Nao Tente Adivinhar o que

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⁠Quem poderá?

Titubeio.
As palavras já não se fazem mais.
Tudo está coberto por uma luz fraca.
Os passos vão para frente, voltam para trás.
Desencontros… descompassos.
O pulso palpita,
A alma grita.
Não há mais saídas.
O espelho reflete um corpo
alquebrado.
Olhos estatelados.
Não há mais dúvidas.
Sobraram apenas as certezas.
A calamidade da certeza me assombra.
Um corpo sem sombras.
Uma mente sem dúvidas.
Quem me poderá desanuviar a mente?
Quem me ensinará a ver a verdade em quem mente?

Inserida por RosangelaCalza

⁠Distância

Sou antítese do não ser…
Sou e não quero ser.
Procuro-me sem querer me achar…
Encontro-me sem me procurar.
Sou fluxo até transbordar.
Ando pelo caminho sem nenhum passo dar.
Dou passos pelo caminho sem em frente continuar.
Sou finitude trajada de ser.
E há vezes em que nem consigo me descrever.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Se o sol não brilhar

Dias assim...
Há dias que são noite o dia inteiro.
O Sol não aparece,
o calor não aquece,
nenhuma palavra conforta...
só uma dor que o coração corta.
Há dias assim...
A chuva não para,
o frio não vai embora,
a felicidade não existe,
o mundo todo é tão triste...
Você, então, quase desiste.
Há dias bem assim...
Mas, mesmo esses dias chegam ao fim...
Da saída você encontra a porta...
O dia passou...
pra trás o passado ficou,
e isso é que no fim importa.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Penso em ti

Penso em ti.
Não entendo por que te perdi.
Quero te reencontrar
O fruto de nosso amor te mostrar.
Quero te contar de cada instante que vivi.
Quero te mostrar o mundo que vivo.
Um mundo novo... completamente transformado pela tua passagem por aqui.
Quero que conheças o Ser do nosso tanto nos querer... do nosso tanto nos amar...

Inserida por RosangelaCalza

⁠(Des)iludida

Um abismo interno.
Um vazio cada vez maior.
Sonhos que não se concretizam.
O amor que de ilusão não deixa de ser.
Pra que correr...
nas calçadas da fama da vida
em busca de guarida?
Nada nos pode dar acolhida.
Nenhum amparo, nem abrigo.
O vento frio... um açoite.
Nesta gélida noite.
Um vácuo interminável.
Meus gestos não encontram eco.
Viver se tornou abominável.

Inserida por RosangelaCalza

⁠A quem amar?

Não sabia quem devia amar.
Amar
no prisma
sonoramente refletido
no mais alto silêncio.
Não sabia a quem devia amor.
Amor
no corpo espelhado
sem máscaras
sem fingimento, sem simulação
no vazio do caos
imenso...
entregar o coração.
Não sabia que deveria amor.
Amor
sem ameaça, sem perigo.
Amor atento e dedicado…
E, nesta via de mão dupla…
amar, intensamente amar…
e... ser amad@.
Então simplesmente a cada um e a todos decidiu amar.
Só uma coisa @ decepcionou: nem todos sabiam amar... nem todos sabiam fazer o amor em amor retornar.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Pretérito

Olho para trás.
No meu passado estarão as respostas?
O que se oculta no que não consigo mais ver?
São profundas feridas cicatrizadas?
É a alegria de havê-las curado?
Revelo pouco a pouco o que fui...
É o que sou agora... pedacinhos colados de dias passados...
Experiências boas e más também.
Dias solitários e dias na companhia de alguém...
A cada passo cruzo o portal da maturidade.
Avanço no tempo.
Vou mudando de idade.
Vou superando obstáculos.
Vou perdoando mágoas.
Vou substituindo desamor pelo mais puro amor...
por mim e pra seja lá quem for.
Sigo minha jornada... muito, mas muito bem acompanhada. Por mim... e seja lá mais quem for.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Quimeras

Olho-me no espelho.
Não reconheço o que está ele a refletir.
Foi tanto mentir.
Ilusões mais loucas.
Fantasias... não poucas.
Sou alegoria... finjo alegrias.
Camuflada percebo além da imagem...
Quanta bobagem.
Constato missão não cumprida.
Lamentações e mágoas escondidas.
A isso não se pode chamar vida.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Venta longe daqui

Vai, vento, vai... vai ventar longe daqui.
Vai e não volte... ou volte bem devagar...
Flores azuis na cortina a balançar
Quem me dera…
Quem me dera em quimeras… sonhos, fantasias, ilusões… acreditar
Que bem fariam ao meu coração.
Quem me dera… quem me dera.
Vai, vento, vai... vai ventar em outro lugar
Quem sabe... perto do mar?
Você vai amar, vento...
Fazer o mar em grandes ondas se demudar.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Solidão

Em minha solidão me lembro de tempos idos...
Quando ainda não tinhas partido.
Caem pesadamente silêncios.
Hoje não tenho a quem abraçar...
Só estou... a emoção a me tomar
e me ponho a chorar.
Na sombra oculta das dores
Vou levando minha vida...
Estou só, triste e sem guarida.
Que falta me fazem os dias em que em tudo havia cores.

