Nosso Amor como o Canto dos Passaros
(…)Se ninguém nos telefona, se ninguém vem à nossa casa, se ninguém aceita nosso jeito, parece que a gente não existe, parece que as coisas deram errado, e não deram. Sou uma pessoa bacana, forte, generosa, não devia precisar de ninguém que me aplaudisse, mas a gente precisa dos outros, precisa que eles demonstrem que nos admiram, mesmo que estejam fingindo.
Nem faço muita questão que as pessoas me conheçam a fundo. Tem gente que não merece o nosso coração aberto. Certas pessoas não precisam conhecer nossa alma. Porque elas nem vão saber o que fazer com tanta informação. Tem gente ruim no mundo, já me convenci disso. Espero que você entenda isso também. E que não sofra tanto ao constatar que nem todo mundo quer o seu bem. Algumas pessoas sentem prazer em perturbar os outros. O que ganham em troca? Não sei. E nem quero descobrir.
Seguir nosso desejo é o que nos torna livres, e o desejo é variável, mutante, inclassificável - não pode ser considerado moderno ou antigo, é o que é.
Nosso corpo esquece tanto quanto nossa alma. É talvez essa capacidade de esquecer que em muitos de nós, explica a renovação da inocência.
Agora só espero a despalavra: a palavra nascida para o canto-desde os pássaros.
A palavra sem pronúncia, ágrafa.
Quero o som que ainda não deu liga.
Quero o som gotejante das violas de cocho.
A palavra que tenha um aroma ainda cego.
Até antes do murmúrio.
Que fosse nem um risco de voz.
Que só mostrasse a cintilância dos escuros.
A palavra incapaz de ocupar o lugar de uma imagem.
O antesmente verbal: a despalavra mesmo.
Ter paz é mais do que ouvir o canto dos pássaros. É sentir a presença de Deus. Porque ter paz vai além de tudo que temos e de tudo que somos. Ter paz é Deus comigo e eu com Ele, numa interação que nada e ninguém conseguem romper. Ainda bem!
Fotografar é segurar os sentidos das emoções:
O canto dos pássaros, o cheiro das flores.
Os raios de sol, o molhado da chuva.
A terra vermelha, a areia na praia.
Primavera... A estação das cores, da diversidade das flores, do canto dos pássaros, do cheiro de dama-da-noite...
No quintal de nossa casa, colocamos água e alimento para pássaros. Com isso acabamos atraindo várias especies de aves que vão ali para saciar-se. Dessa forma somos presenteados com a beleza e maestria de seus cantos e as farras que fazem expressando a alegria daqueles momentos...
Quando a gente ouve o canto dos pássaros, dá pra sentir o quanto a inspiração dos anjos influenciam a natureza.
Se olho para essas lajes, vejo nelas gravadas as suas feições. Em cada nuvem, em cada árvore, na escuridão da noite, refletida de dia em cada objeto, por toda a parte eu vejo a tuda imagem. Nos rostos mais vulgares dos homens e mulheres, até as minhas feições me enganam com a semelhança. O mundo inteiro é uma terrível testemunha de que um dia ela realmente existiu, e eu a perdi para sempre.
Se ele te amou com todo o poder de sua alma por uma vida inteira, ele não poderia amar você tanto quanto eu em um único dia.
O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce e o início
Deixa de ser início
E vai chegando ao meio
Aí começo a pensar que nada tem fim...
Por que você traiu seu próprio coração, Cathy? Você me amava. E que direito você teve de me deixar? A pobre fantasia que você sentia por Linton? Nada que Deus ou Satanás pudessem infligir teria nos separado. Você o fez de sua própria vontade. Eu não quebrei seu coração, Cathy, você o quebrou. E o quebrando, você quebrou o meu.
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.
Eu aprendi que, para crescer como pessoa, preciso me cercar de gente mais inteligente do que eu.
Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.
