Nao Vim para Satisfazer suas Expectativas
Não gosto que me pegue de leve...
quero pegada forte... abraço intenso.. beijo gostoso..
quero que sejamos um... na arte e no movimento .. no vai e vem dos nossos corpos.. descobrir a gostosa sacanagem
Eu nao perdi..
eu cansei...
no quesito que venca a melhor.. eu venci...
porque descobri que posso viver muito bem sem vc..
melhor pra mim... que vou ser feliz.. vou viver...
inteira... chega de te ter pela metade.. chega de te dividir.. sou mulher de um homem so.. e o homem tem que ser unico tambem pra mim..
Esperto e o homem...
que nao demonstra sentimentos com palavras..
mas escreve poesias nos contornos de sua dama..
apenas com seu toque..
Me afastei..
dei um tempo..
nao por ele, pra ele..
foi por mim.. pra mim..
sei la, nos sufocam ...
e eu ando querendo respirar....
Me diz... me diz...
porque eu nao posso..
te fazer feliz? porque nao eu...
porque nao essa menina aqui..
que te rouba sorrisos.. te arranca suspiros..
olhares fatais..
me diz vai..
porque nao pode ser eu a tua alegria? a tua metade..
me diz rapaz.. porque nao eu? pra te fazer bem..
te fazer ir alem.. arrancar a tua paz..
ne diz vai.. porque nao pode ser eu?
Guarda teu coração no bolso..
nao se apaixone fácil. .
melhor sair de um relacionamento inteiro..
do que com o coração despedaçado. .
Levanta dessa cama..
Passa um baton ..
Estampa um sorriso nesse rosto..
Bora viver, o tempo não espera..
Aliás. . O tempo é bem cruel..
Pra quem faz birra e não o aproveita....
“Aceite que errar é parte da vida; aprenda com seus erros, mas não permita que o medo de errar impeça você de viver, agir e evoluir.”
Quem não calça o mesmo sapato que vocē , jamais conseguirá caminhar junto,
Porque caminhar juntos requer , ouvir , falar , silenciar e observar , compreender e o mais importante: Sentir as mesmas dores !!
Conexão Sem Explicação
Existem conexões que a gente não escolhe sentir,
elas chegam de repente, sem pedir para existir.
Derrubam nossas defesas, fazem o medo se calar,
e sem sequer percebermos, encontram um jeito de ficar.
É alguém que quebra os muros que levamos tanto tempo a erguer,
que atravessa nossas barreiras sem sequer precisar entender.
Chega leve, chega calma, sem promessa ou condição,
e quando vemos, já tomou espaço dentro do coração.
Com ela, não há motivo para fingir ou esconder,
não precisamos ser perfeitos, nem mudar para caber.
Podemos ser nossas manias, nossas formas de pensar,
nossos versos incompreendidos, nossas músicas sem parar.
Nossas chatices, nossos ciúmes, nosso jeito de complicar,
as coisas mais estranhas que ninguém consegue decifrar.
E aquilo que antes parecia motivo para se afastar,
quando existe conexão, vira motivo para admirar.
Porque quando é verdadeiro, até o estranho fica bonito,
um olhar vira abrigo, um silêncio vira infinito.
E a gente se sente leve, sem medo de se entregar,
como se, pela primeira vez, pudesse simplesmente respirar.
Mas existe um detalhe que insiste em me assustar:
e se tudo isso for sonho que o destino quis brincar?
E se, além do destino, houver pedras pelo caminho,
impedindo dois corações de seguirem no mesmo destino?
Talvez ela não possa ser minha,
não por falta de vontade ou por falta de conexão,
mas porque a vida às vezes coloca obstáculos
onde o coração só queria encontrar uma direção.
E talvez essas pequenas pedras, espalhadas pelo chão,
sejam grandes demais para os passos de dois corações.
Talvez o destino nos aproxime só para depois ensinar
que nem todo encontro bonito nasceu para ficar.
Mas se amanhã tudo acabar e o sonho se desfizer,
ainda assim terá valido a pena sentir e viver.
Porque existem pessoas que chegam sem explicação
e, mesmo sem poder ser nossas,
deixam morada no coração.
" A saudade é a visita que a alma faz ao passado, sem sair do presente; não dói porque acabou,mas vive porque foi eterno. "
" Muitas vezes o 'desejo de sumir' não é vontade de morrer, é o grito da alma querendo renascer em um lugar onde as aparências não sufoquem a essência."
"Somos feitos de memórias e esperanças que ainda não se tornaram realidade é nessa tensão que a vida ganha forma."
O ESPIRITISMO E A MÁGOA.
A mágoa, à luz do Espiritismo, não constitui mera emoção episódica, mas estado psíquico persistente, sedimentado na intimidade do ser espiritual. Se a raiva é explosão transitória do instinto ferido, a mágoa é introjeção silenciosa da dor moral. A primeira irrompe. A segunda infiltra-se.
Em "O Livro dos Espíritos", 1857, questão 933, indaga-se qual o meio de destruir o egoísmo. " Parte Quarta: Das esperanças e consolações.
CAPÍTULO I
DAS PENAS E GOZOS TERRESTRES.
Felicidade e infelicidade relativas.