Inserida por RosangelaCalza

Esse vazio em mim

⁠Há um vazio de mim mesmo
Rondando por aqui…
Algo que eu não costumava sentir.
Azuis celeste, turquesa... qual é a cor mesmo deste amanhecer?
Há nele alguma coisa de neon policromático.
Nada apático.
É o astro-rei que espia lá longe na linha do horizonte...
Saiu de seu cárcere de solidão
E vem alegremente alegrar milhares de corações.
Colorir aquarela de mil cores cheias de emoção.
E eu?... Bem, eu me espero.
Sei que é preciso tempo para reaprender...
Vou de novo do novo me preencher.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Por um mundo melhor

Se a estrada cansou o teu caminho
Não andes mais sozinho.
A estrela solitária que ainda brilha nesta manhã que vem chegando
Pisca, pisca... e pisca: parece estar gritando:
‘Ninguém foi feito pra ficar só.
Está escrito no vento.
Muita gente anda calada.
Em vez de repartir o que da vida ganhou.
O mundo será um lugar muito melhor
se todos olhassem mais pra Deus.
E colocassem sempre em prática o que Jesus ensinou.’

Inserida por RosangelaCalza

⁠A lua não surgiu

Luz macia.
A escuridão da noite parece não querer aparecer.
Esconde-se por detrás dos altos edifícios.
Ruas tumultuadas...
Tanta gente apressada.
Pressa que não leva a nada.
A lua não surgiu no céu do anoitecer.
Quer ela também brincar de se esconder.
Nuvens róseas e lilases...
O crepúsculo tarda.
O sol não está com pressa de se esconder...
Dourado... afáveis raios cobrem a terra.
Paz... a noite sua hora calmamente espera.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Oh! Minh'alma

Oh! Minh’alma… calma
Não te sintas cega
Não te furtes à tua sina.
Seja sempre aquela menina.
Sei... sedes tens...
Sede de luz!
Sedenta és da fragrante luz do amanhecer...
Da luz mestiça do anoitecer...
Da luz morta da noite a mais e mais escura se fazer.
Descalça-te do medo – inimigo perigoso.
Misture as cores do destino.
Ouve a voz da lucidez.
Tu mais forte do que a morte já te fizeste... mais de uma vez.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Teu sorriso lindo

Escuro do caminho não tenho mais medo não.
Trago sempre comigo o teu sorriso.
Não estou sozinha... tenho teu sorriso a me acompanhar... a tudo a iluminar.
Em cada momento do dia e da noite... em cada lugar por onde eu passar.
Cintilam as estrelas no céu.
Cá embaixo teu sorriso a cintilar
Transforma em passeio toda a minha caminhada...
Não temo nada.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Se decidires

Se decidires não mais me amar,
afasta-te de mim.
Por favor, vá sem aviso prévio!
Busca outra estrada pra caminhar.
Procura outro jardim pra o perfume das flores sentir.
Busca outro mar pra mergulhar.
Se decidires não me amar...
Afasta teus olhos de mim...
Se decidires não me amar,
vá... de nada valerá querer me explicar
por que decidiste o que decidiste...
entendo... é o fim de nossa estrada juntos,
cada um seguirá seu próprio caminho
sozinho.
Ficarei, por aqui, taciturna, silente... por um bom tempo... até parecerei doente.
Pensarei: estava eu tão acostumada a nós...
É difícil quebrar velhos hábitos...
Mas eu hei de quebrar...
E abrirei meu coração pra outro homem nele entrar...
Fazer morada...
Serei namorada.
Tudo num instante conciso irá acontecer.
Nós dois houve um tempo em que era pra ser... agora não é mais... quando chegar a hora, eu vou entender.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Uma enorme dor

