Noite
AVE AGOURENTA:
Meia-Noite à hora em meu quarto insone!
Debruçado à lauda deste soneto espectro
Agourentas aves ao meu sonhar consome
Seria, o silêncio astuto de minha razão, é certo?
Por quê a mim tormento ínfima criatura horrenda?
Sob um fito olhar de sarcástico deboche
Numa afirmativa: Sou no íntimo vossa reprimenda!
Em um siso sentimento a aurora suplico à toda sorte.
Olho ao cume, vejo como homem criatura intolerante!
Seu olhar esbugalhado penetra meu quimérico sonho
Como, simples aspirante, subornar tua consciência errante?
Em um ímpeto de autodefesa brado à criatura insana
Retraia-se, por favor, ilusória criatura! ...Não vês! esta tua intolerância à humanidade emana.
AUTOCRÍTICA:
Às vezes, humanamente penso
Que somos o que jamais
Poderíamos ser.
Nesta noite indolente sem carinho,
Sem amor (...).
Num quarto como indigente
A companhia é o terror!
Rastros, ruídos, fantasmas.
Na escuridão da noite...
O arrastar de chinelos
Na sala ou no corredor,
São lampejos de ínfima lucidez
Na alma do pecador.
Eu que sempre fui insolente, frio,
Calculista e fingidor.
No ocaso não sou nada
Ao vislumbrar as entranhas
Do que deveras sou.
MORRER PARA VIVER:
Era mais fácil ter morrido essa noite.
Ter morrido consentido!
Com sentido que sente sentido
Sentindo aquilo que se sente
Quando o sentir nos faz sentido.
Essa noite eu não poderia morrer.
Porque ao meu sentido
Senti que ano passado eu morri
Mas esse ano eu não morro
Para que todo o sentido
Se faça consentido ao porvir.
Série Minicontos
CAFÉ SOCIOLÓGICO
À medida que serena a noite, aumenta meu interesse pela cena.
O lugar expressa luxo, frequentado aos fins de semana. Eles se arvoram celebres. Sempre ali reunidos. Celebrando das mais importantes à mais fútil.
O ar rarefeito que sopra de fora para dentro do ambiente surge com pai e filho que sempre àquela hora naquele café, pedem pizza, saem sem ser vistos e não comem.
Série Minicontos
IDÍLIO
No limiar da noite sobre a namoradeira.
Um longo preto estampado em flores escorria sobre o corpo. Jonny, lhe adornava os ralos cabelos negros. A vovó Deinha trançava o sonho azul do netinho Pedro, que ao pé da letra dormia envolto ao mundo de fantasias. Quando acordou, estava lá.
MISTÉRIOS
A noite, assim como o mar à noite.
Realçam-se de mistério e telúrica.
O sol se encolhe saindo de cena
Para as estrelas surgirem na ribalta.
Permitindo que a orquestra das ondas
Rebente à praia sobre mar bravio
Deflorando com fulgor as marés
Dócil ao campo gravitacional da mãe lua
Salpicando medo em seu resplendor
Lançando aos passantes
Os mistérios de seus encantados
Para um novo alvorecer.
CENTELHA DE LUZ
*
*
*
Centelha! Faixa de luz, dama da noite que meu olhar, seduz.
Centelha! Faixa de escuridão. Mundo, mundão.
Centelha! Faixa escura no sol; _vejo não.
_Nossa vida e' computada a cada segundo.
Como feixe de luz, a cada segundo e' encantada!
Pode ser ainda fração de segundo, ou fração da fração.
Segundo?! Como e' mesmo que bate o coração?
_Vivemos por um segundo, o segundo que nos e' permitido.
_Se vivo meu segundo e você vive nele, vivo sua vida e você a minha; entrelaços, fraternidade!
_Que bom! Que troca de experiências! Que seja doce e leve, sua estadia!
O tempo e o pensamento são as únicas coisas que se movem, mesmo quando tudo pa'ra.
Quem na vida queima a largada? Prematuro?!.
Todos querem viver seu tempo, portanto, prestar atenção ao estouro e' fundamental!
Fração de tempo, tempero.
De quanto precisa?..
*
*
poeta_sabedoro
“Sonho feliz”
Peça ao céu um pouco de silêncio...
Procure conversar com a noite...
Ouvir as estrelas...
Faço de cada ilusão uma saudade...
De cada momento uma alegria...
Repito mais de mil vezes que tudo passou...
E porque passou.
Lá fora o ar pode estar pesado, mas o desejo a seguir...
É mais puro e sereno como o céu azul.
Amar, é respeitar, liberte-se dos preconceitos...
Ama e viver com intensidade...
Cultivo o amor e faço dele uma semente, fértil e feliz.
Lembro-me que não vale apena pensar.
Não sinto receio de nada...
A vida é assim, tudo acaba...
Mas existe um amanhã de saída...
Para hoje que é feito de aventuras.
Olhe-me no espelho e gasto tudo de bom que tenho para dar...
Aquele que viu, ouviu, adorou...
Mesmo aquele que sofreu afirma no desejo de amar.
Afirme-me no desejo de que...
