Norte

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Existem almas que são feitas de prumo,
onde o caráter é a bússola e o norte.
Admiro em você esse modo, esse rumo,
de ser ternura e, ao mesmo tempo, forte.
Sua alma tem uma luz que não oscila,
sustentada por valores que o tempo não move;
é a paz de quem na verdade se aquieta e brilha,
como quem passa ileso por tudo o que chove.
Aplaudo a integridade que mora no seu gesto,
a ética mansa que o seu passo conduz.
Em um mundo de sombras, você é o manifesto
daquilo que a alma possui de mais luz.

A vida
Procura a morte
Quem tiver sorte
Pode ser forte
Mas fica sem norte

Quem escolhe com coragem escreve o próprio norte,
quem se banca de verdade não negocia a própria sorte.

A temporal...

Quando o tempo pula sem te mostrar direção ou norte
e se sentir vivo
é exatamente a única coisa sensata
dentro do caos chamado...
mente.

Inverno


Intensidade do vento do norte
Ventania envolvente
Refaz o navegar
Onde busca viver essa estação.

​A ciência explica o fato,
A filosofia a questão,
A religião dá o norte,
A poesia a emoção.
No compasso dessas quatro,
Vai batendo o coração.

Em quem eu confiarei a força bruta do meu facão ? A minha vida eu vive na seca, no calor do norte. Onde a morte é sempre rotina.

Minha vida perdeu o norte sem você. Eu entregaria tudo o que sou e o que ainda pretendo ser apenas para te ver cruzar aquela porta novamente.

A China Socialista e a Coréia do Norte, hoje sem religião, são governos estritamente militaristas da destruição, não acreditam em Deus, na possível vida em harmonia entre os seres dos diferentes lugares do planeta. Praticam uma politica exclusivista, passando por cima de todos os princípios éticos e morais de humanidade para avançarem como super potencias.

No Leste (Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico e Moxico Leste), a cultura Tchokwe sobressai pelos desenhos geométricos Sona, pela dança tchianda, pelas máscaras ritualísticas e pelo consumo de peixe de rio e bombó.

Um skinwalker é uma figura do folclore indígena norte-americano, especialmente ligada à cultura do povo Navajo. O termo vem de uma tradução aproximada de uma palavra da língua navajo que significa algo como “aquele que veste a pele”. A ideia central é a de uma pessoa que teria a capacidade de se transformar em animal, imitar vozes ou assumir formas diferentes para enganar ou assustar outras pessoas.

Na tradição navajo, porém, o assunto é tratado com bastante seriedade e até com certo silêncio. Muitos membros da comunidade evitam falar detalhadamente sobre isso, porque, dentro da cosmologia deles, o skinwalker não é apenas uma criatura de história assustadora como vemos em filmes ou na internet, mas sim alguém que teria usado práticas espirituais proibidas ou consideradas negativas. Em outras palavras, dentro desse sistema cultural, seria mais próximo de um tipo de feiticeiro que escolheu um caminho sombrio.

Agora vem a parte interessante que costuma confundir muita gente na internet. Nas redes sociais, especialmente em vídeos e fóruns de histórias de terror, o conceito foi bastante modificado. Muitas narrativas modernas descrevem skinwalkers como se fossem criaturas misteriosas do deserto, algo meio animal, meio humano, que aparece à noite, imita vozes conhecidas e causa sensação de estranheza. Só que isso já é uma mistura de várias lendas diferentes, incluindo histórias urbanas recentes.

Historicamente, na visão tradicional navajo, algumas características associadas ao skinwalker incluem:

Capacidade de se transformar em certos animais, como coiotes, lobos, corujas ou raposas.
Uso de disfarces ou peles de animais em rituais.
Ligação com práticas espirituais consideradas perigosas ou proibidas dentro da própria cultura.
A ideia de enganar ou causar medo, mas dentro de um contexto mais espiritual do que físico.

Importante dizer algo com bastante clareza. Não existe evidência científica de que skinwalkers existam como criaturas reais que mudam de forma. O que existe é tradição oral, crença cultural e histórias transmitidas por gerações. Em antropologia, isso é estudado como parte de um sistema simbólico que explica medos, comportamentos e regras sociais dentro de uma comunidade.

Outro detalhe curioso é que muitas das histórias assustadoras que circulam hoje na internet não correspondem exatamente ao que os próprios navajos contam. Muitas vezes são adaptações feitas por escritores de terror, criadores de conteúdo ou pessoas que misturaram o conceito com outras criaturas do folclore, como:

Wendigos (que vêm de tradições de outros povos indígenas do norte da América).
Lobisomens do folclore europeu.
Criaturas misteriosas de histórias modernas de internet, chamadas creepypastas.

