Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Poema ando triste :(
Quero que se lembre de mim não pelos ditos, mas sim como um som que não deixou imagem nem cheiro ou rastro, quero partir sem choro, deixar de mim apenas o sorriso e a alegria que tu me viste, e que digam, ele não foi fraco, que saibam que fraco foi a deixa do amor nâo entendidi como digno.
Cansei.
Frase do dia 27/05/2017
Precisamos entender perfeitamente como funciona cada ferramenta que Deus coloca no nosso dia a dia.
por de baixo da corcunda da pobre criatura à doçura e tão amável se torna ,assim como uma mentira bem contada.
Estou me sentindo como uma formiga que olhou para cima e se pergunta: porque preciso carregar 100 vezes o meu peso???? A minha vida toda eu fui formiga... Eu participei eu fui ativa, eu fiz em favor do formigueiro... Quando foi que eu fiz ou quis alguma coisa só para mim? Talvez sempre... Mas só sei pensar como formiga... "Tudo pelo bem do formigueiro"... E continuo carregando 💯 vezes mais que meu próprio peso... E agora eu quero saber em que parte da vida formiga vira borboleta???
ESPERO
Espero por ti.
Espero e não canso,
é como se fosses um brinquedo,
que todo menino quer.
A ansiedade é grande, o amor por ti,
maior ainda, se não existisses
logo eu faria algo para te tornar real.
Ou então teria te inventado para seres
o que és. Diferente.
Nada se a iguala ti.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista.
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
No meu sonho havia esse deserto.
Deserto americano sabe.
Como de filme.
Não como o do Saara.
Que também só vi nos filmes.
Mas havia esse deserto, enfim,
e eu caminhava, caminhava, e me sentia só.
Passava a noite inteira caminhando nesse sonho
e nunca chegava a lugar algum.
Mas essa não era a pior parte.
Toda vez que ventava eu precisava correr atrás de
algo para me esconder.
Uma placa, uma pedra, um esqueleto de vaca morta,
uma tampinha de garrafa.
Porque parecia que não só estava ali como também
era feito de areia.
Eu era o próprio deserto.
E toda vez que ventava forte um pouco de mim ia embora.
E eu era cada vez menos tudo que conhecia.
Até que, numa parte do sonho,
tanto de mim já tinha ido embora com o vento que
começava a doer.
O vento soprava e a pele já tinha ido embora faz tempo.
Estava só nos nervos, espirrando sangue
e sempre doía muito.
Nessa parte eu sempre acordo
e a dor fica.
(2005)
A dor da alma não se compartilha.
E não passa.
É atemporal.
Não diminui com a idade.
Vem como a mão do demônio passando pelo peito
e espremendo tudo lá dentro.
Ela te vence.
E sempre, sempre se supera.
Você acha que se conhece.
Acha que nunca mais.
Mas ela te conhece mais ainda.
Você fica velho.
Ela fica sofisticada.
Essa maldita dor da alma
nunca vai me dar paz.
Essa maldita dor da alma
sempre quer me vencer.
É como uma máquina de tatuagem
persistente e sanguinária
que a gente tenta ignorar
mas sabe que está ali.
Te rasgando.
Descaralhando sua vida.
Insistindo em te mostrar
que você não é forte.
Mas da mesma maneira que a dor da tatuagem
te deixa uma marca bonita
a dor da alma te faz saber
que você tem alma.
E isso já me faz erguer
discretamente
um pequeno sorriso no canto do lábio.
Porque enquanto essa dor desgraçada
me acompanhar
pelo menos sei
que estou vivo.
Setembro 2010 – “O Diabo Sempre Vem Pra Mais Um Drink”
É impressionante como certas pessoas se parecem com vírus. Elas entram na sua vida sem avisar e te derrubam, te deixando muito mal. Ainda bem que existe antivírus.
Não me lembro mais do seu cheiro, seu sorriso, não me lembro como era caminhar de mãos dadas contigo.
Não me lembro do sentimento que alimentava por você, da razão pela qual me apaixonei, pela qual te entreguei minha vida e me privei de muitas coisas que me faziam bem. Quem é você que divide um teto comigo, mas hoje não passa de um estranho pra mim. Por quê me abandonou assim?
Tenho uma coleção de pessoas guardadas dentro de mim, na verdade elas são como personagens.
Quando estou feliz aparece aquela eufórica que faz besteiras e fica triste deixando o palco e dando espaço para a melancólica que se destrói por dentro com lembranças ruins, mas em meio de toda confusão aparece a esperançosa que afasta as outras e brilha em meio ao palco, é aplaudida calorosamente e termina o espetáculo.
Porém ao fechar das cortinas, ao apagar das luzes, os personagens somem e restam apenas lembranças. Eu sou na verdade essas lembranças, sou resquícios que se juntam ao fim do show.
Infantil fui por muito tempo,
Mas os tombos me fizeram aprender,
Que num mundo frio e sujo como esse,
De seus atos não se pode arrepender...
Seu olhar
Negro como as sombras que transpõem pensamentos noturnos.
Tão nítido quanto harmônico.
Claro e cristalino como água pura.
Misterioso e obscuro que me fascina como uma arte milenar, tão belo quanto raro.
Sinto como se meus ossos varresse o impuro pra dentro da minha alma.
Agora os olhares estão me afundando,
Agora eu estou obscura pelas luzes,
Talvez um dia eu aprenda que a escuridão na verdade é um céu cheio de estrelas,mas que visa nos mostrar a Lua e a direção.
Pois é assim,sempre assim.
Como tudo deve ser.
E prosseguia o rapaz dizendo que à amava
Como se não ouvesse outra palavra
A moça orgulhosa já não acreditava Talvez queresse dele uma serenata
O rapaz continuava
E a moça ainda o rejeitava
Até que o rapaz já não aguentava
Ali perdeu sua amada
E nele ela jogou uma praga
O mesmo nunca mais sentirá nada
A não ser por ela, pobre autoritária
COMO EU
João! João vive como eu...
Pobre assalariado,
fincado no emprego
comida, todavia simples
desagregado da liberdade
nunca tem tempo!
Para viver em total felicidade.
João, mora como eu...
Mora em casa simples...
As vezes desmorona,
as vezes seu bairro se alaga...
João paga... Paga, esgoto,
luz, paga água...
Comida, bebida
condução e aluguel
paga tudo, nunca tem nada!
O João passa como eu...
Sempre na falta do mundo
passa por emprego, pela fome
passa por ai com esperança
passa desempregado
passa até mesmo...
A vergonha de ser homem, homem
em um país que os mandantes
são lobisomens e esses animais
tem auxilio para tudo, tudo...
Até mesmo para desviar
todo o nosso tesouro, e depositar...
Nas terras de outros homens
João morre?
Sim! Sim, o João morre como eu...
Sem dinheiro para ser enterrado,
bramura silenciosa
poucas lagrimas... Morre em
uma casa desprovido de riqueza
sobre uma cama apertada,
duas tabuas como mesa
e bocas bocejando p'ra você...
Coitado, uma pessoas tão boa!
Homem integro
um nobre ser.
Antonio Montes
