Nao Tente Adivinhar o que

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⁠Quem vê cara não vê coração, nem fígado, e muito menos a Perversidade

Inserida por glauciocardoso

⁠A Intenção distingue os seres, não os atos.

Inserida por glauciocardoso

É preciso lutar contra a frustração do querer, somado ao não poder, multiplicado pelo não ser, porque a Equação segue uma lógica retilínea que possui um resultado já esperado.

Inserida por glauciocardoso

Todo favor tem um preço de acesso para o favorecido, pois não existe favor Gratuito, o que existe é o Favor Imerecido.

Inserida por glauciocardoso

Se para Doar Sangue há um limite, para que a bela atitude não se torne um mal, também haverá de ter um ponto onde a sua Entrega precisa ser diminuída, ou até parada a força, para que a Vida não lhe seja roubada com sua própria permissão.

Inserida por glauciocardoso

⁠Naquela manhã de bons ventos eu tinha ainda seis anos de idade.
A rua não era asfaltada e eu me gabava por conseguir correr descalço naquele lugar.
Minha paixão sempre foi o céu, olhava pro alto e tentava entender seus encantos.
A cor do céu é linda e as nuvens sempre me preparavam formas que até pareciam quadrinhos contando uma história.
Na outra quadra havia uma praça, onde, naquele dia especial, crianças em alvoroço corriam atrás de uma novidade.
Avistei a fileira da meninada que ia e voltava da praça contando, uns para os outros, o que estava acontecendo por lá.
Corri para ver e não acreditei. Meu passaporte para entender melhor o céu estava nas mãos de um homem.
Um homem que vendia aviõezinhos coloridos feitos de isopor!
A criançada em volta daquele nobre homem que segurando por uma linha fazia os jatinhos levantar vôo e irem até o alto no céu.
Entrei pelo meio da garotada, empurrando e garantindo meu espaço perto daquele encantador de crianças.
Quando num flash o seu olhar eu consegui, perguntei logo a ele o quanto custava a pequena maravilha que me levaria as alturas.
Como relâmpago corri para casa, onde minha mãe preparava já o almoço.
Naquela época nós não tínhamos muito, meu pai trabalhava duro, nossa televisão era uma Colorado preto e branco, por onde eu enxergava o mundo que não conhecia.
Tinha eu um cofrinho, estampado com os quadrinhos do SUPER-MAN!
Pois eu era fã daquele herói que dominava o céu e voava de verdade.
Pensei que meu cofrinho poderia ajudar!
Minha mãe me deu a tão almejada autorização para que rasgasse o cofrinho de papelão.
Contei as moedinhas debaixo dos olhos atentos da minha querida mãe! Que logo viu minha tristeza por não ter a quantidade necessária para pagar o sonho de voar.
No entanto, minha mãe tinha também um trocado, e com um belo sorriso maternal me olhou e mandou abrir a mão.
Da mão dela caíram as pratinhas que iriam garantir o meu sonho.
Corri, novamente, como um relâmpago e o homem ainda tinha um aviãozinho!
Feliz da vida peguei a maravilha! A máquina feita de isopor e cola que agora conduziria minhas fantasias e me fariam entender o céu.
Passei de frente de casa gritando minha mãe para que ela olhasse o quanto eu estava feliz manejando aquela máquina voadora.
Fiquei por alguns minutos me divertindo e aproveitando o vento que soprava diferente. Soprava como se estivesse também contente com o menino que corria imaginando estar dentro da máquina que voava tão alto e bem perto do céu.
As nuvens estavam próximas e o chão tão pequeno!
Mas o vento se descuidou por um instante e soprou o galho de uma grande árvore que chegava até o céu do meu aviãozinho!
O pequeno jato entrou por entre os galhos da árvore que insistia em atrapalhar o vôo tão sonhado do menino que agora olhando para o alto ficou a pensar!
Mas com todo o carinho comecei a puxar a linha, bem devagar!
Por longas "horas" insisti lutando com aquela árvore.
Ela tão forte e eu me sentindo tão fraco!
No entanto, não desisti, com mais cuidado ainda fui persistente para que minha máquina voadora não se quebrasse com o solavanco da árvore que desejava tomar para si o meu brinquedo, o meu direito de sonhar.
Ouvi um estalo! A asa da aeronave caiu ao chão! Pronto estava quebrado, estava acabado o Sonho de Ícaro, o sonho de chegar até o céu.
Aos choros fui para casa onde minha mãe me consolou.
Não havia mais dinheiro e mesmo se houvesse o mágico homem, que me vendera a aeronave, já tinha ido embora.
Agora adulto noto que minhas lágrimas, naquele dia de bons ventos, de certa forma mudaram minha sorte.
Talvez por que a minha persistência foi lapidada com a dificuldade daquela manhã e a partir daí, quando eu quero algo sou muito persistente.
No mais, o TODO PODEROSO se comoveu ao me ver chorar e decidiu soberanamente preparar meu futuro. Um futuro onde eu não paro de voar.
Ao menos as nuvens e o céu agora eu posso ver, como adulto, do alto em minhas viagens por este Brasil tão belo e grande! E que ainda me tem muito a oferecer.

Inserida por glauciocardoso

Amor e Felicidade se não fossem tão distintos, estariam sempre no mesmo endereço.

Inserida por glauciocardoso

Em algumas situações é até comum procurar Fazer Bem em detrimento de se Sentir Bem, mas não pode ser comum o Fazer Bem para se Sentir Mal e muito menos o Fazer Mal para se Sentir Bem.

