Nao Tente Adivinhar o que

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⁠Não há notícia
de liberdade
para o General
que está preso
injustificadamente
e sem acesso
ao Poder Judiciário,...
Desde o dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito,
todo o dia de poema
em poema insisto
que ele seja libertado
desta maldição de fato,
Dá para ver sem
nenhum gosto que
não há boa vontade
de corrigirem esta
injustiça histórica,
uma história verídica
longe de ser boato,...
Percussionou forte
a Rota do Tambor
pela Cruz de Maio,
pela tropa que está
na mesma situação
tenho insistido em
igual ritmo de oração,
E esta barbárie espalhada
por todos os lados,
transbordando
nas redes ao invés
de abrir caminhos
planos e gentis
para pavimentar a reconciliação:
...sem mais comentários!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Cada tem falado
sempre uma
coisa diferente,
Uns dizem sim
e outros não,
Tudo tem feito
mal ao coração,...
O tempo está
correndo veloz
simplesmente,
E dele também
eu sou paciente:
Não se sabe de nada,
e só se lê
em desaparição
forçada,
Se dúvida de tudo,
e não mais se
acredita em nada.
O tempo está
correndo veloz
simplesmente,
E dele também
eu sou paciente:
Não se sabe
se a tropa e o General
preso injustamente
estão comendo,
Porque visitas
nenhum deles
estão recebendo.
O tempo está
correndo veloz
simplesmente,
E dele também
eu sou paciente:
Uns dizem que
o Comando do Sul
não vai atacar,
Só sei que no Império
não dá para confiar,
Porque deixou
o seu próprio povo
com COVID-19
_derretendo_
Não importa onde,
se o povo está sofrendo,
é ali que o meu
coração está doendo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Por questão
de coexistência
não posso deixar
de lembrar que
_o sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
_as Malvinas
são Argentinas,
_o Mar é da Bolívia,
_e o Pré-Sal que
tiraram do Brasil
será recuperado;

Centenas de covas
_foram abertas
na Vila Formosa
_o maior cemitério
da América Latina
para os esperados
velórios de uma hora:

O povo está por todos
os lados há quase duas
semanas sem comida
e a Medicina espera
por quase tudo

_que salve a vida;

Há cento e cinquenta
bolivianos na fronteira
do Chile com a Bolívia
que deveriam ser
_por direito repatriados ou
acolhidos com decência,

Não há como não
cutucar a ferida
com o dedo porque
a despesa já está
muito bem 'paga'
até antes de nascer

_com as águas do Silala
e as terras de Antofagasta;

Do alfa ao ômega
ainda insisto pedir
a liberdade de
cada preso político
como o General
que se encontra preso
injustificadamente
há mais de dois anos,
não parar de pedir
por ele e por quem
precise da minha voz
_não está nos meus planos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não tem feito diferença
se tem feito noite ou dia,
estamos encerrados
pelo mundo afora
e na América Latina.

Não tem feito diferença
nem a indiferença,
o desprezo pelo povo
tem sido a sentença.

Pelas ruas de Guayaquil,
corpos de mortos
incendiados
e os quê estão vivos
foram todos abandonados.

Não tem feito diferença
nem a indiferença,
o desprezo pelo povo
tem sido a sentença.

Pelos mares do Caribe
o Império com o seu
Comando do Sul
prometem uma tempestade
neste momento de desastre.

Não tem feito diferença
nem a indiferença,
o desprezo pelo povo
tem sido a sentença.

Nesta minha terra
onde a ambição política
nos tumultua e impera,
o fantasma da fome
que é o mesmo o do mundo
tem sido a diária quimera.

Não tem feito diferença
nem a indiferença,
o desprezo pelo povo
tem sido a sentença.

Pelos sótãos e calabouços
existem homens e mulheres
respondendo pelo peso
de uma livre consciência,
e ninguém sabe se o General
preso injustificadamente
há mais de dois anos
está sendo tratado
com um mínimo de decência.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Desta terra que
se encontra
em isolamento
social coletivo,
Não estou
em isolamento
social afetivo,
Não me considero
caso perdido,
pois não vivo
imersa no egoísmo.