Sempre encontro outros desejos mais fortes.
Tudo é natural.
Tudo partiu de dentro de mim.
E um dia em algum lugar existiu durante alguns minutos...
Um alguém que comparou e fez de mim algo melhor.
Vibrei como a lua...
Mas contra a tempestade...
Me calei, pois ela é mais forte do eu.
Fique feliz por ainda saber sorrir.
Levantei a cabeça e segui distribuindo sonhos.
Sonho feliz.
E sou feliz por que...
Imponho no rosto uma expressão de paz e alegria, tudo ficou fácil...
Alguém notou em mim.
Abri a janela e prestei atenção nos pássaros...
Que voam livremente no céu...
Tudo é paz, naturalidade e beleza.
Porque ficar melancólica, procuro sempre me lembrar de um...
Sonho feliz.
De alguém que está sempre ao meu lado...
Esperando um único instante para ser amado.
Mesmo não estando apaixonada...
Sinto como é fácil ser feliz.
Uma Rosa na Janela
Ao cair da noite a lua surge no céu...
Olho através do vidro e vejo uma rosa no parapeito da janela.
Sinto um suave perfume...
Um perfume que enche minha alma embebedando todo meu ser.
Sinto-me flutuar.
Fecho meu olho e sinto uma gota de lágrima cair...
Desce lentamente pela minha face e morre em meus lábios.
Percebo que alguém está me observando sem que eu o veja.
Sinto um leve sopro em meus ouvidos...
Uma voz suave murmura.
Anjo meu, envolva-me com seus braços, para que eu te leve comigo.
Quero te mostrar as mais lindas estrelas...
Nos pontos mais altos do céu.
Quero te mostrar à imensidão do infinito, onde um dia comigo irás ficar...
Quero que sinta todo o amor que tenho para te dar.
Quero que veja o mais elevado ponto que seus olhos podem alcançar.
Quero que sinta todo amor que tenho para te dar.
Quero que viva constantemente feliz e distribua a felicidade que lhe foi concedida.
Quero que agradeça a cada segundo toda sabedoria que te ofereci.
Quero ver em seus olhos o brilho da mais linda estrela...
Ao compartilhar alegria levando o sorriso através de uma rosa.
Quero que diga sempre amo a vida, porque a vida é uma dádiva...
Que me foi doada das mãos do meu criador. Quero que diga...
Amo as crianças porque delas nasce a mais bela das flores...
Quero que diga...
Amo os animais porque eles são os enfeites da Natureza.
Que colorem o nosso planeta...
Quero que diga amo as planícies porque ela nós mantém vivos.
Anjo meu, envolva-me com seus braços que a levo para conhecer as mas lindas canções celestiais que compõem as canções dos Anjos, louvando o Criador.
Ao abrir meus olhos, percebi que fui visitada pelo Anjo do amor...
Olhei através do vidro a rosa não estava lá...
Mas seu suave perfume penetrou toda minha alma...
Compreendi que nada é mais belo do que o amor...
Mesmo que...
Chega como forma de flor.
Viva a vida e vivifica o amor, pois ele nos foi concedido das mão do Criador.
“Nevoa da noite”
Vai o dia vem à noite ela se encontro em passo lento...
Caminha lado a lado com você como a nevoa da noite.
Caminhando sem destino sem saber aonde vais...
Perde-se nos caminhos sem saber o que fazer.
Olhando o infinito...
O tempo quebrado invade o canonizado lugar e ao amor deixa-se viver...
Somente o murmurar das ondas do mar... T
Talvez desta reflexiva via, meditação do seu coração.
Os mesmos fantasmas se cruzam pela praia, nos paradoxos repetidos entre a cobiça e o cego desejo...
Do seu coração.
Mas retorna devagarzinho pelas ruas vagarosas...
Caminhado sempre com os braços abertos para o mar, brancos e amarelos filigranados de tempo e sal, uma lentura durando no ar.
Segue o caminho do Norte...
A sua Ilha, os sinais e as sedas que ali se trocaram...
Nessa beleza buscam-se entregar na linguagem do amor.
Para ela alguns percursos mais, alguma linguagem submarina a impulsiona, buscando-te por entre negras enroladas sem suas cabeleiras arrepiadas...
Altas, magras, frágeis e belas como as miçangas...
O ver te pelos seus grandes olhos azuis.
Então diz no seu intimo:
Viajo meu amor, para tocar-esses búzios, esses peixes vulneráveis que são as tuas mãos...
É também como me sonho...
Coberta de turbantes e filigranas e uma navalha que arredondada já não mata...
É minhas oferendas de Java ouros e frutos incensos e volúpia.
Avivou-me a lembrança desse local e, pela meditação...
Buscou esconjurar «os fantasmas e paradoxos» do nosso passado, «de cobiça» que ultrajaram o chão insular...
Adepto o caminho do amor e dos sonhos, alçando o vôos através das asas da poesia
Nas poesias busca reencontrar «as raízes do afeto» e o mistério da sua própria vida.
"Meus Sonhos " Poema"
A noite cai silenciosa...
Com meu rosto envolto ao travesseiro...
