Nosso Amor So Aumenta
Suave música ao fundo
Só a quietude destoa
Baixas vozes melódicas
Aguçam estranhas manias
De empurrar o mundo.
Vento cantando
Sopra feito solidão
Voz única e violão
O mundo se move
Nesta canção.
Canto teus encantos
Repetindo o intérprete
Canto-te em mim
Na minha voz falsete.
Foi-se a meia noite,
A vida, a esta hora,
É o próprio silêncio
Que a gente cala.
O pensamento é o território mais protegido do mundo, e ao mesmo tempo o mais livre. Só nós sabemos o que se passa por nossa mente. O pensamento não exige ortografia, pronúncia, sensatez. O pensamento não tem fronteiras, lógica, advogado de
defesa ou carrasco. O pensamento é zona franca, terra de ninguém, um lugar onde sempre há vaga. O pensamento é o único lugar onde ainda estamos seguros, é onde nossa loucura é permitida e onde todos os nossos atos são inocentes.
Quero colo.
Não precisa me amar.
Só precisa me querer bem...
Quero trocar carinho,
ter o afago dos braços que acolhem.
Pode ser por agora,
não precisa ser pra sempre.
Não demora não tá?
É só vir, se chegar,
nem precisa se explicar...
...Por fora ela é chata, grossa, irritante..., chega a dar raiva só em pensar..., mas, de dentro pra fora ela é colorida, cheia de vida e mais linda não ah...
Quando a mente humana bloqueia,o melhor à fazer é ficar calada. Porque, da baca pode sair só besteiras.
Notar
Já não me noto só,
vejo que volto a sorrir.
Quero sentir teu perfume
sentir teu calor,
ouvir tua voz que deve ser
suave e quente.
Tenho necessidade que
sejas presente.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Só os fortes na fé permanecem o tempo suficiente para ver suas próprias mudanças. Os fracos desistem da fé esperando as mudanças dos outros.
“Só queria que você soubesse que amo a sua companhia mais do que qualquer coisa. Mas nem sempre vou estar bem e feliz, existe momentos onde a minha alma vai se sentir incompleta, gritando por socorro e silêncio, sem vozes alheias que possam me confundir e são nesses dias que vou preferir me encontrar com minha solidão, é confuso, eu sei. Mas somente assim encontrarei respostas pra voltar a me sentir inteiro novamente.”
Bom dia 04/07
Assim como o algodão algumas pessoas só fazem volume, agora seu peso permanece idêntico a um quilo de adubo.
A gente só cai se ficar contemplando demais o que ficou pra trás. Se a gente olhar pra frente e ver onde pode chegar e admirar os lados pra saber com quem pode contar, passa a perceber qual caminho é o melhor. Não precisa ser o mais rápido e nem adianta pressa, pois tudo é ao tempo de Deus. Siga no Caminho que Ele ensinou, se apegue na Verdade que Ele deixou e sua vida será como Ele prometeu.
Tem dias que eu só queria ter um tempo pra fazer um café, me esquentar no fogão que tem perto da mesa, apreciando tudo que um bom gole de café na roça faz. Aquela fumacinha bailando ao sair do bule é uma dança bonita de se ver, leva a gente com ela e a gente sai voando pela janela também. Lá na sala, no radinho de pilha, uma velha música caipira pra gente lembrar das bonanças e sofrências da vida, dos causos da roça, da lida, dos bichos e ter no estampado dos olhos uma natureza cheinha de provas da existência de Deus. Às vezes, tudo que quero é uma cadeira de madeira, bem velha, bem pesada e um lugar na janela pra ver o tempo passar, pra ouvir o sabiá cantar lá na laranjeira, pra ouvir o ronco que o rio faz quando chega à cachoeira, pra ouvir o miado da gata faceira, fazendo das minhas pernas brincadeira e lugar de coçar. Tem dias que eu quero só isso, o estalar da madeira no velho fogão de lenha, a panela cozinhando milho verde, o biscoitinho de polvilho frito pipocando, quentinho feito pela vó. O barulho do gado no curral, do vento chacoalhando o buritizal, das galinhas tudo à toa ciscando pelo quintal, eu com meu violão, brincando, cantando e tocando mal. Isso tudo é a orquestra menos ensaiada e mais bonita do mundo todo. Nada se compara ao que eu queria agora, sossegado, mundão afora montado no meu burro, chapéu véi na cabeça, sol na moleira, cabaça cheia de água fria do rio, um ou dois tecos de rapadura e um punhado de farinha pra enfeitar o céu da boca. Deitado na sombra da mangueira, estirado na esteira, admirando o céu azulzinho e perfeitinho com que Deus me presenteia toda vez que o procuro lá em cima, lá pra riba daquelas nuvens que insistem em se desenhar, indo pra lá é pra cá, como se dissessem: Menino, vem dançar! Ah, como eu queria, que vontade que dá, inveja do gavião carcará, desejo de ser como ele, bem alto, confiante e tranquilo, saber voar!
