Nao Tente Adivinhar o que

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Eu não respondo por mim

diante de ti,

Diante das [delícias

Dos teus beijos indecentes,

Dos teus beijos molhados,

Dos teus beijos imprudentes,

E daqueles mais rasgados...



Eu não respondo por ti,

Diante das [loucuras

Da perdição da tua pele,

Da fragrância masculina,

Da sedução do teu regaço,

Do aconchego do teu abraço.



Eu não respondo por mim

diante de ti,

Diante do que sei

que és [capaz

De fazer,

De me ter,

De me possuir,

De me mimar,

e me dominar...



Eu não respondo por mim,

Porque me fizeste

a tua primavera

Cultivando em mim um jardim

- imenso -

Eu não respondo por mim,

Porque em ti

Já encontrei todas

as respostas...

Inserida por anna_flavia_schmitt

As nuvens dissipadas no céu,

O sol bondoso fazendo brotar...,

Não só os beijos das sereias

Pelas areias,

Mas também pelo mar;

Das gaivotas eu escuto,

- o cantar

Embalando o festejar.





As delicadas borboletas,

Obras primas da Natureza,

Sobrevoando as gentis dunas,

Enfeitando a poesia praiana,

Descrita na Praia de Salinas,

Eternizada como um doce beijar.





As dunas são como a vida,

Ambas mudam de lugar;

Não deixe nunca de amar...,

E no teu coração o amor bailar,

Siga como o barquinho

Pelas ondas do mar;

Permita-se ser levado pelo flutuar

De tanto me adorar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não tenha receio

- do destino

E nem de escrevê-lo,

Observe o caminho,

Este é o meu pedido!



Celebram e revoam,

Sob o céu colorido,

E sobre o mar de chumbo,

Assim são os pássaros,

Livres como o teu amor,

Que é o maior do mundo.



Os teus dedos tocam

A Lua e a estrela;

Paciência de esteta,

Que ama com beleza,

E refinada cadência.



As areias seguem o curso,

Somos como elas,

Temos leveza, e pertença

O receio não nos pertence;

Só exclusivamente o perene.



Os teus lábios macios,

Intensos e atrevidos,

Doces e quentes,

Não meteóricos,

Etéreos e atraentes.



Esbanjando essa fascinação,

Airosa sideração,

Não menos dispersa,

Encantamento de quem guarda

Para dois amantes:

o cálice da paixão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A chuva chegou,

Eu já posso plantar!

É verdade, Padre!

Não me canso de plantar.



A chuva chegou,

Antes do direito!

É verdade, Padre!

Deus é sempre perfeito!



A chuva chegou,

Ela pode ir embora,

A vida é assim mesmo,

O ser humano não toma jeito!

A chuva chegou,

Só não chegou

- a vontade de mudar -

Desses políticos que não param,

- nunca -

De zombar da cara do sertanejo,

Não pensem eles,

Que o nosso povo desatento,

Nós sabemos à que viemos:

O sertanejo é poesia,

Não para de sonhar,

O sertanejo é um forte,

É o poeta da seca,

É o poeta da própria sorte,

O sertanejo é um forte,

- exausto -

Como disse a senadora,

Como disse o poeta,

E como canta o repentista:

- O sertanejo é um forte...

- Sobretudo! -



O sertanejo tem vontade de vencer

Quem fala o contrário:

Não conhece o sertão,

E não sabe o quê é viver...

A chuva chegou,

O ser humano continua o mesmo,

Ele não toma jeito,

Não conhece a vergonha,

Só conhece o ano eleitoral,

Zombar com a cara do sertanejo

Para alguns políticos se tornou normal!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não há força diante da democracia,

E nada que a supere;

É força magna, é energia,

Voz que não se cala,

- mesmo sob mordaça

A força da democracia é a própria,

Está sacramentada na história.



Sem o povo não está escrita a glória,

Com a alma é que se afugenta,

- espanta

Toda a insana covardia,

Através do sonho de democracia,

Arrebentando toda a mordaça,

Atirando-se os grilhões ao vento,

A democracia virá, é só questão de tempo.



Abro o destino para o deboche

Cair no precipício,

Com a minha poesia respondo o riso

Do totalitarismo,

Rui Barbosa sentou praça

Na democracia,

E dela ninguém me divorcia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Talvez você não

me enxergue,

Assim como eu sou,

Talvez você

não me amou.

Sim, o teu

discreto olhar

Traz para mim

uma esperança

- única -

Como um vagalume

a voar.



Talvez você

não me perceba,

Sou vegetação rasteira,

Sim, eu floresço;

Desabrocho,

Sou estrela-flor,

- em esplendor

Cravada nas areias.



Talvez ainda

não me ame,

Porque não

me conhece

- direito -

Nascida para

te amar,

- devotadamente -

Para satisfazê-lo

INTEIRO.

Inserida por anna_flavia_schmitt

As crianças brincando nas areias,

Na beirinha do mar,

Uma dádiva tão encantadora,

Não há como não admirar...



