode nessas horas.

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Inserida por demetriosena

⁠A TORTURA DAS DATAS COMEMORATIVAS

Demétrio Sena - Magé

Tenho sérios problemas com datas comemorativas, no que tange a lembrança e também o mergulho nas ondas de felicitações. Imaginem vocês, que até do natal, que as pessoas começam a comemorar um mês antes, eu esqueço; não percebo. Quando vejo, o peru já está na mesa, já comi vinte rabanadas (o meu sentido do natal) e já estou correspondendo a um montão de abraços; inclusive de gente que passa quase o ano inteiro de cara feia comigo.

Dia desses foi o dia do amigo. Costumo abrir meu perfil em rede social pela manhã e mais um pouco à tardinha. Nesse dia, por alguma razão que já não lembro, só abri à tardinha. Havia uma enxurrada de textos sobre a data e eu não tinha preparado nada específico; publiquei o que tinha escrito no dia, que não era sobre amigos. Gosto muito de minhas amizades cibernéticas, como dos amigos de carne, ossos e alma... ah; também de pele, porque sem pele, ficam assombrosos... mas tenho problemas com escrever por encomenda... escrever sobre datas no ato delas, é como escrever por ecomenda.

Teço minhas demonstrações de afeto aos amigos, na interatividade online ou presencial diária... minhas felicitações de aniversários e algumas conversas em particular com quem tenho maior proximidade, mas por favor: não meçam minha sensibilidade ou a consideração pelo número de homenagens que faço nas datas especiais como do poeta, do escritor (como se poeta e escritor fossem diferentes), entre outras inúmeras ocasiões. Todo dia é de algo. Peço até às árvores, aos animais, à bandeira nacional que não fiquem tristes por eu não publicar a respeito nos dias específicos; nas enxurradas.

Triste, mesmo, seria não ter o natal. Amo rabanada. Tanto, que suporto as músicas natalinas e até abraços de gente que passa quase o ano inteiro de cara feia comigo. A tal ponto, que algumas vezes me arrisco a enfrentar a fiscalização e fazer umas rabanadas no dia do dentista ou da ginástica artística. Peço a todos que me perdoem pelas ausências escriturais nos dias específicos. Meu chichê é de que todo dia é dia de tudo e todos... será que cola?
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Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

Que ser é esse, que repudia sua própria espécie? Ah ser humano ainda tenho esperança que um dia você aprenderá com o amor incondicional de Jesus Cristo.

Inserida por ironpaulo

Jamais fui perfeito, pois tenho muitos defeitos.
O que me faz parecer melhor é o fato de não querer para os outros, o que não quero para mim.
Mas isso não me faz ter razão em todos os momentos, pois nem sempre sabemos o que realmente queremos.

Inserida por ironpaulo

⁠Se te Deixou e não te procura mais ou nega você para mundo, bom role para direita tenho recado para você 🫵 👉

Inserida por gregory_willian

Tenho medo de tudo que é de graça
Até das aves que se chamam Maria.

Maciel, Ádyla SP 2017

Inserida por Ladyadyforever

Andar de Passarinho

Tenho um
nariz que
enxerga lá
longe.
E tenho
olhos que
sempre cheiram
a terra molhada.
Perdoe-me não poder viajar
contigo de avião.
É que preciso andar de ônibus
para conseguir escrever
porque, enquanto o ônibus corre
as árvores passam
e o pássaro que sou eu
permanece parado em vôos...
Mas não se preocupe, eu não vou a pé.
Voou andando...

Inserida por Ladyadyforever

"não tenho exemplo de algum amor que tenha sido remotamente real, logo..como acreditar em algo que nunca vi ou tive..!!"

Inserida por PedrinaAbreu

Tenho pensado muito no Brasil, pensado ainda mais nos brasileiros. Aliás, tenho pensado muito nas pessoas, nas crianças, nos jovens, nos "combatentes" da terceira idade; Tenho refletido sobre o papel de cada um, diante de cada momento, e de cada circunstância; Tenho reparado no semblante dos que caminham, dos que apenas observam, dos que gritam, e dos que choram...

Inserida por sandronadine