Nao Vim para Satisfazer suas Expectativas

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Existe uma contradição, fruto da ignorância
do não saber/conhecer e também do caráter,
no afirmar que Trump liberou a Venezuela de um ditador.


Óh, céus da ignorância!!!


Onde um ditador pode liberar
um Nação de outro ditador?!!


Essa ignorância nasce tanto da ignorância política quanto da má-fé discursiva.


Dizer que Trump “libertou” a Venezuela de um ditador é um nonsense conceitual.


A resposta é simples e incômoda:
- Em lugar nenhum.


Isso só existe na propaganda, na ignorância política ou na conveniência ideológica.


E acreditar nessa narrativa exige ignorar o óbvio , ou seja, o autoritarismo não se
combate com autoritarismo.


Isso não é libertação , é pura propaganda política de parte.


✍©️@MiriamDaCosta

Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.


Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.


Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.


Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.


Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta

A indignação seletiva
não nasce da justiça,
mas do interesse
bem vestido de virtude.


Quem se indigna por conveniência
não defende valores,
defende posições.
✍©️@MiriamDaCosta

Oh! Outono!
Volta para os meus braços.
Já não suporto o calor excessivo do verão.
Vem, refresca os meus dias
e embala as minhas noites com frescor.


Oh, Outono,
retorna ao abrigo do meu colo.
O verão me exaure
com seu fogo insistente.
Vem com teus ventos mansos,
refresca esses dias febris
e derrama silêncio fresco
sobre minhas noites.


Oh! Outono…
volta para os meus braços sedentos.
O verão arde demais em minha pele e na alma.
Preciso do teu sopro âmbar,
das folhas que caem como suspiros,
do frio suave que acalma o corpo
e adormece os pensamentos.
Vem…
refresca meus dias abafados
e devolve às minhas noites
o direito de respirar.


✍©️@MiriamDaCosta

A Medalha Ajoelhada e Profanada


Não foi um gesto de paz.
Foi uma reverência.
Maria Corina não ofereceu uma medalha,
ofereceu-se.


Despiu-se da dignidade
e a deixou no mármore frio
da Casa Branca,
ajoelhada diante de um homem
que nunca carregou a paz
nem no discurso,
nem nas mãos.


Uma medalha do Nobel
(símbolo que deveria arder
como consciência)
foi reduzida a adorno político,
a chave dourada
tentando abrir portas
que se movem por interesse,
não por justiça.


Há algo de profundamente indecente
em entregar a “paz”
a quem cultiva muros,
ameaças, sanções
e guerras travestidas de ordem.


A medalha não caiu das mãos:
foi arrancada da ética.
Não houve altivez,
não houve soberania,
não houve respeito ao próprio povo.


Houve submissão encenada,
gesto calculado,
dignidade trocada
por um aceno imperial.


Quando a paz é usada
como moeda de barganha,
ela deixa de ser símbolo
e se torna farsa.


E quem a entrega assim,
sem pudor, sem vergonha,
não "enobrece" o destinatário,
empobrece a si mesma,
perdendo cada vestígio de dignidade,
e trai o sentido da palavra
que fingiu honrar.


Vergonha para todo o Universo feminino!
✍©️@MiriamDaCosta

O mundo carece da fluência do silêncio,
essa língua antiga que não grita,
mas ensina.
Falta-lhe a pausa da fala
onde o sentido aprende a existir.


O mundo é deficiente da fluência do silêncio
porque fala demais para sentir.
Grita certezas ocas, tropeça em ruídos,
e esquece que é no silêncio
que a verdade afia as cordas vocais
e harmoniza os fonemas.


O mundo é carente da fluência do silêncio,
esse oásis onde as palavras descansam
e a alma, enfim, consegue se ouvir.


Dizer:
“Falta-lhe a fluência do silêncio.”
é uma excelente alternativa,
educada e sutil,
para o brutal:
“Cale a boca!”


✍©️@MiriamDaCosta

⚖ 🐕 Justiça pelo cão Orelha!
Estátua não, Justiça sim! ⚖ 🐕


Construir uma estátua é um gesto vazio
quando a impunidade segue sendo defendida
a unhas, dentes e poder financeiro
pelos próprios envolvidos no caso.


Antes da pedra, do bronze e do verniz simbólico, que se construa a Justiça.
A verdadeira,
a que não negocia vidas,
a que não se curva ao privilégio,
a que não transforma crime
em nota de rodapé.


Depois, só depois,
falamos em estátua, em memória,
em homenagem ao cão Orelha.


E ainda assim,
que seja um dever ético
que cada centavo dessa homenagem
seja custeado por seus assassinos,
como lembrança permanente
do que fizeram
e do que tentaram apagar.


Santa Catarina,
estado que os fatos insistem em denunciar
como o mais xenófobo do Brasil,
agora amplia sua lista de intolerâncias:
além das pessoas, volta-se também
contra os cães de rua.


Quando a violência escolhe os mais vulneráveis
e a Justiça escolhe o lado do silêncio
e do poder de famílias abastadas...
não há estátua que absolva,
não há homenagem que repare,
não há memória que se sustente
sobre o alicerce da impunidade.
✍©️@MiriamDaCosta

Olho o mundo com lentes que não são minhas,
e chamo de meu o que ecoa do outro,
como quem tece, no fio imaginário,
uma pele compartilhada.

