Nascemos sem Pedir e Morremos sem Querer Entao

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⁠Há dias que são estranhamente mais estranhos ... então vamos rir um pouco mais. Assim a estranheza e a loucura trocam figurinhas, e todos saímos satisfeitos no final.

BMelo ✍️

Inserida por barbaramelosiqueira

⁠Nem tudo na vida são flores, nem tampouco espinhos. Então seja grato sempre. Porque os desafios e obstáculos nos fazem crescer. A dor nos molda, nos deixando mais fortes.

Inserida por barbaramelosiqueira

⁠Nem fácil, nem difícil, prazeroso de sentir. Assim é a vida. Então seja grato pelo seu existir.

Inserida por barbaramelosiqueira

⁠Talvez, você tenha respondido no automático ultimamente. Então o tudo bem soa com certa naturalidade, ou não. Talvez alguém já tenha percebido que é apenas o automático, e que na verdade, este "tudo bem", não é um tudo bem de verdade. Porém, mesmo percebendo, as pessoas não conseguem lidar muito bem com tudo isso. Tempos difíceis... O fato de alguém não ter falado ainda, não quer dizer que não tenha percebido, ou que você esteja completamente sozinho. Sempre haverá alguém capaz de perceber, e mesmo que não fale, suas atitudes mostrarão o quanto se importa. Observe. Sinta. Ainda há alguém...

Inserida por barbaramelosiqueira

Plantou lágrimas a vida toda...
Lágrimas do próximo,
a quem magoou...
Quis então colher flores,
ou quem sabe amor...
Mas sua colheita,
foi apenas dor...

Inserida por barbaramelosiqueira

⁠Então quando o limite torna-se tragédia, todos querem, e buscam um motivo. Porém, nem sempre terão a resposta, porque o motivo jamais será revelado de forma a responder os julgamentos que surgirão... tão logo, tão rápidos, antes de qualquer outra coisa.

Inserida por barbaramelosiqueira

⁠A despeito de tudo,
respeito sempre é bom,
aqui, ali, acolá,
então - sigamos o caminho do bem-
sem parar no meio da trilha,
muito menos na linha do trem,
pois o tempo nos é escasso,
e a cada segundo do ponteiro
- somos menos -
afinal somos humanos,
não somos de aço

Inserida por neusamarilda

⁠Desembrulhei com carinho o dia
estava bem vestido e de branco
então vestiu o sol em quente fantasia
pela paisagem foi em rápido solavanco


Desceu ao vale subiu montanhas
no mar bem corajoso mergulhou
foi de uma coragem tamanha
por isso rei dos astros se tornou


Em 20/ 02/ 2.007- Trovas em proposital falta de acentuação

Inserida por neusamarilda

Lágrimas são como chuvinha mansa de outono, lavando a alma para que ela fique mais limpa e, então, receba com mais alegria o próximo verão...

Inserida por neusamarilda

Não quero ser louca sozinha e então tenho a poesia junto. Damos as mãos e seguimos, ora solavancos e ora arco-íris, riso e pranto. Lirismo pleno porque não sabemos o que é a vida.
Seria mesmo a poesia uma loucura ou apenas um santo remédio que sempre alguma dor pode curar ?

Inserida por neusamarilda

Encontro sempre na poesia
com meu "eu" interior
tudo então soa melodia
de você, de nós, do amor...

Inserida por neusamarilda

As vezes, em algumas noites,
um silêncio só meu,
chega impassível, doce e até singelo,
então pensativa e um tanto ausente
como lua nova, envolta em sombras
fujo das auroras solenes,
deslizando,
escondida dentro de mim

Inserida por neusamarilda

⁠“Quando a bíblia se abre como instrumento de autopromoção, então ela se fecha para qualquer entendimento em alcançar um coração”.

Inserida por AllamTorvic

⁠O viajante, vendo o entardecer; achou-se, uma jovem,
então perguntou-lhe: qual apanágios de sua atenção?
Ela respondeu: me encanto com a beleza da modéstia.