Por isso, quando alguém pergunta “o que é um skinwalker?”, na prática existem três respostas diferentes dependendo do contexto:

Na cultura navajo tradicional: uma pessoa que teria adotado práticas espirituais proibidas e poderia se transformar em animal ou manipular aparências.
Na cultura pop e histórias de terror modernas: uma criatura misteriosa que imita vozes e aparece em áreas isoladas.
Na visão científica: um elemento do folclore e da antropologia cultural.

Muita gente também associa o tema a lugares específicos dos Estados Unidos, especialmente regiões desérticas do sudoeste, como áreas próximas ao famoso rancho conhecido como Skinwalker Ranch, que ficou popular em histórias sobre fenômenos estranhos. Esse lugar ajudou a espalhar ainda mais a lenda na internet e em programas de TV.

O propósito é o norte magnético da alma; sem ele, a riqueza é apenas acúmulo de coisas sem significado.

Destino implacável


Na busca de um norte, passos foram dados sobre o gelo e sem piedade o destino foi implacável,


Laços que se rompem, olhares perdidos na neblina, dias esquecidos nos juramentos em vão,


O uivo do lobo solitário é ouvido e a distancia a presa sente na alma o frio da sua derrota,


Vencer as quedas, a ausência e a crueldade das palavras deixadas sangrou os gritos do desespero, no entanto foi o suficiente para aquecer o abrigo forjado no silêncio,


No retorno, a jornada pela sobrevivência matou versões antigas, superou marcas e limites e apresentou na ponta da lança o reembolso do tempo.

Tal qual as folhas secas que dançam ao capricho dos ventos do norte, meus pensamentos errantes se deixam levar por um ser que jamais repousa em morada fixa.

Nem mesmo os ventos impiedosos do norte puderam me ver sucumbir. Se a calmaria me foi negada, a constância me guiou, passos firmes, às vezes vagarosos, vezes até trêmulos, mas eternamente no rumo certo.

Já perdi o norte, mas nunca perdi a fé.

​Perdido entre o silêncio dos ossos secos e o eco de almas vazias, busco no norte o caminho do vento para, enfim, ter o ímpeto de navegar contra a correnteza que tenta me levar de mim mesmo.

Norte e vínculo que não
desfazem porque é forte.


Não consegue tirar por um
minuto os teus olhos de mim.


Nas estações do ano o amor
abrigado no seu interior.


Não conhece mais regresso
porque sou o seu Universo.


Espero é o quê mais o humano,
o quê é certo, absoluto e sincero.


Sob as lanterneiras do paraíso
do inspirador inatingível desafio.


Distância do cálice do que é vão
por preservação e por direção.

Trago os Hemisférios
Sul e Norte nas origens,
Onde a Lua alcança
o zênite e onde nunca
haverá de alcançar,
O meu coração é onde
a paz sempre haverá
de florescer não importa o lugar
quanto tempo irá levar,
só sei que nunca irá parar
por onde eleger caminhar.

De ​Norte a Leste
o meu ​Meridiano é 75° E,
sei o quanto levo,
Há ​Latitudes 35°–55° N
vivas quando quero,
E ​Longitudes 50°–90° E,
e sei o que mereço,
por ter olhar não deixo
perder e não me perco.


Ancestralidade surgida
e guiada por Ursa Maior
pelas amplas estepes
dela tenho nas veias
a ampla memória,
Não permito ninguém
de qualquer maneira
[a minha História],
Ter chegado até onde
cheguei é a real glória.


Onde em cortesia sidérea
a ​Cassiopeia, ​Orion e Polaris,
dançam na Via Láctea,
Ali repousa e se inquieta,
e faz venérea porque
busca saber onde estão
as moças da Ásia Central,
porque há algo muito
além do que é desigual.


A lembrança insistente
revolveu ao passado
como chama acesa,
Daqui a pouco todos irão
dançar ao redor da fogueira,
porque dançar e cantar
é preciso quando o peito
se encontra em lamento.

Porque resistir unidos
e celebrar a chegada
da Primavera é de ordem
exclusivamente existencial,
entre memórias, festejos,
maus-tratos e incertos,
Não parar de perguntar,
é a soma dos desejos
até alguma resposta
conseguir me tranquilizar,
quando tudo irá terminar.