Norte
Deseje forte, faça-se norte... tão duro, que nem a morte, nada de sorte, construa-se tal qual a função de um poste...
O último coronel do norte/nordeste, José Sarney, se despede da política e assume arrependimento. Não pela incompetência em realizar sua tarefa perante o nosso povo e sim pela vaidade. Vai tarde!
No Norte de Minas, virou moda cidades com governos ausentes ou autistas. Governantes e assessores que sofrem de inércia (nada fazem), mudez (nada falam) e surdez (não ouvem ninguém) agudas.
A democracia norte-americana é a única que resolve pendências na base do tiro e continua democracia.
"Todo homem tem o direito de ir para o sul ou para o norte, de compor os livres versos da vida e recitá-los até a morte."
O modelo de TVs educativas norte-americanas e europeias não
serve para nós, pois eles não têm tantos problemas como São José da Tapera
e outras cidades e lugares de extrema pobreza do país.
Se houve o mar com bravura,
De norte a centro e sul.
As ondas que vêm a terra.
Sobre um manto azul.
Barqueiros de madrugada,
Pescadores de paixão.
Pescam peixes fresquinho,
Para as noites de consolada de São João.
Quem conhece esta tradição,
Das festas dos martelinhos,
Cidades enfeitadas e cheio de balões,
Oh meu Portugal, como isto é tão lindo.
Saudade
Ah, se eu fosse moinho
Sugar todo vento...
Seria eu a energia
Aquela que sopra do norte
Sendo tu o ar em movimento.
Jamaveira
Perseguiremos aquele Pôr do Sol
Tão longe de casa, estamos indo para o Norte
Me sentindo como se a beira do mundo estivesse próxima
Mas você se sentirá melhor quando acordar
Juro por Deus que irá valer a pena
Isso é mais que uma fase, amor
Apesar de parecer meio mundo distante
As coisas serão melhores na Europa
Soube que tudo prospera por lá
Seguiremos nosso sonho incansavelmente
Oração
A noite vai longa,
E sopra um vento vindo do norte, esquizofrénico.
Oro descontido, cúmplice de um amor silencioso... túrgido de significados,
De "fodidos" medos...
O de morte,
O da morte...
A noite vai longa,
Calórica nas emoções, aguçada de semântica,
Enquanto no meu palácio, quatro olhos puros me focam, que me conectam...
No Palato os "fodidos" medos...
Medo de que a luz se apague,
E que a alma se despegue,
E que eu tenha de fazer uma petição a Deus...
Para que a oração da esperança não tenda a desobedecer-me,
Não me force,
Não me tente,
Não me seduza...
PREFÁCIO
Acabou-se a fartenidade. Caminho sem norte nem Sul...trilhando o percurso da realidade.
Sou aquele que passa e não se vê, o dilema escrito que não se pode resolver...
Sou o vaso quebrado, o menino condenado, vivendo por viver...
Alma sombria, sempre incompreendido, crucificado, sem malícia alguma.
Talvez não seja a visão perfeita que alguem sonhou, que girou o mundo
e não me encontrou.
Meu Norte
Sou forte
Pertenço ao povo do norte!
Nascemos na floresta
Crescemos tomando banho de rio
e correndo atrás dos bichos
Joelhos ralados nunca foram empecilho
para acabar com tamanha euforia
Compartilhamos ruas
por onde passam nossos barcos e canoas
Num eterno deslizar sobre as águas
Colhemos frutos, comemos peixes
e pescamos sonhos
Fazemos roça, plantamos...
ah! mandioca
O que seríamos de nós sem ti
Sem extrair o tucupi e como bônus temos a goma de tapioca
Ah, e farinha nossa de todos os dias
Basta um pouco d'água para virar um delicioso chibé
E acredite, a nossa farinha vai bem até com café
Dividimos fauna, flora, crenças e lendas,
dividimos a fé.
Filha do norte
Sou o meu próprio Norte
Filha da Amazônia
E cria das lendas
que circundam a minha gente.
Cresci ouvindo muitas história
De Jurupari à Cobra Grande
Artifício dos antigos, talvez!
Freio para as crianças
Asas para imaginação.
Minha rede era a minha cama
Meu parque de diversão!
Nave que me levava
pra muito longe,
onde meus pés não tocavam o chão.
Sou viajante sem rumo
Que avistou um Belo Horizonte
E quis pousar.
Minha força vem da mãe natureza,
Das Amazonas,
Das caboclas ribeirinhas.
Nas minhas veias correm
sangue das guerreiras que,
como uma aranha em sua teia,
Prende o que a alimenta
e descarta o que lhe faz mal.
Meu canto!
Me perdoe Sul e Sudeste
Norte me perdoe também
me desculpe Centro Oeste
sei que de tudo aí tem
mas pelo pouco que reste
eu não deixo meu Nordeste
pelas terras de ninguém.
"São, os reconhecimentos, ótimos motores de motivação. Não que devam ser o norte da bússola de qualquer pessoa. Isso, também, é servidão. Produto da insegurança e da carência do autoamor"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
Discurso na seção de achados e perdidos
Perdi algumas deusas no caminho do sul ao norte,
e também muitos deuses no caminho do oriente ao ocidente.
Extinguiram-se para sempre umas estrelas, abra-se o céu.
Uma ilha, depois outra, mergulhou no mar.
Nem sei direito onde deixei minhas garras,
quem veste meu traje de pelo, quem habita minha casca.
Morreram meus irmãos quando rastejei para a terra,
e somente certo ossinho celebra em mim este aniversário.
Eu saía da minha pele, desbaratava vértebras e pernas,
perdia a cabeça muitas e muitas vezes.
Faz muito que fechei meu terceiro olho para isso tudo
Lavei as barbatanas, encolhi os galhos.
Dividiu-se, desapareceu, aos quatro ventos se espalhou.
Surpreende-me quão pouco de mim ficou:
uma pessoa singular, na espécie humana de passagem,
que ainda ontem perdeu somente a sombrinha no trem.
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