Inserida por AllamTorvic

⁠Então parei e observei:
vi, que havia muita pressa nos passos dos homens;
pouquidade de silêncio, e sobras de irreflexão.
.
Um lapso temporal, para muitas saudades,
é tudo que manteve-se, nessa estrada,
encalços e índices de reencontros.
.
["O viajante, em meio a eira do campo"].

Inserida por AllamTorvic

⁠Ser bom não é ser bobinha
Quando eu quero ajudar é porque eu gosto de ajudar, então não pensem que sou idiota. Não tentem me fazer de trouxa, isso já passou dos limites, cansei de rirem da minha cara só porque eu ajudei. Então por favor, parem de achar que eu tenho obrigação de ajudar! Parem de achar que podem montar em cima de mim!
Agora eu cansei, tudo na vida tem um limite e o meu já acabou. Então vamos aprender a dizer não para quem acha que somos bobinhos, e que podem se aproveitar quando quiser. Vamos aprender a dizer não mais vezes, vamos dá um basta nisso!

Inserida por juliana_s_araujo_1

⁠Dizem que até um monstro tem um momento de bondade, eu nunca tive um momento de bondade, então, não sou um monstro.

Inserida por joexis

As vezez deixamos de dizer o quanto gostamos das pessoas, por achar que elas já sabem!!!
Então so pra voce não ter duvidas: Gosto muito de voce!!!

Inserida por jonatashmb

A vida é um mistério, em que nem todos estão dispostos à descobrir, então descomp⁠lique-a.

