Navegar
LACRIMEJANDO
Para que engolir o choro
Que a tristeza faz murchar
Pode se fazer socorro
E outras águas navegar
Ao invés de um quase morro
Muita vida para inflar!
Ao navegarmos no barco da vida, podemos nos deparar com aqueles que são quase sempre tempestades que causam desconfortos, inibem a felicidade, que trazem insegurança, algumas feridas no corpo e na mente, dessarte, presenças muitas vezes desagradáveis.
Encontramos também outros que normalmente são brisas, benquistos que aparecem acompanhados da preciosa tranquilidade, que instigam a vivermos felizes, a sermos gratos, admirando a riqueza da simplicidade, que nutrem fartamente o nosso entusiasmo em cada detalhe.
São marcantes e inevitáveis estes encontros e desencontros com posturas imponentes tão distintas, que causam um certo clima de instabilidade que é capaz de afetar o nosso agir e os nossos ânimos, entretanto, certamente, são necessários de vez em quando.
Pondero que é sensato lembrarmos que não somos os únicos a navegar e que todos podemos ter os dois humores, mas é possível tirarmos proveito, aproveitando o máximo da calmaria antes da tempestade e lembrando da suavidade da brisa para enfrentarmos a tempestade.
Defendo que amar pode ser o mesmo que embarcar em uma desafiante aventura em alto mar, tendo que enfrentar muitas vezes a força abrupta do vento e a chuva, já que o clima pode mudar a qualquer momento, assim, o tempo em certo ponto é relativo, ignorado, imprescindível, aproveitado, instantes tranquilos, prazerosos, outros são cansativos, perigosos, amando com sentido, um propósito, rumo de um amor recíproco, navegando sem perder o foco e ainda assim correr alguns riscos.
Os ventos nem sempre serão favoráveis, são fortemente expressivos ou calmos como brisas suaves, o desfecho é imprevisível, um desafio diferente do outro, por conseguinte, para navegar é necessário bem mais do que vontade, requer uma entrega de corpo e espírito para suportar as instabilidades, os possíveis empecilhos, amando de verdade, honrando com o seu compromisso, demonstrando coragem, experiência inconfundível, seguindo um norte de felicidade num empenho contínuo de reciprocidade.
Embarcados, terão que lidar com fortes chuvas, poderosas e inoportunas tempestades, as quais os deixarão mais fortalecidos, experientes, unidos vivazmente, assim, haverá certos momentos que choverá e poderão dançar debaixo de um banho de esperança com direito a algumas risadas, terão uma perspectiva esperançosa contrariando as más circunstâncias, orientados pela aprendizagem de suas vivências e principalmente por uma bússola de Fé no Deus grandioso que uniu seus destinos que os fazem ancorar em lugares seguros e zarpar se for preciso.
Atingindo este nível de companheirismo, serão navegantes aventureiros, amantes genuínos, sentimentos sinceros, uma relação harmônica poderosa à semelhança da que existe entre o vento e a chuva durante uma expressiva tempestade, altos e baixos das ondas, fases distintas e marcantes, eventos memoráveis, emocionantes, um frescor partilhado de vitalidade, parceria muito significante em um somatório de valorosos detalhes, amáveis e alegres, superando as dificuldades com uma determinação veemente.
Difícil é ser barco de papel,
nesse mar de incertezas
e só saber com clareza,
que tem prazo para acabar.
Mesmo assim, continuar a navegar
para esquecer sua sina
e fazer da alma pequenina
grande para enfrentar o mar.
O verdadeiro e mais árduo caminho do adepto começa em silêncio profundo.É quando ele começa trilhar os seus primeiros passos da difícil jornada para o imenso mundo que há de dentro. Abismos, penhascos, escarpas e direção incerta onde adormece seu espirito.Navega à deriva solitariamente sua mente e voa em liberdade seu acorrentado coração.
Às margens do teu ser.
Meu mar doce,
represá-la?
Não posso.
És livre, mar...
Navegantes?
Só os que permites,
mas
não há ainda quem
te desbrave.
És livre, mar,
de
ondas curvilíneas,
poente de toda luz.
Povoas a mente dos homens,
morada do desejo.
És livre, mar,
a ti, tenho
apenas
um pedido:
Afoga-me.
O Mar de Pernambuco
O mar de Pernambuco é belo por natureza. O seu esplendor traduzido no verde-esmeralda, é apreciado logo na chegada. As águas mornas de Boa Viagem e a sombra dos coqueirais em Olinda revelam a alegria do viver. A caminhada no calçadão é salutar, enquanto a água de coco refresca e equilibra a temperatura do corpo.
Num clima agradável e harmonioso, é bom estar em Enseada dos Corais e Calhetas. As areias molhada pelas ondas que quebram na praia dão uma sensação de bem-estar que invade alma e faz bem ao coração.
O aroma da brisa das manhãs remete-nos às lembranças do passado. Viajo nas brincadeiras nos arrecifes e do delicioso mergulho nas piscinas naturais. Estrelas do céu e do mar encantam a praia de Porto de Galinhas.
O Forte Orange em Itamaracá, o peixe-boi marinho, o passeio e a travessia de barco até Coroa do Avião trazem paz e tranquilidade de tardes inesquecíveis. O descanso na rede de dormir equilibra e dá uma sensação agradável de encontro com a felicidade.
A saudosa maria-farinha corre e esconde-se em suas tocas nas areias quentes. O entardecer em Mangue Seco, a casa na praia e a beleza do pescador em sua jangada na linha do horizonte são motivos de poesias.
A natureza nos deu um presente de encantamento e sonhos transformados em realidade. O amor e a paixão fazem do litoral de Pernambuco um verdadeiro tesouro dos corações.
Em outros mares naveguei, mas, em Pernambuco aportei.
Vêm Afrodite é hora de parar de navegar por aí na busca de prazeres, pousa em meu porto seguro, quero te fazer viva, úmida e cheia de prazeres como você merece, conheço cada canto do teu corpo, teus vícios e segredos, sei como lhe agradar e lhe trazendo prazeres que você tanto merece, se entrega em minhas mãos e deixa eu cuidar de você.