Uma fração de tempo
…apenas.
E tudo se esvai... tudo embora vai.
Não há aviso prévio.
Clica um botão – uma divindade que não se vê... que não se sabe onde está – e para o coração.
Último respiro.
Nada levamos.
Todos os choros e risos a nada reduzidos.
Antigas lembranças... lembrar pra quê?
O exemplo é o que deixamos.
Dor a muitos causamos – não porque queremos.
Um pouquinho de nós em outros se preserva.
E isso, juro, me enerva.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Gata Borralheira

Não há sons.
Sumiram todos os tons.
As noites carregadas de azuis deleites não mais são.
As noites de luas cheias vazias estão.
Noites escuras de breu absoluto
Tudo submerso em densa névoa.
Tudo um imenso deserto.
Não há mais prosa, nem versos.
Tudo está ao inverso.
As batidas do coração aceleram,
a cabeça anda às voltas.
Um mundo fictício.
Nessa corda bamba – um suplício.
Cena de cenários desfeitos...
Nada faz efeito.
Neon.
Intempestiva vida.
Sonhou cinderela.
Acordou gata borralheira...
E como gata do borralho viverá a vida inteira.
À porta de entrada da casa um par de sapatos largados...
Eternamente na mente projetados.
Projeto que deu errado.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Finjo

Enquanto isso eu finjo que vou... faço de conta que nada mudou... não preciso mais fingir sorrisos... estão eles escondidos.
Mundo perdido?
Há uma guerra se travando por aí... há tanto ódio sendo destilado... em inseguranças estamos banhados.
Guerra externa: indivíduos contra indivíduos que nem se conhecem... sim, sabem que existem... pelas redes sociais. Poderosa essa rede: enredou-nos. Por mais que tentemos nos desenredar, ela está bem aí a nos abocanhar. Já tentei dessas cordas me desvencilhar, mas - tenho certeza de que você também já tentou se deletar desse mundo invisível, cansada de tela do computador... onde se vê tanta gente sempre, mas incapaz de ver a dor... até porque quando em frente à tela, somos todos amor.
Guerra interna: coração no peito apertado... desolado. Vamos exatamente pra que lado? Sensação de ondas do mar de um lado pra outro a nos jogar. Viemos à tona... pra logo em seguida afundar... mal dá tempo pra um respirar.
E assim vamos seguindo. Fingindo.
Uma hora tem que acabar. Uma hora o vendaval vai se acalmar. Uma hora vamos recomeçar: num caminho de flores, num mundo só de amores, numa vida cheia de cores.
Por enquanto é cinza... muitos tons de cinza.
Acalma teu coração enquanto espera... espera enquanto finge... finge enquanto espera... e finge que não finge.
Ah! e lembra: nunca ninguém disse que seria fácil... só que, sem Deus,
certamente é bem mais difícil.
"Why are you so paranoid?
Don't be so paranoid
Don't be so
Baby don't worry bout it
Hey there don't even think about it
You worry bout the wrong things
The wrong things [...]" (Paranoid (feat. Mr. Hudson)
Kanye West)
Rosangela Calza

Inserida por RosangelaCalza

⁠Viva o amanhã, amanhã.

Onde estão seus pés neste momento? Aqui, bem aqui... não é? Exatamente no presente. Você consegue dar passos no futuro? Ou voltar atrás e evitar alguns passos dados? Não, não consegue... então dê um passo, ou nenhum... deixe seus pés seguirem em frente na hora em que tiverem de seguir, de seguir e de seguir o seu eterno presente.

No mundo físico, você consegue ouvir sons do futuro? Sussurros do passado? Não, não consegue... então fique atento ao aqui e agora, que é a única coisa que você tem.

Você consegue fazer as coisas que estão determinadas a serem feitas ali na frente... ou eliminar aquelas que você não deveria ter feito de jeito nenhum - sim, aquelas que você se arrepende profundamente de ter feito? Não, claro que não... você projeta, joga pra frente com a sua mente, mas não consegue materializar nenhuma delas no seu aqui e agora, mesmo com todo o esforço do mundo.

O presente é como deve ser, as coisas são com devem ser. Tudo o que acontece reflete o querer de algo, ou de Alguém muito maior do que você pode imaginar (pra mim, é de Alguém mesmo; pode ser que pra você seja de algo... o Universo, por exemplo). Este seu momento é o que é porque é assim que deveria ser... não lute contra o esquema das coisas (ou de Deus como acredito eu).

Tudo é, na maioria das vezes, imprevisível. O seu futuro é imprevisível, sempre... até suas emoções, na maioria das vezes, são imprevisíveis... ou não!!??

Viva com os pés no chão, no aqui e agora... mas pode sonhar... sonhar nunca fez mal a ninguém.

Inserida por RosangelaCalza