Nao Tente Adivinhar o que
“Aceite que errar é parte da vida; aprenda com seus erros, mas não permita que o medo de errar impeça você de viver, agir e evoluir.”
Diz o ditado: quem não se arrisca não petisca. E quem se arrisca por demais, pode acabar com as mãos e com o coração vazios.
Não há príncipe ou princesa encantada. Quando a nuvem cor de rosa se dissipa, vem a realidade e mostra que a vida não é um conto de fadas. Portanto, deixe de ilusões!
Olhei para aqueles olhos castanhos que há tempos me fizeram corar, suspirar e perder a fala e não senti nada, nem um frio na barriga, nem um estremecimento, nem uma aceleração do meu ritmo cardíaco. Senti como se ele fosse a pessoa mais normal e comum do mundo, não aquele alguém especial, só mais uma pessoa no planeta. E com a mesma frieza que ele me tratara dei as costas pensando "tchau pessoa normal,vou colher algumas flores para enfeitar o meu jardim", "tchau pessoa normal,vou achar meus amigos e curtir essa festa", "tchau pessoa normal,vou ser feliz sem você".
Não importa o tamanho do começo: quem sabe administrar com responsabilidade aprende o segredo de investir para multiplicar.
Amanda tamiris da maia
Sinta-se orgulhosa. Eu não te troquei por ninguém! E quem dorme comigo na metade do colchão vazio é a saudade...(Patife)
Não dá pra reclamar de violência, deslizando os dedos sobre a Morte ou os Traumas Iluminados de alguém.
Porque, nessa claridade azul, há mais que uma morte à mesa.
A primeira é a visível — os corpos entregues ao espetáculo.
A segunda, a sensível — a alma dos que assistem, lentamente embotada.
A terceira, a coletiva — o apodrecimento ético de uma sociedade que transforma tragédia em passatempo.
E a quarta… a mais cruel — a que quase sempre se esconde no brilho da própria tela, comprada às vezes no mercado negro, com o preço invisível da dor de quem a perdeu.
Há quem, sem perceber, alise o sangue seco nesses vidros, julgando a partir da zona confortável de sua poltrona, o mesmo crime que alimenta.
Banquete farto, servido à luz fria do progresso —
onde cada toque é um gole de conforto e uma migalha de culpa.
É o Banquete das Mortes Iluminadas!
O fato de ninguém ser obrigado a fazer companhia para ninguém não é licença poética para abandonar na solidão quem estava na solitude.
Há uma diferença deveras silenciosa, mas profunda, entre estar só e sentir-se sozinho.
A solitude é uma escolha, um espaço de encontro consigo mesmo, onde o silêncio não pesa e a ausência de vozes não se transforma em vazio.
A solidão, por outro lado, muitas vezes surge quando aquilo que era abrigo se torna isolamento, quando a liberdade de estar consigo cede lugar à sensação de ter sido deixado para trás.
É verdade que ninguém tem o dever de permanecer onde não deseja estar.
Relações não podem ser sustentadas por obrigação, e afeto não floresce sob imposição.
Mas reconhecer essa liberdade não significa ignorar o impacto que nossas ausências produzem na vida de quem caminhava ao nosso lado.
A maturidade das relações não está apenas no direito de partir, mas também na responsabilidade de compreender o que a partida representa.
Muitas vezes, a pessoa que parecia bastar-se não era alguém que dispensava vínculos; apenas havia aprendido a conviver bem consigo mesma.
Confundimos independência com invulnerabilidade e acabamos acreditando que quem aprecia a própria companhia não sente a falta da companhia alheia.
Sentir falta, entretanto, é parte inerente da experiência humana.
Nem mesmo os mais autossuficientes são imunes ao afeto, ao pertencimento ou à dor das rupturas.
Existe uma delicadeza que deveria acompanhar os encontros e desencontros da vida: a consciência de que passamos pela história dos outros deixando marcas.
Algumas são lembranças leves; outras, cicatrizes profundas.
Não se trata de permanecer por pena, nem de carregar responsabilidades que não nos cabem.
Trata-se de agir com humanidade suficiente para não transformar nossa liberdade em descuido e nossa escolha em negligência emocional.
Porque, no fim das contas, a verdadeira consideração não está em nunca partir.
Está em não esquecer que, enquanto estivemos presentes, ocupamos um espaço real na vida de alguém.
E que a forma como saímos desse espaço pode determinar se aquela pessoa continuará habitando sua própria solitude ou será empurrada para uma solidão que nunca escolheu.
“O Mentiroso é convencido pelos seus pensamentos que é honesto porque não tem vergonha ao afirmar a verdade.”