933. Assim como, quase sempre, é o homem o causador de seus sofrimentos materiais, também o será de seus sofrimentos morais?
“Mais ainda, porque os sofrimentos materiais algumas vezes independem da vontade; mas, o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, numa palavra, são torturas da alma.
“A inveja e o ciúme! Felizes os que desconhecem estes dois vermes roedores! Para aquele que a inveja e o ciúme atacam, não há calma, nem repouso possíveis. À sua frente, como fantasmas que lhe não dão tréguas e o perseguem até durante o sono, se levantam os objetos de sua cobiça, do seu ódio, do seu despeito. O invejoso e o ciumento vivem ardendo em contínua febre. Será essa uma situação desejável e não compreendeis que, com as suas paixões, o homem cria para si mesmo suplícios voluntários, tornando-se-lhe a Terra verdadeiro inferno?”
A.K.: Muitas expressões pintam energicamente o efeito de certas paixões. Diz-se: ímpar de orgulho, morrer de inveja, secar de ciúme ou de despeito, não comer nem beber de ciúmes, etc. Este quadro é sumamente real. Acontece até não ter o ciúme objeto determinado. Há pessoas ciumentas, por natureza, de tudo o que se eleva, de tudo o que sai da craveira vulgar, embora nenhum interesse direto tenham, mas unicamente porque não podem conseguir outro tanto. Ofusca-as tudo o que lhes parece estar acima do horizonte e, se constituíssem maioria na sociedade, trabalhariam para reduzir tudo ao nível em que se acham. É o ciúme aliado à mediocridade. De ordinário, o homem só é infeliz pela importância que liga às coisas deste mundo. Fazem-lhe a infelicidade a vaidade, a ambição e a cobiça desiludidas. Se se colocar fora do círculo acanhado da vida material, se elevar seus pensamentos para o infinito, que é seu destino, mesquinhas e pueris lhe parecerão as vicissitudes da Humanidade, como o são as tristezas da criança que se aflige pela perda de um brinquedo, que resumia a sua felicidade suprema. Aquele que só vê felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz, desde que não os pode satisfazer, ao passo que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com os que outros consideram calamidades.
Referimo-nos ao homem civilizado, porquanto, o selvagem, sendo mais limitadas as suas necessidades, não tem os mesmos motivos de cobiça e de angústias. Diversa é a sua maneira de ver as coisas. Como civilizado, o homem raciocina sobre a sua infelicidade e a analisa. Por isso é que esta o fere. Mas, também, lhe é facultado raciocinar sobre os meios de obter consolação e de analisá-los. Essa consolação ele a encontra no sentimento cristão, que lhe dá a esperança de melhor futuro, e no Espiritismo que lhe dá a certeza desse futuro. "
A resposta aponta a educação moral e a prática do bem como recursos graduais de superação. A mágoa, em sua estrutura íntima, é filha do orgulho vulnerado e do apego às expectativas frustradas. Ela não nasce apenas do fato objetivo, mas da interpretação subjetiva que o espírito constrói diante do acontecimento.
Enquanto a raiva pode dissipar-se pela palavra ou pelo desabafo momentâneo, a mágoa cristaliza-se no silêncio. Converte-se em memória recorrente, revivida com intensidade afetiva. A psicologia denomina tal fenômeno de ruminação emocional. O Espiritismo amplia essa análise ao considerar que tais estados repercutem no perispírito, produzindo desarmonias que se prolongam além da experiência corporal.
A mágoa é mais nociva porque estabelece vínculo vibratório negativo entre ofensor e ofendido. O espírito magoado mantém-se psiquicamente conectado ao episódio que o feriu. A libertação não se dá pelo esquecimento superficial, mas pela compreensão profunda do sentido educativo da prova.
Em "O Evangelho segundo o Espiritismo", 1864, capítulo X, afirma-se que o perdão das ofensas é condição indispensável ao progresso moral. 156. Quando diz: "Ide reconciliar-vos com o vosso irmão, antes de depordes a vossa oferenda no altar", Jesus ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faz do seu próprio ressentimento. Só então sua oferenda será bem aceita, porque virá de um coração expungido de todo e qualquer pensamento mau. (Cap. X, item 8)
157. "Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho?", eis conhecida advertência feita por Jesus. Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, seria preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular para si mesmo os seus defeitos. (Cap. X, itens 9 e 10)
Não se trata de complacência ingênua, mas de ato consciente que rompe o circuito da dor. Perdoar é gesto de lucidez espiritual.
A raiva pode ser impulso efêmero. A mágoa é fixação prolongada. A raiva, por vezes, extingue-se com o tempo. A mágoa perpetua-se porque é alimentada pelo pensamento reiterado. Sendo o pensamento força atuante, cultivar mágoa é perpetuar internamente a experiência que desejamos superar.
A terapêutica espírita repousa sobre três fundamentos. Reforma íntima mediante autoanálise rigorosa. Compreensão da lei de causa e efeito, que amplia a perspectiva histórica da alma. Exercício deliberado do perdão, que não elimina o fato ocorrido, mas o ressignifica sob o prisma evolutivo.
Carregar mágoa é manter acesa uma brasa invisível. Libertar-se dela é sinal de maturidade espiritual e conquista ética que conduz o espírito a níveis mais elevados de serenidade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