Inserida por Senhorapensativa

Os donos das terras chegavam às plantações ou então mandavam alguém no lugar deles. Vinham em carros fechados e pegavam pequenos torrões de terra seca para esmagá-los entre os dedos e assim conhecer-lhes a qualidade; outras vezes traziam grandes escavadeiras que revolviam o solo para a análise. Os meeiros, às portas de suas cabanas míseras, olhavam inquietos o rodar dos carros através dos campos. E, finalmente, os donos das terras paravam às portas das cabanas para falar, sem sair do assento de seus carros, com os meeiros. Os meeiros paravam ao lado dos carros por um momento, e depois punham-se de cócoras e esgravatavam a poeira com varinhas secas.
As mulheres dos meeiros também chegavam às portas das cabanas e, com os filhos pequenos atrás delas, crianças de cabelos cor de trigo, olhos muito abertos, um pé nu sobre outro pé nu, os dedos dos pés a catar a poeira, olhavam os maridos falando com os donos das terras, e as crianças também os olhavam; mantinham-se em silêncio.
Alguns proprietários eram afáveis e detestavam o que tinham que fazer; e outros ficavam irritados e coléricos porque não gostavam de parecer cruéis e outros ficavam impassíveis porque tinham descoberto que um homem não podia ser dono de terras sem ser impassível. E todos eles se sentiam presos a uma armadilha mais poderosa que eles próprios. Alguns detestavam os algarismos que os impeliam a assim proceder, e outros tinham medo e ainda outros gostavam dos algarismos porque eles lhes forneciam um refúgio contra os tormentos de sua consciência. Se um banco ou uma companhia era o proprietário da terra, seu representante dizia: o banco, ou a companhia, é que assim quer, insiste, exige, como se o banco ou a companhia fosse o monstro, cheio de ideias e sentimentos, que os apanhasse em sua armadilha. Os representantes não queriam tomar a si a responsabilidade dos atos dos bancos ou das companhias, porque estas eram os patrões, e, ao mesmo tempo, máquinas de calcular, e eles não passavam de homens, de escravos. Alguns representantes tinham orgulho de serem escravos de patrões frios e poderosos. E, sentados em seus carros, explicavam tudo isso aos arrendatários dizendo: vocês sabem, estas terras são pobres, não dão mais nada; vocês já as revolveram bastante e agora não dão mais nada, Deus sabe disso?
E os meeiros acocorados no chão meneavam a cabeça em sinal de assentimento e concordavam, refletiam e desenhavam figuras no solo empoeirado. Sim, senhor, eles sabiam. As terras não dão mais nada. Deus sabia também. Se ao menos não fosse essa poeira que cobria tudo, decerto com algum adubo se dava um jeito. E os donos ficavam aliviados e diziam: pois é isto, as terras estão ficando cada vez mais pobres e imprestáveis. Vocês sabem o que o algodão está fazendo às terras; suga-lhes todo o sangue, toda a seiva.
Os meeiros acenavam com a cabeça, nós sabemos, Deus sabe. Se ao menos pudessem fazer uma rotação das culturas, lhe devolveriam o sangue, à força.
Bem, agora é tarde, não adianta. E os representantes explicavam aos meeiros como eram fortes os monstros, os bancos e as companhias, muito mais fortes que eles. Uma pessoa podia continuar com as terras enquanto elas lhe davam de comer e permitiam pagar os impostos; assim podia continuar com elas. Sim, podia continuar, até que as safras falhavam e tinha de se recorrer aos bancos para pedir empréstimos.
— Mas, olha, um banco ou uma companhia não pode viver assim, porque estas criaturas não respiram ar, nem comem carne. Elas respiram lucros e alimentam-se de juros. Se não conseguirem estas coisas, elas morrem, como vocês morreriam sem ar e sem carne. É triste mas é assim. É assim, simplesmente.
E os meeiros, agachados, erguiam a cabeça e aventuravam com timidez: mas será que não se pode esperar mais algum tempo? Talvez o ano que vinha fosse melhor, houvesse uma boa safra. Deus talvez permitisse que houvesse muito algodão no próximo ano. E com todas essas guerras, não é, o algodão pode subir de preço. Eles não faziam explosivos com o algodão? E uniformes? Tratem de arranjar muitas guerras e o preço do algodão subirá até o teto. Quem sabe no ano que vem? Olhavam os senhorios com olhares interrogativos.
— Não, nós não podemos nos fiar nisso. O banco, esse monstro, tem que receber logo o seu dinheiro. Não pode esperar mais; senão, morre. Não, os juros não param de subir. Quando o monstro para de crescer, morre. O monstro não pode ficar sempre do mesmo tamanho.
Dedos finos tamborilavam nas vidraças dos carros e dedos duros e calosos esgravatavam ansiosamente a poeira. Nas soleiras das cabanas batidas de sol em que moravam os meeiros, as mulheres suspiravam e mudavam as pernas, de maneira que os pés que estavam no chão ficavam no ar e os que estavam no ar ficavam no chão e os dedos dos pés se mexiam lentos. Cães se acercavam, farejavam os carros e urinavam nos pneus um após o outro. E galinhas se acocoravam na poeira quente e sacudiam as penas para tirar o pó que se lhe descia da pele. Nos pequenos e apertados chiqueiros, os porcos grunhiam remexendo com os focinhos os restos turvos de lavagem.
Os meeiros baixavam outra vez os olhos.
— Que vamos fazer? A gente não pode contentar com uma parte menor ainda das safras. Estamos na miséria. As crianças tão sempre com fome. Não temos roupas, só farrapos. Se toda a vizinhança também não fosse assim, a gente teria até vergonha de ir à missa.
Por fim, os donos das terras desembuchavam. O sistema de arrendamento não dava mais certo. Um só homem, guiando um trator, podia tomar o lugar de doze a catorze famílias inteiras. Pagava-se-lhes um salário e obtinha-se toda a colheita. Era o que iam fazer. Não gostavam de ter de fazê-lo, mas que remédio? Os monstros assim o exigiam. E não podiam se opor aos monstros.
— Mas os senhores vão matar a terra com todo esse algodão.
— Sim, a gente sabe disso. Mas vamos cultivar bastante algodão antes que a terra morra. Depois vendemos a terra. Muitas famílias lá do leste querem comprar um pedaço dessa terra.
Os arrendatários erguiam os olhos alarmados:
— Mas que será de nós? Que é que nós vamos comer?
— Vocês têm que sair daqui. Os arados vão rasgar os quintais.
E agora os meeiros endireitavam-se, coléricos. O avô tomou conta destas terras e teve de lutar com índios e expulsá-los daqui. E o pai nasceu aqui e teve que matar as cobras e arrancar as ervas daninhas. Depois, vinha um ano ruim, e ele tinha de fazer empréstimos.
(John Steinbeck, in As vinhas da ira)

Inserida por Filigranas