Nao Tente Adivinhar o que
Às vezes o silêncio é a melhor resposta que oferecemos
Respirar fundo, não questionar e da tempo ao tempo!
SEM MEIO TERMO.
Não se vive aos cadinhos. Não se esmola vida. Não se pede licença para existir. Não se existe de favor. Viver é apoderar-se dos instantes, copular com os dias, apossar-se do estar sendo, emprenhar-se do mundo, dos sentidos, do agora. Viver é rasgar-se por dentro, deixar-se arranhar pelos cílios do medo, vibrar na alta freqüência do desmedido, enfiar a língua entre os dentes da insanidade, parir-se ao contrário todas as manhãs. Viver não é um exercício de preservação, mas de flagelo. Não há resguardo possível àqueles que estão vivos, nem prudência, nem moderação. Vida é o caminho que se faz todos os dias entre a loucura e a sanidade. Estar vivo é não ter medo de se perder nesse percurso.
A hipocrisia não suporta a nudez espontânea da verdade, o seu expor-se, revelar-se, o seu fluir limpo como água de nascente.
Claro, poderíamos fazer tudo por amor. Mas... ah, o amor! Melhor não sobrecarregá-lo, né? Melhor deixá-lo florescer ao seu modo. Onde e quando menos se espera. Frágil e imortal.
Talvez o tempo não corra linear como água saindo de uma torneira... talvez se pareça mais com catchup saindo aos trancos das antigas embalagens de vidro. Talvez o tempo esteja se lixando pro que eu penso dele. Talvez? Certamente.
O vínculo entre mãe e filho não termina na hora do parto. O cordão umbilical sim é cortado na hora do nascimento, mas a conexão entre mãe e filho não, esta perdura por toda a vida, além da vida, por toda eternidade.
“Aprenda a deixar ir, não precisa esquecer, mas, deixe acabar, deixe coisas novas chegarem, saiba esperar por elas e saiba não esperar também. Se você enxergar as coisas da maneira exata, elas nunca serão totalmente erradas. Foi assim que eu aprendi a sobreviver nesse pouco tempo de vida que tive, me desapegando. De tanto se perder uma hora a gente acerta o caminho.”
Seja quem você realmente é, e acredite em si, mesmo que as pessoas desejem que você não seja o que é capaz de ser.
Não te castiga assim, está tudo em paz. Nunca houve cães. É como uma cantiga de ninar nas cinzas do fim do mundo.
O destino me fez ver que não sou nada sem você e que amar e ser amado é belo.
O destino se impôs para provar-me que tu és minha única razão de viver.
E que o planeta pode terminar, as estrelas caírem para nos queimar e o sol congelar a vida terrestre, pois meu amor por ti não acabará.
Não se pode enlouquecer por todos os loucos, e esse mundo não é digno de minha lucidez. E é persistindo na diferença de quem sou e de como escrevo, que acabarei me tornando sábio. Talvez como Quintana que disse "... A poesia é uma loucura lúcida”. E existe um prazer em viver fora da normalidade, no movimento dos dedos sobre o papel, na beleza de cair e levantar. Ninguém quer aplaudir, todos querem vaiar. Somente um louco me entenderá, todos querem saber, mas minha insanidade não permite explicar.
E que o vento leve o aperto no coração, as palavras não ditas porque simplesmente não podem ser ditas!
O afago dado, esquecer.
Os sonhos apagar.
Simplesmente voltar ao ponto onde era só eu, sem você!
Talvez seja a melhor maneira de tirar de vez o que já devia ter saído!
E fantasiosamente, sonhando com aquele momento, parou de perceber quem tá tentando constantemente te fazer feliz!
Aquele que está de braços abertos, esperando só uma pequena parte de você dizer sim!