Ambiguidade

Não confunda alhos com bugalhos!
Ontem eu encontrei você.
Estava linda,
pronta pra sorrir.
E lembrei da carta
que lhe escrevi.
Eram só palavras,
sem qualquer significado especial.
Mas você nem leu.
Nem sorriu pra mim.
Era só um sonho.

PORQUE

Gosto tanto de você,
Mas não consigo entender,
Porque razão tudo teve que acabar
Com nosso amor sem fim;

Preciso compreender, mas não consigo,
Sei que também prefere ser só meu amigo;
Mesmo com tudo que o que conversamos,
Não aprendi a dizer que eu não te amo.

Porque, meu amor, porque,
Porque tudo tem que ser assim
Porque, minha vida, porque,
Porque não consigo tirar você de mim

Eu sou um Espirito no corpo, não sou o corpo, mas estou no corpo, e por estar no corpo, o corpo se torna parte do que sou, momentaneamente o corpo faz parte do que eu sou, mas eu não sou apenas o corpo, mas um todo, ligado a uma consciência superior, pelo Espirito que sou, ainda que no corpo me manifesto em vida, em um processo transitório, não sou o corpo, mais parte de uma consciência eterna.

No tempo ou fora do tempo, no corpo ou fora do corpo, a consciência eterna que sou, se manifesta de forma transitória,
pelo o Espirito, em espirito, tenho consciência da minha limitação no espaço tempo, cujo corpo que estou se limita, mas em consciência ligado ao todo, minha capacidade infinita de criação se manifesta, não apenas no corpo, para o corpo, mas através do corpo em que habito.

Não habito só, há em mim diversas partes do que não sou, de um corpo que estou, conscientemente co-existimos em uma mesma matéria, Eu o Espirito em espirito, confronto incessantemente os desejos do que não sou, um desejo transitório de um corpo, uma alma que anceia os desejos do corpo,e que em suas vontades anceia todas suas necessidades corpóreas, Mas minha consciência de Espirito em espirito, transcende tais vontades, ainda que meu corpo trabalhe em função de suas próprias necessidades, eu em espirito ligado ao Espirito do todo, transcrevo minha existência eterna através de um corpo temporal, por que Eu sou o Espirito que habita no corpo, mas não o corpo, ainda que o corpo seja parte, de minha transição não o sou.

Tenho plena consciência, de estar ligado ao todo, pelo Espirito em espirito.

A vida não floresce por acaso, mas pela coragem consciente de recomeçar diante o inevitável.

Não gaste energia revidando a maldade; o tempo se encarrega de erguer quem foi pisoteado a um patamar tão alto que poucos terão coragem de se aproximar.

Quem não suporta ver o outro crescer constrói muros para proibir o sucesso de qualquer um.

Seres humanos não são Bombril, mas têm muitas utilidades, mas há limites.

27 de Janeiro 🌎 Dia Internacional da Memória


A memória não pode ser seletiva!


Hoje o mundo lembra o Holocausto.
E deve lembrar!
Porque esquecer é abrir as portas para que o horror se repita.


Mas a memória que escolhe quem merece luto
não é memória, é conveniência.


Enquanto há um dia internacional para recordar o extermínio de um povo,
outro segue sendo exterminado ao vivo,
sob bombardeios normalizados,
ocupação prolongada,
cerco, fome, deslocamento forçado
e silêncio diplomático.


O povo palestino não morreu em livros de história. Morre agora.
Diante das câmeras.
Diante dos acordos.
Diante dos vetos.


Não há um dia oficial para lembrar Gaza,
nem para as crianças soterradas,
nem para as casas apagadas do mapa,
nem para um território invadido
com o carimbo da “autodefesa”
e o financiamento das grandes potências.


Se “nunca mais” não vale para todos,
não é um princípio,
é um privilégio.


A memória verdadeira
não serve para consolar consciências,
serve para impedir novos crimes.
E quando a dor de uns é reconhecida
enquanto a de outros é relativizada,
o mundo falha de novo.


Que o dia em memória das vítimas
não seja apenas um ritual do passado,
mas um espelho incômodo do presente.


Porque a história
não absolve o silêncio,
os olhos tapados
e as mãos encharcadas de sangue.
✍©️@MiriamDaCosta

A gentileza, o respeito e as boas maneiras
nascem onde a alma aprendeu
a ser elegante.
Não se impõem, revelam-se.
O mundo, exausto de ruídos e atropelos,
carece dessa elegância silenciosa
que não humilha, não grita, não fere.


Essas prerrogativas
são luxos raros
de almas que recusaram
a brutalidade cotidiana.
O mundo, rude e vaidoso,
confunde grosseria com força,
arrogância com poder,
e dessangra-se lentamente
por absoluta falta de elegância.
✍©️@MiriamDaCosta

O deboche é a artimanha de quem,
não tendo argumentos honestos,
o utiliza para fingir que argumenta.
✍©️@MiriamDaCosta

Perguntaram o que penso sobre o BBB
e porque não escrevo nada a respeito.


Respondo assim:


Eu tenho dificuldades cognitivas,
de interesse e até uma certa forma
de analfabetismo seletivo
para determinados assuntos.


O BBB simplesmente não dialoga
com nada que me instigue,
provoque ou acrescente.


Meu silêncio sobre isso
não é desdém,
é preservação intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta

Não é possivel debater assuntos
inerentes a geopolítica
com quem ainda é analfabeto
em geografia.


✍©️@MiriamDaCosta