Nós Mesmos
Somente pela arte podemos sair de nós mesmos, saber o que enxerga outra pessoa desse universo que não é igual ao nosso, e cujas paisagens permaneceriam tão ignoradas de nós como as por acaso existentes na lua. Graças à arte, em vez de ver um mundo, o nosso, nós o vemos multiplicar-se, e dispomos de tantos mundos quantos forem os artistas originais, mais diferentes uns dos outros do que aqueles que rolam pelo infinito e que, muitos séculos depois de se haver extinto o núcleo de onde provêm, chame-se este Rembrandt ou Vermeer, ainda nos enviam seus raios especiais.
Somos andarilhos de nós mesmos a observar os tantos desencontros.
Findamos por nos encontrar, às vezes, perdidos ou até muito firmes em solos movediços.
São escolhas desesperançadas antes dos primeiros passos.
Quase nada é absoluto, sobretudo, o sofrimento e a alegria.
Na convivência com um ou com a outra... saibamos usufruir da oportunidade oferecida para sermos mais qualitativos.
Podemos desistir de tudo,
mas jamais de nós mesmos.
Não permita que alguém faça as escolhas que são só suas.
A gente não herda a sabedoria; é preciso descobri-la por nós mesmos depois de uma trajetória que ninguém pode fazer por nós, e que ninguém nos pode evitar, pois ela é uma forma de ver as coisas.
Precisamos sair de nós mesmos, estando em nós, procurar algo que nos acalme nestes dias tristes, que faça revelar na nossa alma, que somos capazes de muito mais do que imaginávamos ser, nosso limite e incondicional basta acreditar. Tenho pensado muito que nada vale mais neste momento, do que superar aquilo que nunca imaginávamos passar em nossas vidas... Difícil momento do planeta, e...que sem saber sabíamos que isto estava programado para acontecer, devemos meditar muito sobre valores, sobre quem somos,Ė assim que ele quer nós ver, sorrindo, ele sabe de todos nossos sentimentos, de todos os momentos de certeza e incerteza, sabe onde somos exemplo e onde somos pecadores, sabe corretamente a hora de tudo isto acabar, quer o nosso melhor, e confia em nós, que as lagrimas hoje derramados por tantas sofrimentos, por tantos que passam dificuldades, dores, e mortes possam ser abençoados com uma chuva de amor e luzes vindas do céu, para acalmar vossos corações, e que brevemente tudo isto seja resolvido, e o amor predomine em nosso planeta, que todos possam ser mais solidarios, mais humanos e preocupados com o proximo.
Tem dias nublados que nos recolhem ao aconchego de nós mesmos!
E olhando para dentro de nós percebemos que todas as nuvens carregadas se transformam em chuva, para lavar a terra, e assim como as lágrimas lavam a alma para que sentimentos novos brotem, e no aparecer do sol a sua luz possa mostrar, que toda limpeza é necessária, para que algo totalmente novo apareça, para reafirmar que tudo passa nesta vida !
E neste encontro comigo mesma, estou a cada dia descobrindo que minhas lágrimas me pertencem, e que somente eu mesma poderei secá-las, e que meu sorriso, ele é necessário para os que me cercam, porque eles não tem culpa do meu entristecer, cabe a mim resolve-los e dissolve-los.
E se o medo vier fazer presença nos nossos dias, reavalie cada ato seu porque é deles a culpa do seu alegrar ou seu entristecer !
"Já reparou que ficamos impacientes e zangados com nós mesmos quando queremos expressar algo e não conseguimos deixando a oportunidade passar? Isso é culpa das janelas traumáticas que aciona o gatilho da ansiedade sobre nossas ações naquele
momento."
" Estamos fugindo de nós mesmos
vivendo relacionamentos vazios e rápidos, que não deixam dúvida. Ninguém quer andar de mãos dadas, ir ao supermercado, dividir. Agora é o tempo do Fast food, tudo rápido, individual, mas cadê o romantismo, o andar sem pressa, o carinho longo e prazeroso. cadê o amor?
vivemos num tempo de consumo, a ideia é aproveitar e consumir ao máximo, trocar constantemente. A vida em si é assim, renovação sempre, então não é culpa das pessoas se naturalizarem tanto. A verdade é que ninguém quer nada mais que o próprio prazer e a soma disso gera frustração e ferida na alma. O caminho inverso ficou para trás e cada vez mais populariza o ridículo.
O amor está virando coisa do passado, nem mesmo para preservação da espécie, apenas um consumo que não se sabe onde irá parar.
Pessoas consumindo pessoas, seria por ai, o caminho para o fim da humanidade?
Não nos importamos de eliminar nossa natureza, de viver em detrimento de nós mesmos, para usufruir da obsolescência material cujo o preço custa-nos uma vida estressante ou escravizada...
O amor nos leva a descobrir os lugares mais bonitos dentro de nós mesmos.
É lá que faço questão de te guardar, meu bem.
Numa redoma.
Como meu tesouro mais valioso.
Cujo valor é incalculável.
Para te proteger de todo o mal.
Tamanha a sua grandeza.
E seu lugar será sempre aqui.
No meu coração.
Até o infinito, e além.
.
Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema.
Gálatas 1:8
A ciência busca o saber do mundo, mas é a consciência que nos revela o saber de nós mesmos. Reduzir o ser humano à matéria ou ao espírito é limitar sua complexidade. O dualismo é um eco de nossa ignorância, pois a mente e o corpo, o mundo e o eu, não são entidades separadas, mas expressões distintas de uma mesma realidade integrada.
Crescer não é fácil; é uma batalha acirrada com nós mesmos; na luta de sermos cada dia melhores e entendermos que cada adversidade e cada vitória são bagagens primordiais na viagem da nossa história.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
