Nao Tente Adivinhar o que
Simplifique sua vida: Se não estiver a fim de sair, atenda ao telefone e diga. Se não está bom, diga também. Se tiver algo acontecendo, seja honesto (pois no final, estará sendo mais honesto com você). Não chame um colega de amigo, nem tampouco vice-versa. Não confie em estranhos. Dê mais valor na sua intuição, e para além disso, desconfie dela. Use manteiga de cacau nos lábios em dias muito quentes ou frios. Não critique pessoas que estão surgindo em seu círculo social (aparências enganam e elas podem se tornar seu maior tesouro). Aprenda que suas exigências mudarão conforme a abertura de sua mente. Escute seus pais quando disserem "leve um guarda-chuva" ou "leve uma blusa de frio" ou "não vá". Não pergunte a uma criança se você está bonito quando você estiver de baixo astral. Não espere ser cortejado por alguém que te serviu somente para tapar buracos (pessoas percebem isso e mudam de atitudes para com você). Crie menos expectativas em relação ao outro (pessoas erram, esquecem, não percebem). Não queime o filme de ex ou amigo com quem ainda pretendes reatar laços. Não espere muito do final de semana ou feriados (boas surpresas adoram o acaso). Não deixe as coisas para a última hora, deixe para, no mínimo, faltando umas duas rs. Não mande e-mails ou mensagens contendo informações de terceiros, algumas pessoas podem usar isso contra você. Nunca esqueça sua identidade em casa. Desconfie arduamente das pessoas que tentam te distanciar dos velhos - e verdadeiros - amigos. Tenha mais cuidado com as palavras que usa para se despedir de alguém, podem ser as últimas de ambos. E por fim, opte por não viver programações: a vida foi feita pra ser mais natural.
Não tão rápido, nem tão fácil, muito menos prático como abandonar uma leitura nem um pouco interessante. Amor envolve mil e uma dores, quando não vivido até o fim. Até o último suspiro por um sentimento. Até esvaziar a última gota de sangue dos pulsos - metaforicamente, por favor. Até a mudança das nossas atenções. Se soubéssemos das bolas de neve em que entraríamos, não teríamos aceitado nem um mísero 'oi'. Mas, infinitamente, tá na hora de sair do papel de vítima. Parar de alimentar os pensamentos que nos tornam megalodramáticos, melancólicos, viciados em abstinência de endorfina. E mudar, nem que seja por um minuto, a música de fossa. Que a gente vive em um mundo de expectativas é lógico, embora a todo tempo esqueçamos. Não que gostemos de sofrer, cá pra nós, mas um bocado de sofrimento é como pimenta, diferentemente aproveitada pelos baianos ou pelos japoneses. Cada um sabe como tem que ser temperado, mas aquele velho clichê de que ninguém nasce sabendo é a mais besta verdade que já ouvi. Precisamos sofrer o ardume dos sentimentos pra só assim considerarmos valedor de pena ou não. E não admitamos que sofrer é natural, porque não é, não mais, não neste nosso zeitgeist. O espírito do momento é o prazer instantâneo, é suportar pouca dor, ou querem abrir mão da eficácia dos medicamentos? Eu quero! E não, não curto sofrimento, nem tampouco aquele provindo das palavras. Mas suporto. Sou resiliente. E creio que todos sejam. Quer uma dica? Elabore seus sentimentos. Suas vontades. Seus planos, suas perdas, seus sonhos, isso mesmo, no pronome possessivo "seu/meu". Elabore não, Reelabore, reinaure-se, renasça. E o "como?" é a frase mais mágica que encontrei em uma quinta-feira nublada de novembro. Não vou dizer que a vida é uma só. Que o tempo passa. Que morreremos. Não mais. Não direi que você é aquilo que você come, que você faz, e não o que você acredita. Precisamos de pouco, sabe... Um pouco que a cada dia se torne mais. Mais paciência ao ouvir. Mais amor ao falar. Mais coragem ao persistir, e ao desistir só aquela coragem que sobrar. Porque sou da geração que persiste porque quer, e depois não precisa culpar ninguém por isso. E que persiste no fácil e ignora o difícil. Essa ideia de que tudo que vem com facilidade se vai com facilidade não me contaminou. E a melhor que consegui produzir foi a de que tudo vai ser diferente se a gente quiser. Se a gente se esforçar. Se a gente acreditar. E o mais essencial, verdadeiro, óbvio, correto, e sei lá mais o que: se a gente fizer. Se a gente se levantar. Se a gente agir. Às vezes, a gente precisa sonhar pra descansar da vida. Mas se a gente não viver e deixar os sonhos descansarem, acho difícil sair do lugar onde tudo dói... até o amor.
Que o fato de ter de nos tornar pequenos para caber em algum lugar não interfira na consciência da nossa grandeza.
Fale! Pois o passado é o veneno da memória, que precisa sair pela boca para
não envenenar nosso coração.
"Não podemos desistir, não podemos parar, e não podemos parar de lutar. Assim, se mantém firme a democracia e a liberdade."
Guerras irregulares
Nós morremos todas as vezes que não lutamos contra as tiranias.
Nós morremos todas as vezes que não lutamos contra a injustiça.
Nós morremos todas as vezes que deixamos mal vencer. O mal domina o discurso e as narrativas, pois ele vende o selo da verdade.
E nós morremos quando homens justos deixam de ser cães pastores e não enfrentam os lobos.
Então, há os cães pastores, que vivem para proteger o rebanho e confrontar os lobos.
Mas nós estamos morrendo, pois não se pode tocar no lobo.
O rebanho está morto porque só haverá tirania, injustiça, ausência da verdade.
Todos nós morremos sem os cães pastores.
Há cursos para fazer amizades?
Não há cursos para fazermos amizade. O que existe são atitudes diárias de doação e compreensão para com o próximo. Devemos, habitualmente, nos colocarmos no lugar do outro antes de tomarmos uma atitude. Infelizmente, têm pessoas que não nasceram nem para ser colegas, nem companheiros e vão ser sempre uns esquisitos. Elias Torres
"Distanciar daquilo que ti faz mal é um alívio, não somente para o corpo e sim para alma, pois têm vários corvos sem espírito dentro de casa, achando que são águias".
A AMIGA
Não sei se te digo ou se não,
Que contigo eu espanto a solidão.
No início, era só amiga; depois, o remédio pro meu coração.
Não sou o que já fui, nem serei o que hoje sou.
Apesar disso, e mantendo minha essência, tenho em mim a consciência
da constante inconstância — vida.
ESPERO
Espero ser a maré que traz peixe ao
Pescador
ser o vento que não cause
Destruição
ser a água que chove no
Sertão
ser dócil como o amor de
Mãe
enfim, fazer o bem, sempre o
bem
E viver sem causar mal a
ninguém.
Espero (sem ponto final)
