Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O que era pra ser para sempre
E quando dois destinos estão fadados ao fracasso. Como reconhecer aquilo que não se quer ver? Como nos contos de fadas, nas comédias românticas, nos romances "shakespearianos" em que duas almas se encontram, se acham no meio de tantas outras e se aproximam, pois algo de especial os une. Como acreditar que o mesmo destino que os uniu os distanciou? Como aceitar que em meio a tantas diferenças que apesar de marcantes foram deixadas de lado em nome de algo que se sentia, apresentou-se de forma tão relevante em tão pouco tempo? Ela combustível ele comburente, dois pares altamente inflamáveis que, assim como, quaisquer produtos químicos e elementos instáveis da natureza se tornaram incapazes de reverter uma reação que deu origem a um produto de gosto amargo, instável e que ao ser experimentado provocou efeitos adversos. Formou-se então um sentimento que ainda os machuca, os fere e que apesar disso é o que ainda os une. A decepção do adeus, a desilusão da mentira, o fracasso por não ter sabido reverter aquilo que deveria ter sido para sempre. E como nos dramas mais rebuscados cheios de altos e baixos onde o desfecho é em sua maioria o desencontro ou a morte daquilo que deveria permanecer vivo, se desencontraram, perderam a chance de provar não aos outros mas a si próprios que seria sim possível fazer brotar uma rosa no deserto.
Mas como você vai embora em breve, por favor, faça-me esse favor. Cuide-se. Não se machuque. Viva uma vida boa. Não se esqueça de nós.
Joia rara
De manhã ouço o canto dos pássaros
E neles não encontro o encanto da tua voz.
Vejo os lírios dos campos ao entardecer,
E não há neles formosura que se assemelha a ti.
Contemplo as estrelas ao anoitecer,
E a luz que vejo nelas não se compara ao brilho do teu o olhar.
Encantaste-me como menina,
E ganhaste meu coração como mulher.
É a mais bela pedra de safira
Que faz o meu céu mais azul,
É a joia rara adornada no meu coração.
Edney Valentim Araújo
Você não pode impedir que os pássaros da tristeza voem sobre sua cabeça, mas pode, sim, impedir que façam um ninho em seu cabelo.
Pássaros cantam após a tempestade, por que as pessoas não podem se sentir livres para se deleitar no pouco de sol que lhes resta?
(Rose Kennedy)
Hoje o sol não brilhou, os pássaros não cantaram, os risos se calaram e as lágrimas rolaram em meu rosto. Meu coração sofre em silêncio.
Eu não sei qual é o motivo dessa supervalorização da racionalidade. Os pássaros só são livres porque podem voar. A liberdade é, justamente, a incapacidade de se perceber as limitações. Nós, humanos, aprisionamo-nos em caixas de ferro, casas de cimento e mil e uma desculpas. Tornamo-nos prisioneiros de nós mesmos porque podemos racionalizar os riscos, porque sabemos calcular velocidade média quando vamos atravessar as ruas, porque sabemos que se saltarmos de um precipício iremos encontrar a solidez do chão.
Não podemos impedir que os pássaros voem sobre as nossas cabeças, mas podemos impedir que eles façam ninhos sobre elas. Assim também não podemos nos livrar de sermos tentados, mas podemos lutar para não cairmos em tentações.
O giro do tempo
Pedaços de mim que flutuam no tempo
são pássaros sem rumo e sem pouso
a buscar seus ninhos no céu da memória.
Nas voltas que esse tempo dá, buscam
encontrar aquilo que foi e já não é,
mesmo sabendo que nada mais será
igual ao que era e nunca voltará
a ser o que passou por nossas vidas,
pois não é o tempo que nos para,
somos nós que paramos no tempo.
Desse giro implacável e sem volta
brota a angústia do tempo perdido
em vãs tentativas de reencontros.
São histórias passadas de risos e vozes
que marcaram íntimas relações
que trazem ao presente o ontem,
amado ou sofrido, de toda uma vida.
Persegue-se então, o sonho impossível
que termina no mesmo instante
que percebemos o vazio do tempo.
VOAR
Passamos uma vida presos
Qual pássaros em suas gaiolas!
Medo de amar!
Medo de olhar a vida de frente!
E naquele pequeno espaço,
Cantamos nossas dores e sonhos!
Muitas vezes se abrem
As portas de nossas gaiolas
Mas permanecemos ali
Acostumados...
Encolhidos...
Nas nossas vontades e sonhos!
Não tenhamos dúvidas!
À primeira oportunidade
Devemos alçar
O vôo dos falcões!
Calmo
Confiante
Determinado
Amar sem medo!
Brincar um pouco com a vida!
Não ter medo dos rochedos!
E sobre eles
Estender nossas asas
Corajosas de falcões!
E sair em busca
De nossos sonhos!
Como o Condor...
Tentar enxergar
As pequeninas coisas à nossa volta
E saber apreciá-las!
Dando um sentido novo
À nossa vida!
Não sermos como pássaros de gaiolas,
Mas, Falcões e Condores do céu!
A cada dia existe
Uma renovação constante
E nunca um dia
Será como o outro...
Não há dores eternas!
Não há lágrimas eternas!
Não há perdas eternas!
Há sorrisos esperando-nos...
Dias de sol
O abraço dos amigos, dos filhos.
E tantos sonhos lindos!
Um amor nos espera
Para voar... voar... voar...
Porque a vida
É um recomeçar diário
De um vôo!
E gaiolas
não foram feitas
Para pássaros
Tampouco para Falcões!
Um dia a gente vai perceber que não se pode prender pássaros, nem corações; e que, estar junto, não é estar do lado, mas do lado de dentro.
As mãos que dizem adeus são pássaros que vão morrendo lentamente.
— Também gosto de pássaros.
— Por que gosta deles?
— Porque podem voar longe quando as coisas ficam difíceis.
Poderia ter a lua
Em minha mão
A estrela mais iluminada
Os pássaros cantando pra mim
Mas eu tenho um pressentimento
Que essa noite vou sonhar
Com você
E isso me acalma
Poderia ter a flor mais bela
Que nasce a cada manhã
E o sol me sorrindo
Mas eu tenho uma saudade
Que me traz a certeza
Do caminho até a luz
Da sua presença
E me mostra o futuro mais lindo
Desejo a você passaros na primavera
Para dar ao seu coração uma canção para cantar
Te desejo saude
E mais do que riqueza
Eu te desejo amor
Meu coração partido e eu concordamos
Que você e eu nunca poderiamos ficar juntos
Então com o meu melhor
O melhor de mim
Eu te deixo livre
Te desejo um abrigo na tempestade
Eum fogo pra te manter quente
E mais do que tudo
Quando a neve cair
Eu te desejo amor
