Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O que é a depressão nesse mundo sem visão, apenas frescura de quem não tem ambição. Como explicar uma doença que parece não ter uma razão, fica o dito pelo não dito e o doente submisso. Submetido a críticas e apontamentos, como sendo fracos e sem nenhum alento. Depressão existe sim mas só quem tem pode sentir. Angústias, medos, incapacidades, nada compreendidos pela sociedade. Resta ao depressivo se esconder, deixar de viver, para satisfazer a hipocrisia de quem faz sofrer. Condenar e criticar só leva ao mau estar, um mau tão grande que só faz pensar, deixar de existir talvez seja o caminho a seguir.
D.L
A dor as vezes é tão grande, rasga a alma faz chorar todo instante. Como navalha que corta, dilacera e não se importa. O coração sangra, verte sangue mas continua pulsante, deixa ofegante como se deixasse de bater no peito, sobe a garganta tranca o ar as vezes espanta. Sem o ar que faz o pulmão inflar, parece que enfim a morte vai chegar. Mera ilusão a ansiedade não quer matar apenas torturar. Mas até quando aguentar sem poder gritar, ecoar a dor que não quer passar. Como tratar, qual remédio tomar, se para a dor da alma não existe um curar. O desespero toma conta, o ser não se dá conta, mas a dor só aponta para o caminho que vai findar toda a afronta. Caminhos de espinhos, escuros e vazios, como o coração do ser que está ferido, acoado e reprimido, perdido no labirinto da solidão, perdeu a razão, segue sozinho por não ter mais esperança nem redenção. Pobre coração.
D.L
Num dia de chuva como hoje, um sonho. Sonho de ser, existir, renascer. Nos projetos colocados no papel uma esperança de chegar ao céu. As asas ainda curtas não permitem sair do chão, mas o coração pulsante parecia dar rasantes em rumo daquele sonho emocionante. Mas a chuva molha as asas, as lágrimas o coração, pesados não conseguem voar, resta apenas parar. Os rasantes se cessaram, o emocionante se findou, estatelado ao chão, o sonho acabou. Mas o vivido não é esquecido, vira marca, ferida, num anjo caído. A ferida escorre sangue, o líquido vital desenha o final, o céu sonhado, agora nublado, pois a chuva passou, deu as costas para o que devastou, anjo caído grita sua dor, sente que o fim chegou. O sangue marca o chão, como tinta num cordel, resta só a sombra num pedaço de papel. A morte de um anjo caído que ousou chegar ao céu.
D.L.
São três horas da manhã, procuro pelo sono, mas ele como um menino rebelde brinca de se esconder. Procuro por ele no labirinto formado dentro de mim, e no vai e vem nos caminhos tortuosos encontro um a um, o medo me diz que a noite vai ser longa, a ansiedade ri me dizendo que não vou conseguir, mais a frente a tristeza, muda, parece só contemplar minha fraqueza, mais adiante e um pouco mais ofegante a incerteza parando por um instante dizendo que por mais que eu tente não verei mais a beleza, sigo, e como um fantasma me deparo com o desânimo, esse me diz que não tenho mais pra onde ir, que o caminho chegou ao fim. A agonia me faz companhia, e só me lembra que já vai nascer o dia. O coração acelera parece mais uma cerra, rasgando o peito, trazendo a tona todos os meus defeitos, e no fim do labirinto, como por instinto a lágrima rola, olhos marejados aguardam o romper da aurora. E na brincadeira de pique esconde o sono ficou para uma outra hora.
D.L.
Precisamos mais de momentos mágicos, um conto de fada real, para que os olhos possam brilhar como as estrelas.
A vida é tão boa quanto implacável.
Com o poder da juventude, vive-se intensamente cada dia como se fosse o último;
De repente, você se depara com a meia-idade e se não estiver com a saúde em dia, em especial, a emocional, terá receio de abrir a porta para o inesperado mundo do idoso que lhe espera, e se não der atenção, a porta que se abrirá, sem pedir licença, é a do ancião, e se Deus permitir, a da velhice extrema.
Embora pareça, não é estranho.
Estranho é negar viver cada momento com a intensidade que o corpo e coração exigem e disponibilizar-se para a felicidade, em todos os momentos, antes e depois das batidas em sua porta.
Acredite.
Goncalvesdarocha
Sabedoria amiúde
Eu quero que você me ame como nunca amou outro alguém. Não quero que todas as nossas desilusões do passado nos frustrem ao ponto de sermos frios um com o outro, quero que a chama ardente do amor nos queime e que tudo pegue fogo para que possamos viver algo belo e novo. Vamos escrever uma nova e linda história, viver intensamente sem ter medo do futuro, sorrir, abraçar, viajar, beijar, fazer amor e tudo o aquilo que nos faz bem. Venha logo, não demore se entregar, pois estou aqui louco querendo te amar!
Se você quer que a sua próxima relação amorosa seja diferente da actual: ame como não amou na actual, obedeça como não obedeceu na actual, respeite como não respeitou na actual, evite os pedidos como na actual relação!
Como pode imaginar, minhas governantas exerciam pouco controle sobre mim – uma garota mimada a quem um pai viúvo permitia praticamente todos os caprichos.
Como amaldiçoo o ceticismo de que tanto me orgulhava, meu abjeto sentimento de superioridade, minha cegueira e minha obstinação (...).
Falei só pra deixar ela bravinha. Você viu como ela fica muito gata quando ela tá brava?
Noite que floresce,
teu corpo me aquece.
Estar com você
é como ver
estrelas no céu
se ascender.
Meu eu é você,
minha alegria de viver.
O sol que nasce em mim,
desejo todos os dias com você.
Amor mais lindo,
deixa eu amar você,
mesmo se as estrelas
se apagarem,
mesmo se a lua
se esconder.
Só importa o agora,
eu e você!
Noite que floresce,
sou sua com prazer.
Como alguém que é capturado e feito escravo, assim é o indivíduo que se deixa levar pelas suas emoções.
Talvez o céu e o inferno estejam no mesmo planeta e podem ser vistos como um dilema que vive na nossa cabeça.
Às vezes sentimos como se a vida não tivesse sentido porque esquecemos que nós damos sentido a nossa vida.
Tanto na história colectiva como na individual, tudo depende do desenvolvimento da consciência.
citado no livro Sonhos Lúcidos de Dylan Tucillo, Jared Zeizel e Thomas Peisel, na página 262, traduzido do inglês por Maria Neves da Cruz