Convivo com
o tal sentimento
do mundo que
move cada poeta
a se dar pelo povo,
Caiu a chuva
e eu em silêncio
com o meu peito
com gratidão
pela presença
do Exército
aqui no município,

Sobrevivo com
o tal sentimento
do mundo que
move cada poeta
a se dar pelo povo,
Presente nos passos
dos bolivianos
em plena fronteira
e que não foram repatriados
por causa da conhecida
serva do Capeta,
este é mais um episódio
de lesa-humanidade
para lembrar daquele
inferno de mulherzinha;

Presente nos passos
de cada latino-americano
pelo mundo espalhados,
oração, esperança
e coração por
um mundo curado,
livre de doenças
e de ardis pelas mãos
de autoproclamados,

E assim vou a cada
minuto vou pedindo
a justa liberdade
para o General que
está preso injustamente
desde o dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito,
há pouco mais de dois
anos passando sufoco.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não confio
naquelazinha
e nos servis
adoradores
que são tão
letais quanto
a pandemia,
massacraram
trinta e seis
indígenas,
Senkata, Sakaba
e Yapacaní
que o digam,...
O quê eu escrevi
não é mentira.
As mortes
estão impunes,
os assassinos
estão livres
e para uns estas
foram ações
de rotina
na América Latina,
E ainda quero crer
que o isolamento
social ainda é
a melhor saída...
O quê eu escrevi
não é mentira.
O egoísmo por
aqui encontrou
guarida para uns
e o pobre passar
isolamento
morto de fome
virou necessário,
para que
morra cedo
e a ineptitude
seja varrida
para debaixo
do tapete,...
O quê eu escrevi
não é mentira.
Não vejo rede
de proteção
social em pleno
funcionamento
em tempos
de recessão
mundial em
nenhum canto,
E nem espírito
efetivo que
abra as portas
da prisão
para o General
preso sem
fundamento,
para a tropa
e presos políticos,
(ultrapassamos
todos os precipícios).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Existem pessoas
que não têm dinheiro
para fazer despensa
de comida,
que não têm carro,
não têm Internet,
não têm telefone,
e não têm ninguém
que as ajude
a fazer compras
ou levá-las até o médico:
São essas pessoas que
estão sendo intimidadas
quando andam nas ruas
por todo o país
e pelo mundo afora
por parte de uns
cidadãos egocêntricos
que saem para lá
e para cá com os seus
carros e egos inflados.
Reclamo por todos que
necessitam ser cuidados,
Não há sentido na minha
vida se não houver
sentido para outras vidas:
O meu coração pertence
aos que caminham solitários,
médicos e enfermeiros
que por causa de tantas
sucessões de tristes
fatos andam precisando
se proteger com sacos
e embalagens de plástico;
Peço a Deus que zelai
por todo e não esquecei
dos filhos descamisados
e os proteja de todo
e qualquer maltrato,...
E assim
de idílio em idílio
falando até do conhecido
inimigo invisível,
Vou contando tudo o quê
ocorre nesta região
onde não se sabe quando
haverá até para uma
tropa, um General
(preso injustamente)
e outros presos políticos
a justa e oportuna libertação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tentando não perder
o desenrolar dos fatos
debaixo para cima,
e de cima para baixo,
conto o quê deve
ser sempre contado,
correndo o risco
do erro com palavras
que não são minhas.

Não rompendo nunca
com a paz possível,
a poesia quando
sabe pouco nada,
ela vai por aí em busca
da memória e da verdade.
Com o sorriso apagado
dizem que o Capitão
nunca esteve ligado
na Operação Aurora,
incomoda o quê está
passando com a tropa
como ela fosse minha,
vai dormir pensando
na gravidade da notícia:

"Paramilitares siembran
minas en la zona
del Catatumbo
venezolano y la guerrilla
impuso el toque
de queda en El Guayabo".

Um dia essa moda pega
de todo mundo querer
virar poeta esperando
o raiar da liberdade
contando tantas histórias
da América Latina
que fácil se esquece
até dos protetores
das borboletas monarcas.

Testemunha sensorial
destas tristezas
do continente e pedindo
a liberdade do General
que está preso inocente
e que não viu nestes
quase dois longos anoa
sem ver o sol da justiça,
assim sigo aborrecida(....)

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O laureado brinca
de fazer poesia,
afogado na mentira
que é para nós
velha conhecida;
não se comercializa
e nem se brinca
com qualquer poesia.

Ele que não deu
resposta devida
as minhas perguntas,
e sobretudo
as perguntas
do irmão do General,
pensa que com poesia
o cérebro trinca.

Não é por causa
um ou uns
saio reverberando
falsas notícias,
responsabilizando
todos pela dor
alheia sem eira
e nenhuma beira.