Inserida por glauciocardoso

Não se pode ver

⁠O fim é invisível
Ele está presente
Mas não se houve
Muito menos se vê.

O fim está nos gestos
Está nos beijos
E também nos abraços.

O fim está no cotidiano
No que não se sente
Naquilo que causa desprezo
E no que causa ânsia.

O fim está no corpo adormecido
Na falta da vontade
Na falta do desejo
Do que quer a carne.

O fim está presente
Basta olhar ao redor
E nada enxergar
Sentir-se ausente.

Fora do ar
Fora de si
Não entender o não
Muito menos o sim.

Inserida por Otocco

⁠"Me diz em quê teu amor é baseado ou se é apenas um baseado...
...Porquê eu não fumo, não que eu seja careta, mas não quero uma brisa passageira"...

Inserida por Otocco

⁠Minha Nostalgia

Se em minhas velas
Já não sopram os ventos
É sinal que em teu peito
Meu amor já não tem efeito.

Se o gole de run já desce doce
Temo por minha saúde, que é frágil
Pois em um coração que amor não habita
Não há o porquê de ter o dom da vida.

Não há ouro, nem o infinito mar
Não há riquezas muito menos poder
Que compre o verdadeiro sentimento
E a sensação que causa meu sofrimento.

Sofrimento sim, porquê amar por vezes
Nada mais é que um reduto de solidão
E uma longa caminhada que me lança
Determinado à pular no mar de uma prancha.

Nesse mar negro e cheio de lembranças
Que para onde olho, nada vejo
Onde ninguém me vê, mas tudo eu enxergo.

É onde eu conheço quem eu mais detesto
O refém de um revés com seu ouro de tolo.

Um marinheiro sem bússola
Vivendo de maré, um mané
Que já não sabe se é mar ou lágrimas por amar.

Inserida por Otocco

Nunca desejaria o mar
Pois me perderia na sua imensidão
Me afogaria em tuas águas
E não curaria minhas mágoas.

Jamais desejaria o vento
Que me sopra tanto quanto o tempo
E contudo vem dizendo tanta coisa sobre mim
Principalmente que estou envelhecendo.

Tampouco desejaria o amor
Que enlouquece, fere e te abandona cheio de memórias
E com o passar dos anos, se tornam póstumas.

Não desejo de forma alguma amar
Não desejo muito menos que me amem
No fim das contas, desejo que nem nos conheçamos.

Se não desejo desejar, e sei que desejo é o mal que existe na vida
Afinal de contas desejamos tudo
Não preciso me preocupar em desejar...

Inserida por Otocco

⁠A felicidade não é fiel, ela é momentânea
Como o nascer do sol que te enche de esperança
Mas ao final do dia, se vai no horizonte
Sem ao menos dizer o porquê e não se sabe onde se escondes.

Inserida por Otocco

⁠Não há necessidade de respostas.

Não, eu não sou alegre o tempo inteiro
Eu digo sim mas muitas vezes era não
Eu preciso sentir o que sentem por mim
Mas principalmente me distanciar de um fim.

Eu não tomo decisões difíceis
Pois uma só mudou tudo e me marcou
Cada dia pra mim é intenso
Mas sempre fica um vazio imenso.

Já ouvi que não posso entristecer
Não tenho esse direito, e que isso é frescura
A felicidade ao redor é mais importante
Logo, sorriso plástico pra mim deve ser o bastante.

Não tenho o direito de querer
Principalmente se for algo próprio
Propositalmente meu coração sempre quer
Algo que sempre não posso, por motivo qualquer.

Reciclar felicidade, é a mesma de ontem
Às vezes fico feliz por ouvir música
Fico feliz por ter ajudado alguém
Mas nunca por receber sentimentos de ninguém.

Quando olhar para mim lembre do sorriso
Que carrega toda responsabilidade
De fazer com que você se sinta bem
Apenas siga, e sorria também.

Não tente adivinhar o motivo de tudo isso
Eu apenas não consigo ser alegre o tempo inteiro
Não aconteceu alguma coisa
O que eu sinto;
Está acima do meu próprio limite de compreensão.

Inserida por Otocco

⁠Eu não tenho nada além de mim mesmo, hoje eu percebo que tenho tudo o que preciso pra conseguir o que quiser.

Inserida por Otocco

"⁠Se eu pudesse escolher
Qualquer coisa pra fazer
Não iria me exitar em dizer
Que queria abraçar você."

Inserida por Otocco

⁠Eu sinto saudade sim
Não de você, mas de mim
Daquele que deixou de existir
Por promessas de amor sem fim.

Sinto falta daquele cara
Que sorria de tudo que você
Não via graça, isso já era um sinal
Se não sorri no começo, todos os dias serão o final.

Eu sinto falta da minha essência
Da minha falta de amor próprio
Da vida que perdi de viver
Porquê você me queria sóbrio.

Inserida por Otocco

⁠Eu não me cobro mais
Eu não tenho que tentar
Eu não deixo de querer
Eu não espero mais pra ter.

Agora eu cobro, viver
Agora eu tento, a tentação
Agora eu quero, agora
Agora a espera, é pelo sol lá fora.

Inserida por Otocco

⁠Partida

Não tive chance
Não houve oportunidade
Amigo, eu sinto tanto
A falta do nosso canto.

Diz pra mim que é passageiro
Que ausência e tristeza
É uma viagem breve
Deixa as memórias, não as leve...

Inserida por Otocco

⁠Vejo muitas pessoas
Que não assumem
Ter ao seu lado alguém

Vejo do outro lado
O alguém tentando
Finge estar tudo bem.

Inserida por Otocco