Naufrágio
Naufrágio
Alguém entrou aqui de repente
E as travessias eram longas
O farol não existia
As estrelas já não guiavam
Era eremita em mim mesma
E as pontes que me interligavam
Eram velhas
Fracas e quietas
A água azul e límpida
Os olhos em um rio
O rio que me desaguava e me inundava
Sofri naufrágio, mas em alegria
Porque me inundei em minha própria poesia.
O primeiro a saltar do navio em naufrágio não deve ser o Comandante; se assim acontecer, não merece ser nem um simples passageiro.
Há que se ler os "olhos" da natureza para entender o naufrágio em teus delírios.
Tenho-te toda e não sei como te adormecer.
Não te rias de mim, que as minhas lágrimas.
São águas que irrigam as flores que tu plantastes.
Amar, remar, re-amar, nadar e seguir em frente, apesar dos naufrágios. Porque sempre existe à possibilidade de você tropeçar em algo maravilhoso logo ali na frente.
Você está no mar, vítima de um naufrágio, na água ao relento.
Instintivamente luta para sobreviver batendo pernas e braços fazendo o máximo para manter a cabeça sobre a água e permanecer respirando afinal, esta é sua maior necessidade isto é sua prioridade e lhe permitirá prolongar sua possibilidade de sobreviver.
Muitas vezes a vida nos sufoca, nos afoga com suas adversidades, os problemas que nos sobrevêm constantemente. Nos desesperamos e deixamos de lado nossa prioridade e nos agitamos até morrermos afogados inundados pelos problemas.
Devemos erguer a cabeça respirar e prolongar nosso momento. Respirar é o primeiro passo para muitas soluções, procure exercer isto e com certeza terá mais soluções, resolvera mais problemas e chegara mais longe do que imagina.
Se não temos ainda a capacidade de ser como faróis que evitam naufrágios, sejamos pelo menos pirilampos que com a sua fraca mas intermitente luz, sinalizam os caminhos na noite dos desesperados...
Não haverá turbulências, nem tempestades e nem naufrágios, porque além das nuvens e sob as águas, existe um porto seguro chamado Deus!
Sou mar de palavras. Ondas de poesias. Naufrágios de sentimentos. E barcos que flutuam por medo de se deixar molhar de amor. Um mar que nunca se finda com um horizonte incerto de alcançar.
*Naufrágio*
Entre sorrisos e lágrimas O SOL JÁ se fazia presente, iluminando a penumbra que os pensamentos DEIXAVAM POR ALI.
De forma envolvente cada fio de pensamento me levava O VAZIO, tão longo e esguio que quando me dava conta ja estava ausente.
Ouvia sua voz em pura melodia, lembrando DO TEU ROSTO dia pós dia, pois, cada fio me levava ao um momento inesquecível, VIAJAVA em instantes ora no passado ora no presente.
Doces e amargas lembranças, momentos e desavenças, o que soa engraçado, é que por mais LONGE que possas estar, sempre esteve aqui dentro.
Bom... é o que a mente pensas, sempre otimista a acreditar, mas o coração por sua vez discorda, por está COMO UM NAVIO PERDIDO EM ALTO MAR, SEM esquecer o teu amor, sem ter o que mirar, SEQUER UM PEQUENO TRECHO DE TERRA PARA AVISTAR.
Naufrágio
Velejar nunca foi fácil, ainda mais se for em um mar desconhecido, pois não sabemos quais desavenças vamos encontrar no caminho. Podemos enfrentar vários temporais, mas temos que entender que será passageiro, tudo passa com o tempo.
Soube que você não é de ficar em terra firme por muito tempo, você precisa do mar, precisa sentir a maresia. Você até pensa em voltar, mas sabe que aqui não é o seu porto, não é o seu lar, então você sai em busca de aventuras, só que sempre acaba em ilhas pequenas.
Cuidado para não naufragar.
Slá, só mais um café.
Tipo katana corta a alma, é vida por um fio, naufrágio de um navio, inevitável é o intenso calafrio...
A vida é um naufrágio! Nós? Meros sobreviventes dessa tragédia, salvos por algum sorriso "bobo" que nos estendeu a mão na hora certa.
A arte tem uma maneira oblíqua de dizer as coisas, buscando zonas obscuras, a dos naufrágios. A realidade é
importante, mas o filtro da arte é muito mais.
TOLERO MEUS NAUFRÁGIOS
"Tolero meus naufrágios
Tentando estancar meus emolumentos
E calibrar rumores sobre astros
Que sucumbem diante dos tormentos dos voos.
Circulo na causticidade imortal,
No pavor de fixar-me corpórea e envaidecida,
Não querendo orbitar no fogo de inúmeras corridas,
E sugo o instrumento da verdadeira sombra
Que anseia por constipar meus cânticos
E comprar-me encardida sob arco-íris arbóreos."
CAROLINE PINHEIRO DE MORAES GUTERRES
