Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Naquele dia em que conversamos debaixo daquelas árvores, foi nosso último dia juntos. Depois daquele dia que fui embora, a minha alma ainda ficou conversando com a sua todos os dias debaixo daquelas árvores. Sim, nossos assuntos continuaram... Onde paramos mesmo? Ahhh, sim! Nossas almas ainda falam sobre baleias e documentários científicos.
O assunto já deve estar indo bem longe...
Eu!
Meu eu...
Do espelho ou na afirmação de um pai, nasce o nosso “eu” e no tempo se passado, entranhamos amores e cuidados, magoas e alguns recalques, e ao espelho levados, por flores abençoados, ou por dores de um passado, e naquele que nos espelha, os cristais devem então ser sagrado, e quando o espelho é quebrado, ai sim! Nos conhecemos de fato...
(Zildo De Oliveira Barros)
Os homens são obcecados com o tamanho de sua aparência, mas, nós esquecemos de que o nosso DNA tem um único dono que é Deus.
Quando experimentamos a compaixão de Jesus, estreitamos nosso relacionamento de amizade com ele. Tornamo-nos pessoas mais chegadas dele em comunhão diária.
Muito do nosso isolamento é um mecanismo de inveja. Cada um quer ser diferente do outro não para somar, mas para conseguir qualidades como Deus para ser autônomo. A competição gera tudo isso. Então é preciso conhecer a nossa postura de criação e não criador (ALMEIDA, Alcindo. A amizade da alma: Fidelidade na mentoria da vida. Rio de Janeiro: Habacuc, 2010).
Quando o nosso caminho estiver nebuloso e as nossas chances diminuídas, lembremo-nos da esperança que devemos ter sempre que é Jesus Cristo de Nazaré.
Quando não deixamos a mágoa tomar conta do nosso coração abraçamos a gratidão dentro de nós. Damos vazão à graça divina que atua em nós colocando um sentimento de tolerância para com os que nos ferem e paciência diante dos que são menos graciosos.
Precisamos aprender a silenciar o nosso coração para sermos sujeitos a Cristo. Precisamos silenciar o nosso coração para que guardemos a vida do Espírito dentro de nós.
Tudo na vida se torna secundário quando refletimos a cruz em nosso viver diário. A cruz de Jesus de Nazaré é a realidade da morte do nosso ego.
Jesus é o único que transforma o nosso coração e o torna mais parecido com o dele. Ele é o único que aproxima pecadores da Redenção pela sua cruz. Ele é o único que traz paz ao coração alfito e necessitado.
Precisamos da graça da cruz para vencer o nosso ego obeso de tanta empáfia, de tanto orgulho (Meu novo livro Redenção graciosa, p.124).
As aflições e dificuldades cooperam de alguma forma para nosso crescimento diante do Eterno Deus. Elas nos fazem voltar mais para a dependência do caráter e vontade do Deus soberano. Não é por acaso que o salmista diz: Meus problemas se transformaram em coisas melhores, porque else me forçaram a aprender no teu livro.
Quando perdemos o affectus por Deus deixamos de tê-lo em primeiro lugar no nosso coração. Quando perdemos o affectus por Deus, por vezes temos dificuldades para contemplar a providência do Eterno dentro de nós mesmos. Quando perdemos a afeição pelo Eterno deixamos de entender o significado da aliança que ele tem conosco. Daí a dificuldade será grande em entregar tudo o que somos e temos para o Eterno. Muitas coisas se tornam o centro do nosso coração.