Notícias que sem
nenhuma timidez
espalhadas aos quatro
cantos do mundo
por uma imprensa
de Cuba que brincou
com o sentimento
de uma Família,
e mentiu para
quem quiser ler
que o General preso
inocentemente
há quase dois anos
sem acesso à justiça
virou Governador.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Desejo um futuro para o meu Brasil que não nos inspiremos em nenhum modelo colonial e que os nomes dos facínoras da História não estejam mais no centro dos debates. O debate político aqui está com uma energia muito ruim. Sério mesmo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não me confundam
com militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.

Quero saber até
quando vocês vão
esconder as listas
das prisões políticas
da prova de fogo?

Não me confundam
como militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.

A poesia tem a sua
militância política,
das maldades
deste mundo ela
sempre é teimosa,
e quer virar o jogo.

Não me confundam
com militante política,
Eu sou diferente:
sou militante poética.

Só que a poesia
é muito superior
do que a política
que sempre tira
a esperança do povo:
a poesia pacífica
e a devolve de novo.

Ela pede todo dia
para que todos
tenham paciência,
perguntar
não é ofensa:
até quando a justiça
irá manter presos
a tropa e o General do povo?

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Somos milhões,
nós somos
a Geração Wiphala;
Não adianta amordaçar,
e insistir em fazer
rádios fechadas:
as mentes estão abertas.

Brada forte o clamor
pela paz austral
que por um golpe
foi sequestrada
bem antes da data
comemorativa
do Estado Plurinacional.

Somos deste continente,
nós somos filhos
desta Abya Yala;
Até a última gota da hora
do dia do Estado Plurinacional
que tentaram reter a notícia
de festa em transbordamento.
de verdade e sentimento.

Somos milhões,
onde quer que estejamos
desta Pátria Grande
todos filhos, irmãos e primos
a romper fronteiras,
mordaças e grilhões;
Contando nossas histórias,
as de rincões e políticas prisões.
Em versos que observam
que desejam recuperar
os filhos perdidos
em deserções,
Da repetição da prisão
do Coronel Aviador
como ocorreu
com a tropa e o General,
Mas ele alguém soltou;
Com o General
que segue preso sem provas
a justiça permanece
inútil, inerte e silenciosamente,
E assim segue a epopeia
latino-americana a contar
esta tragédia lamentavelmente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não doem os meus
ouvidos os gritos
dos excluídos,
A cada dia fazem
mais vivo
o meu coração
rendido aos ecos
do meu apego
ao solo sagrado,
Escrevo mesmo que
não seja escutado:
Convivendo no meio
de um oceano
de presos políticos.

Não há como fingir
e dizer que há
como ver o eclipse,
o ideal era ficar
esperando pela
passagem das nuvens.

Correndo contra
o tempo para
tentar encontrar
os desaparecidos
mesmo sem saber
quem eles são,
Sem ter como
cuidar dos feridos
E ciente de que há
quem anda sendo
processado por
exercer a missão.

Não há como fingir
que há justiça
para uma tropa
e um General,
e contra eles
sobra a covardia.

A paz vem sendo
todo o dia asfixiada
a base de golpes,
Lares retalhados,
A inteligência
vem recebendo
advertência pública
Estamos sitiados
por irregulares
grupos armados,
por mil pensamentos
todos os dias dolarizados
e por muitos que querem
os povos indígenas despojados.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠É véspera de Ano Novo,
e não consigo sentir
o perfume da liberdade,
Versejo como quem
grita aos quatro ventos
sem ser escutada;
E mesmo assim
com esperança
e fé na possibilidade.

É impossível fingir
que não escutei
reivindicações
pela liberdade
dos presos políticos
que mais uma vez
foi procrastinada;
Dói ver gente
que por ela não
estão fazendo nada.

Há sindicalistas,
nove comuneros,
gente campesina,
militares e gente
de todo o jeito,
e vozes resistindo
o quê os corações
não se calam
neste continente
que foi invadido
por radicalismo;
E me espanta que
há quem se assuste
porque conto tontos
e outros fatos
pedindo pela libertação
de todos e do General.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Envio poemas
em doses
homeopáticas
para a sua
irrazoabilidade
sacodir
e não te deixar
nem por
um segundo
descansar
até o nó cego
do autoritarismo
você desfazer,
Há muitas baixas
de indígenas
neste continente
para investigar,
E garimpos
para expulsar.