A vida, as marés e as suas fases,

Tão linda é a alegria,

- e o encanto

Que tu me trazes.



Essa crença enleva a minha fé,

E me dá força para amanhecer,

- resistir

E caminhar e me fortalecer.



Porque mesmo que atentem,

A Natureza mostra a sua força,

Assim aprendi a ser gente,

Com a força da Natureza,

Aprendi a ser valente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não há resistência

Que não se dobre

Diante da admiração

De apreciar a beleza

Da Natureza plena

Resistindo o vilipêndio

Com a força da paixão.





O outono anuncia

A forte resistência

O oceano tece

Todos em rede

Simetricamente

Os grãos esculpindo

O chão de areias

Enfeitando o Balneário.



Presenciar a revolução - natural

Faz de mim uma pessoa

- forte-

Ver a Natureza enfrentando

Faz com que eu me fortaleça,

E nada tema

Porque viver sempre vale a pena.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não resisto,

porque não quero,

Deixei bem claro

que eu te quero.

Eu, vegetação rasteira,

sobre a duna

Como quem segura,

e se insinua porque deseja

- ir além.

Gente como eu,

jamais recua,

tem a alma nua,

talhada e lapidada;

Não teme à nada.

Ama heroicamente,

resiste à tudo,

Enfrenta silenciosamente,

Não teme e não se

nega à tentação,

Vai além do querer bem,

crê que um dia o amor vem.

Desde o dia em que o destino,

trouxe para mim o teu livro:

Nunca mais fui a mesma,

quando vi você com esse olhar

- desprotegido -

Eu já sabia que era tua,

nascida e predestinada,

Para ser a tua amada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho na memória guardada,

Não há mais como dizer,

Talvez esteja sepultada,

Em terra longínqua,

Hei de um dia te contar,

Fizeram a gente esquecer,

Não é possível sequer falar.





Este poema é impublicável,

Mas é inevitável...

Ele fala de sobrevida,

Ele fala da Morte,

E da vida além da Morte.



Abraçando a lembrança,

Não há mais esperança,

Ylang-ylang é o teu perfume no ar,

Serena musa, não sei onde estás,

Talvez um dia você vai voltar,

Talvez pobre de você,

Algum dia o destino irá mostrar.





Esse poema não presta,

Eu deveria atirá-lo no lixo,

Ele não deu a cara a tapa,

Filho de alma covarde,

É quase uma denúncia...

Os ares e ‘as flores de abril’,

Uma música de Chico Buarque,

A imagem da mulher esfumaçada,

Talvez esteja desfigurada,

Teve a imagem desaparecida,

E alma roubada,

Não quero falar sobre mais nada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

É inverno!

Celebremos,

Não é eterno,

Sempiterno.

- momento

Não recusemos.



É eterno!

Não recuemos,

- é extremo

Enfrentemos,

- o tempo

E o eternizaremos.



É sempiterno!

Como um afeto,

Reconhecemos,

É terno,

Intenso,

Logo, o passaremos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A saudade não passou,

O presente ainda machuca,

O futuro é um convite,

O poeta tem razão.



É de exuberância monumental,

- a minha vista é do quintal,

À espera da tua presença espiritual.



Lá em Isla Negra perdura

A saudade que você deixou,

O amor que ainda persiste

No rimário de encanto e sedução.



É uma espera sem igual,

- dizem que isso não é normal

Essa espera valerá a paz sem igual.



A saudade não vai passar

O presente irá te trazer,

O futuro irá nos pertencer

- E o poeta há de nos escrever! -

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não conheces Pátria mais garrida

Glória mais sofrida e renhida

De toda a sorte e toda a vida



Do merecido orgulho da tropa

Das eternas luzes mauás

Não sabe em qual lugar estás



Por nossas histórias magníficas

De todas as lutas e todas as lidas

De recomeços e novas partidas

Porque somente de um sopro doce

Se constrói e faz renascer um país.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não se castra a poesia de [ninguém,

Quem castra - age como quem rouba a fé,

Uma poesia castrada,

- é como o brilho dos olhos roubados de

[alguém

Não se castra a poesia de [ninguém.



Das vezes que eu tentei te procurar,

Você não quis deixar,

O meu amor te amar,

E no teu coração eu penetrar.



Não se abafa o canto de [ninguém,

Quem abafa - age como quem acaba com o oxigênio,

Um canto abafado

- é como um país que virou terra de

[ninguém

Não se abafa o canto de [ninguém.



Do meu escrever sobre o amor,

E sobre o teu sentir,

Eu quis falar,

E você não quis me ouvir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Palavras não são como folhas ao vento,

Dizem até que o vento as leva,

Mui diferentemente das folhas,

Elas - as palavras - sempre chegam ao

destino, - não duvide disso.



Lá do alto do Monastério,

Com os braços em direção ao céu

De tom opala e repleto de mistério,

Em busca de retirar todo o véu,

Ele que abriga o mel que te aflige,

Assim bem doce tu redige.



