Nascemos Chorando Mundo de Dementes William
Nascemos sem consentimento, herdamos uma dívida que nunca contraímos e somos obrigados a pagá-la com sofrimento. Odeio a vida como um prisioneiro odeia sua cela — mas até meu ódio é parte da sentença, pois prova que ainda me iludo achando que a liberdade seria possível.
Fogo. É o reflexo da nossa mortalidade. Nascemos, respiramos, morremos. Até o sol morrerá um dia. Mas nós somos divinos. Somos deuses presos em casulos.
O peso do silêncio
Dizem que nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Dizem isso como se fosse uma verdade fria, científica, quase um aviso. E talvez seja. O que ninguém diz, ou talvez finjam não perceber, é que, entre o começo e o fim, a solidão também aparece. E não é aquela que se resolve com companhia, é outra, a que mora dentro.
Chega uma hora em que o tempo desacelera. As visitas ficam mais raras, os telefonemas cessam, e a casa vai ficando grande demais para quem já viveu nela cheia de vida. Os móveis guardam mais memórias do que utilidade, e a alma, essa danada, começa a tropeçar em lembranças que insistem em não morrer.
Sinto-me como um velho pilão esquecido no canto de uma varanda. Já fui força, já fui utilidade, já fui indispensável. Hoje sou história que quase ninguém pergunta, silêncio que quase ninguém ouve.
As mãos tremem, a visão falha, a juventude se foi, mas o que mais dói é o espaço vazio na rotina, como se o mundo seguisse em frente e eu tivesse ficado preso em algum ontem que não volta.
Conto os dias, sim. Não com tristeza, mas com certa dignidade de quem sabe que ainda está aqui. E se ainda posso escrever, lembrar e sentir, então ainda sou. Mesmo que meio apagado, mesmo que decorativo, ainda sou.
E quem ainda é, ainda pode ser. Nem que seja só abrigo para uma saudade, ou um canto sereno onde a vida, mesmo em silêncio, continua a respirar.
"Nada é nosso. Quando nascemos, recebemos o sopro divino que nos impulsiona a respirar e quando morremos, até esse sopro temos que devolver . Nem corpo, nem vaidades,
nem posses. Tudo fica!"
Luiza Gosuen
A verdade da vida é que nascemos e crescemos vendo nossos pais pagando boletos!
Porque no nosso caso seria diferente???
Uma das primeiras manifestações de que de fato nascemos de novo, é a simplicidade de vida, a humildade na comunhão com os outros e a renúncia de qualquer forma de importância ou status; pois aqueles que morreram em Cristo Jesus não buscam nada mais do que a glória de Deus.
Em nossa jornada, a compreensão é chave da missão que nos guia, que nos traz fé.
Nascemos nus, partiremos sem herança,
valorizamos o efêmero, sem dar importância.
A verdadeira riqueza está no que deixamos,
nas vidas tocadas, nos legados que criamos.
Livro: O Respiro da Inspiração
Nascemos sozinhos, trilhamos os nossos próprios destinos. Mas nada disso significa que devemos viver solitários.
Hoje nascemos para crescer e nos transformamos em poesia. O amor que sentimos por ela é mais profundo que aquilo que existe dentro do nosso corpo. A nossa poesia é a maior nota musical que Jesus Cristo nos deu. Ela é composta de muito carinho, respeito, sensibilidade, autonomia e cumplicidade. Hoje, ela está lá, nos trazendo esperança e nos mostrando que o amor é a força que nos move.
INTENSA QUE FALA NÉ?!
Nascemos assim, com células e células a mais de intensidade no corpo. Somos 800 ou 8000, tudo ou nada, agora ou nunca. Se AMAMOS alguém, exageradamente é com poder de um bom coração. Mas se deixamos de amar, querer alguém, é na mesma intensidade. Fica estampado na cara a nossa falta de simpatia a alguém que emana energia ruim. Quando estamos felizes é exageradamente na mesma proporção do amor ,não conseguimos nem conter o sorriso que fica preso de orelha a orelha, mas se estamos triste é com o mesmo exagero e aí choramos como se o mundo fosse se desfazer. Furacão, calmaria nada pouco ou morno. O problema é que quando vem desenganos, decepções , deslealdades nos sentimos arrebentados tudo é em dobro,e a dor é latente... Ser intensa é pular sem olhar e se arrebentar acreditando em quem nos cerca. É sofrer com a dor dos outros, é exagerar literalmente em tudo. Para NÓS os intensos não tem meio termo o NÃO É NÃO!
“Porque não nascemos a enxergar, que o reto coração, que o caráter ordeiro, torna se um baluarte, tal edificado torna se nós.”
Giovane Silva Santos
É como se estivéssemos em cima de um prédio, e quando nascemos, nos pulamos dele e essa queda demora anos para acabar, alguns mais e outros menos. Agora pense que quando perceber pode ser tarde de mais e você já estar perto do chão. Então, se estamos caindo, por que não aproveitar a queda? Aproveite a vida como se fosse a queda que um dia vai chegar ao fim, e quando batemos no chão, morremos.