Estamos perto
do Ano Novo,
Houve uma
promessa
por uma mesa
de diálogo
nacional
antes do Natal,
e ela não
foi cumprida:

Não soltaram
a tropa,
o General
e outros tantos
que estão
enterrados em vida;

Em qualquer lugar
quando falta
o diálogo
sempre faz lembrar
da diplomacia da Bolívia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No Mercado Antigo
de La Ramada
Cruceña
não se pode mais
vender em paz,
Em Yapacaní
a ausência dela
não aconteceu diferente,
O silêncio em muitas
rádios tem sido presente:

Não há mais imprensa livre
e tampouco de resposta,

Sobram militares e policiais
subordinados a motoqueiros,
a barra brava do oriente
e a terrorista união
da juventude cruceñista.

Não se pode dormir
em paz em Chapare
e por toda a Bolívia,
Por causa da violação
do Protocolo de Ushuaia
por culpa de gente errada
com a Bíblia nas mãos
numa aventura golpista.

Neste continente
onde os massacres
de Senkata e Sacaba
estão quase olvidados,
A proteção aos povos
indígenas de todas
as Nações e cantos
que já era mui frágil
agora pode ser
declarada extinta,
e nada posso fazer.

Só de pensar nisso
e ainda por ontem
vem me deixando
apavorada porque
sei que estes
diabos em vida
querem fazer
de tudo para provocar
um sentido
para justificar
aplicação do TIAR
e um continente
inteiro convulsionar.

Quem perde com isso?
É a humilde população.
O quê ganho falando nisso?
A paz de espírito
pelas tropas e o General
que estão presos
injustamente na prisão,
E eu que não posso
por eles fazer nada
a não ser não ficar calada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Passou um mês
do massacre
de Sacaba:
ninguém foi preso
e quem sabe
da verdade
não abre a boca,
Não se indigna
ou não demonstra
por medo
de represália
de ser mais
um desaparecido,
Um sobrevivente
sem salvo-conduto
ou simplesmente
se tornar mais
um preso político.

Não importa
onde esteja
se é na quermesse
em prol das vítimas
de Senkata ou até
mesmo na igreja,
O autoritarismo
vai te aprisionar
quando você
não permite
a sua dignidade
ele sequestrar.

Muitas histórias
sem fim nesta
Pátria imensa
para contar e recontar,
Não se sabe nem
o porquê e nem
quando vão soltar
a tropa e um General
presos injustamente
e não há notícias
nem de esperança
para este Natal,
Da poesia sigo
sendo o último
soldado até o final.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O sobrevoo silencioso
do condor sobre
o nosso continente
anda mais forte,
Não há possibilidade
de ficar contente,
Com o massacre
Senkata e Sacaba
que matou tanta gente.
Eis-me a poética
pelos anônimos
que insiste em saber
como são os rostos
dos desaparecidos
e para onde
ele foram levados,
Não saber quem
são e como são
tem deixado o meu
coração aos pedaços.
A América do Sul
de ponta a ponta
está sequestrada
por controle remoto,
Buscando saber
o quê aconteceu
com a tropa castigada,
E com o General
que foi injustamente
preso no meio
de uma reunião pacífica
no dia treze de março
há quase dois anos,
Por todos eles
e o tempo todo
tenho escrito versos
latino-americanos
porque sem eles
não sei o quê será de nós;
Sem exagero sei
muito bem aquilo que falo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nenhum golpe é
para sempre tal
como a noite,
Insistir numa
mentira que
não houve ela
sempre acaba
virando açoite,
Mesmo no meio
da madrugada
acordar é questão
de vida ou morte
Acorda Bolívia
para não entregar
nas mãos erradas
a sua própria sorte.

Enquanto andava
cruzou uma borboleta
azul elétrica num
voo baixo e triste,
Talvez pelos ventos
ou fugia para
salvar a própria
vida para
não ser devorada,
Num momento que
eu meditava
um verso para
pedir um Natal
sem prisões políticas
e o pedido para libertar
da prisão injusta
a tropa e o General,
Talvez seja esse
o significado real
da missão da poesia.

Nenhuma prisão é
para sempre tal
a tempestade que
obstrui caminhos,
Ignorar que estamos
num continente
que virou um
oceano de presos
e desaparecidos políticos,
É dar um cheque
em branco para recolher
a sua bandeira antifascismo
nos estádios e se entregar
nas mãos do autoritarismo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pensamentos, palavras e atitudes que estimulem perseguições individuais não são necessárias para o bom andamento do Brasil e de nenhum país.

Inserida por anna_flavia_schmitt