Palavras não voam com o vento,

Elas só trafegam,

Mui diferentemente do que pensam,

Elas ocupam o teu coração,

E tomam conta do teu pensamento.



Vejo no firmamento

do teu corpo,

Tatuadas as setes artes

liberais,

Inscritas deliciosamente,

Capazes de me endoidecer,

E de me invadirem ardentemente,

Rendendo-me severamente.

A tua retórica hipnotiza

a minha dialética,

A tua música a minha gramática

não traduz,

O teu beijo é expressão

- e o teu corpo seduz.

A tua aritmética domina

a minha geometria,

Somos uma constelação

- e uma só astrologia...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Escrevo para no seu

coração criar raízes,

Com a fé de que um

dia seremos felizes,

Não ligue para o que

os outros dizem,

O importante é que os anjos

nos bendizem.



As palavras são

como os bosques,

Elas podem ser

noturnas ou diurnas,

Deixe que permaneça

só os toques,

E que definitivamente

não te percas.



Escrevo para não

ficar de ti isolada,

Porque devagar irei

te adentrando,

Como um carinhoso remanso,

Aos poucos você irá

se apaixonando...



E destes versos

que se encaixam,

Como o bosque

e o remanso,

Sei que cada um

deles te encantam,

Seremos elementos

que se completam.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Pela delicadeza do olhar,

E pelas mãos da mulher,

O Rio não resiste,

- ele se deixa fotografar

Ele sabe o que ela quer

De dia ou de noite,

Caminhando iluminada,

Fazendo boa fotografia,

Lendo boa Literatura,

Nunca será como espuma do mar,

É presença feminina cheia

de balanço do mar...

O Rio por Maris se mostrou,

Que continua lindo,

Enluarado ou estrelado,

Ele sempre será eterno,

Quem nunca se interessou por ele,

- não conhece o seu reinado

O clamoroso barulho do mar,

- é como um clique delicado

Maris soube capturar bem

o seu lindo céu rosado,

O Rio só se deixa ser fotografado

por quem sabe o que quer,

Assim ele se deixa abrir diante dos

olhos enternecidos da mulher...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho flores na fronte

Carrego você comigo,

De mim não te tiro;

O teu beijo é fonte

De toda a inspiração.

Só de te olhar,

Não resisto,

Quero te amar,

Insisto,

Não canso de esperar,

Suplico - e repito,

Como uma oração...



Tenho sabores na boca,

Todos em minha saliva,

Especiais para dois,

Esperando por ti,

Não me farei de esquiva,

Te olhei como quem solicita,

Aguardo você aqui,

Para experimentar,

Para apalpar,

Para acarinhar,

Para beijar,

Para o teu colo me dar.



A tua imagem é evocação

Do que é mais puro,

Do que é mais belo,

Do que há de mais fecundo,

Nunca vi nada igual

Nesse mundo és paraíso,

Um inacreditável feitiço;

Que rendido aos meus versos,

Tornou-se um menino levado,

Em meu peito abrigado,

Farei-te meu bem amado,

Completamente entregue à paixão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ainda ouço o teu arfar,

- a tua respiração

Não mais me ouves

- apenas me sentes

Consigo ver em teu olhos

(silentes),

Não menos ausentes,

- ainda tenho o teu amar

Inconstante como o mar,

mas tenho; hei de te esperar.



Contigo eu hei de viajar até

Havana,

Conheceremos Cuba e a sua

natureza insular,

Nessas águas que serão tuas

e minhas,

A paixão também há de

adentrar,

Seremos dos ciboneis uma

música a cantar,

A herança indígena jamais irá

se apagar,

O nosso amor em Havana há de

aportar...!



Eu sinto que você irá se aproximar,

- estou orando para San Cristóbal

E a minha promessa irei pagar,

- por esse amor que não há de acabar

Você é um homem nobre,

- e eu apenas sou uma camponesa,

Que deverá ser iniciada nas boas 'artes';

- e nas boas métricas e com toda a sutileza

Assim juntos acertaremos as diferenças

no passo da salsa dessa Cuba que nos toca

no profundo de nossas almas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu sou a tua alegria que não se [disfarça,
- e o verão que te [abraça
A onda do mar que passa e volta
- e te [perpassa
Trago o carinho do vento e o perfume,
Que ele [espalha - e que você acha [graça...

A minha alegria menina caminhando
Na Praia de Salinas, escreve versos,
Faz artesanato e [reza,
Ama loucamente o nosso amor
Com os pés na [terra,
Ela tece a formosa [espera...

No bailado da areia, do mar e dos
ventos [sulinos,
Estou preparando o nosso [cantinho
Com um belo pomar e muito [carinho.
Não canso de te [esperar, e sequer
Desisto um só minuto de te [amar.

E em cada terço tenho rezado
Pedindo: que o meu sangue poético
Que é mais vinho do que [sangue penetre
Na tua [veia - e seja sempre uma chama
que te [incendeia...
Pedindo à Ele que um dia que você me [ame.

Inserida por anna_flavia_schmitt