Mergulho em um sonho profundo...
Tudo me parece real.
Vejo seu rosto assombreado por de trás de um nevoa...
Como se me disse algo...
Algo que eu não ouvia....
Não compreendia...
Mas que sentia.
Via você acenando com um lindo sorriso...
Minhas lagrimas caia...
Por que não conseguia toca-lo.
O via se afastando lentamente...
As estrelas o acompanhavam...
De repente eu te perco na escuridão.
Na escuridão dos meus pensamentos...
No vazio dos meus sonhos.
Como a nevoa da noite você se foi...
Acordei...
Despercebida em meus pensamentos vago cada vez mais...
Em suas tamanhas circunstâncias do meu destino...
No valor dos meus sonhos...
Entendo que cada segundo em que eu estava pensado em você...
Deixava-me esquecer cada dia de minha vida. Meu anjo...
Procurei seu rosto na escuridão.
Deparei-me sozinha com minha dor...
Ouvindo o soluçar do meu coração.
No silencio da noite busco as estrelas...
Tento compreender este amor.
Mas que amor.
Um sentimento oculto no meu coração...
Que me faz perder a razão...
Não compreender o motivo de amar.
Por alguns segundo me perco a pensar.
Como é bom poder te amar.
Olho para o céu azul...
Vejo mil estrelas a brilhar...
Vejo a lua majestosa...
Meu amor a contemplar.
Vejo o infinito, que se torna tão bonito...
Mas não tenho você para amar.
Novamente mergulho em meus sonhos...
Tentando te encontrar...
Mas se é sonho como posso te amar.
Os minutos passam...
A velocidade dos meus pensamentos aumenta...
E com ele o desejo de te encontrar...
Perde-se na escuridão da minha alma.
Olho novamente o céu...
Contemplo as estrelas...
O luar...
Percebo que você se foi como a névoa da noite.
Sumiu na escuridão...
Ficou somente a solidão e meu triste sonhar.
“Nevoa da noite” Poema
Vai o dia vem à noite ela se encontro em passo lento...
Caminha lado a lado com você como a nevoa da noite.
Caminhando sem destino sem saber aonde vais...
Perde-se nos caminhos sem saber o que fazer.
Olhando o infinito...
O tempo quebrado invade o canonizado lugar e ao amor deixa-se viver...
Somente o murmurar das ondas do mar... T
Talvez desta reflexiva via, meditação do seu coração.
Os mesmos fantasmas se cruzam pela praia, nos paradoxos repetidos entre a cobiça e o cego desejo...
Do seu coração.
Mas retorna devagarzinho pelas ruas vagarosas...
Caminnhado sempre com os braços abertos para o mar, brancos e amarelos filigranados de tempo e sal, uma lentura durando no ar.
Segue o caminho do Norte...
A sua Ilha, os sinais e as sedas que ali se trocaram...
Nessa beleza buscam-se entregar na linguagem do amor.
Para ela alguns percursos mais, alguma linguagem submarina a impulsiona, buscando-te por entre negras enroladas sem suas cabeleiras arrepiadas...
Altas, magras, frágeis e belas como as miçangas...
O ver te pelos seus grandes olhos azuis.
Então diz no seu intimo:
Viajo meu amor, para tocar-esses búzios, esses peixes vulneráveis que são as tuas mãos...
É também como me sonho...
Coberta de turbantes e filigranas e uma navalha que arredondada já não mata...
É minhas oferendas de Java ouros e frutos incensos e volúpia.
Avivou-me a lembrança desse local e, pela meditação...
Buscou esconjurar «os fantasmas e paradoxos» do nosso passado, «de cobiça» que ultrajaram o chão insular...
Adepto o caminho do amor e dos sonhos, alçando o vôos através das asas da poesia
Nas poesias busca reencontrar «as raízes do afeto» e o mistério da sua própria vida.
“Soneto” da Noiva
A noite cai à nostálgica sombria vem...
Não existe nada mais triste que um adeus deixado por sobre a terra fria.
Que funda mágoa, que mistério encerra por causa do amor.
Seu pranto é feito como geada fria, que traz o dia da grande dor.
Noiva do sonho, a demandar um beijo, buscado alento por um amor defeito.
Andando, por entre as nuvens, sonolenta...
Segue-lhe os passos, nessa marcha lenta.
Das estrelas o pálido cortejo.
Aos dúbios raios do luar, parece ver um anjo de vestes claras...
Caminhando na mesma direção clamado pelo amor ausente...
Adorando, ergue uma prece.
E pensa que é sua alma disfarçada...
Em noite que, no espaço, anda vagando...
Num manto de agonias rebuçadas.
Buscando um caminho para sua estrada.
No silencio da noite acorda assustada...
Por ver sua alma desamparada.
Na busca pelos anseios da vossa alma.
Não encontrando nada volta dormir.
Enquanto você não vem trazendo o brilho do sol..
Não reconheço nada além da escuridão da noite fria.
Quando estás comigo minha noite se faz dia..
Tem sol,de uma claridade imensa..
Iluminando caminhos só com o brilho do teu sorriso.
