Nietzsche Corpo Mente
ALMA MOLHADA
Sidney Santos
Alma molhada
Pranto que escorre da face
Parte do corpo talhada
Triste desenlace
Arco que perdeu a cor
Infeliz desilusão
Fuga insensata do amor
Parada do coração!
...É fácil se queixar da vida, das pessoas e do corpo que Deus nos deu. A mídia ajuda a depreciar as mulheres que não são exemplos de perfeição estereotipada, trazendo à tona uma falsa necessidade de que, para ser amada e desejada, precisa-se de um cirurgião plástico. Mas digo a todos, principalmente às mulheres, que ser bela e desejada tem mais a ver com a atitude e auto-estima. Devemos sim, nos cuidar, mas resgatar a nossa essência, para sermos felizes da forma como somos, e isso é primordial para sermos felizes. Que seja esse, um caso a se pensar.
Que passem os dias quentes e as noites geladas, que meu corpo envelheça, que eu mude, que eu perca o brilho de viver, e depois o recupere-o, mas que meu coração continue sendo seu.
AURA
Sidney Santos
Ladeando teus passos
Estrada de suaves caminhos
Meu corpo em teus braços
Rumo pleno de carinhos
Arrepios sem frio
Fogo de viva chama
Trapézio sem fio
Sonhos em vôo de alana
Do real ao abstrato
Um lance se vê
No meu auto-retrato
Todo amor por você
Eu sou assim:
Ilumino seus dias e também suas noites...
Aqueço seu corpo...
Incendeio seu coração...
Faço seus olhos lacrimejarem quando olha pra mim...
Às vezes fica boquiaberta com minha força...
Deixo-te até sem fôlego...
Faço-te suspirar...
É só me dar à chance...
E você verá...
Josias.Júnior
O amor é mais que as reações químicas e físicas do seu corpo. Talvez nosso conhecimento seja muito pouco para poder explica-lo ou quem saiba defini-lo.
O comportamento vale mais do que as muitas palavras, pois o corpo traz à luz aquilo que a boca tenta manter em segredo.
DESGOSTO
Repentinamente o frio, teu “corpo” encheu o ambiente, me inquietas, me tiras o sono.
Sinto tua aproximação, tu rastejas por entre as folhas secas, furtiva como uma serpente à espreita, tua sinuosidade me seduz.
Essa atmosfera sombria, me apavora.
O que queres de mim mercador da dúvida? Por que não descansas como todos os demais? Sussurra-me nos ouvidos, me dizes algo que não preciso saber.
Meu corpo estremece a cada palavra tua, a cólera se apossa do meu ser, não consigo acreditar no que vejo com teus olhos, dói meus ouvidos, a incerteza é agora a imperatriz suprema.
Era apenas a folha de um velho diário, manchado com café e, com forte odor de tabaco, com palavras que não consigo compreender, não me esconda o lixo, ele fede, se denuncia.
Mostra-me teu jardim, as tuas flores, as ervas daninhas e, os espinhos que cortastes com teus dentes, não me esconda nada.
Enxergo o oculto e, o inimaginável por meio dos teus pensamentos, escuto, mas não queria ouvir essa mensagem de falsidade, volta para teu umbral, alma penada, que a mim nada acrescentas.
Me deixa em paz com essa ilusão.
Se me escondes a verdade, não sei o que dizer, rogo a Urano, traga chuva, molhe a terra mais uma vez, faça minha semente germinar.
(Leila Magh, outubro de 2018)
Todo o meu corpo pulsa em fervor.
Os meus olhos queimam em pavor.
O meu peito arde, é tanta dor.
Talvez eu não aguente todo esse peso de ser quem não sou.
